Pular para o conteúdo principal

Pessoa

"O Universo não é uma idéia minha
A minha idéia do Universo é que é uma idéia minha.
A noite não anoitece pelos meus olhos,
A minha idéia da noite é que anoitece por meus olhos.
Fora de eu pensar de haver quaisquer pensamentos
A noite anoitece concretamente
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso."

(Fernando Pessoa)
______
Relutando em tirar o acento de "idéia"...

Comentários

  1. Sheila,

    Belíssima reflexão desse texto. Percebi inegáveis traços schopenhauerianos, na meditação de nosso amigo Pessoa.

    É interessantíssimo vermos como somos dotados duma capacidade incrível de idealização deste mundo que nos cerca.

    Isso se dá de tal forma que chegamos a acreditar, piamente, que ele seja mais belo do que realmente já é...

    E disso sabem muito bem os filósofos e poetas, mas também os loucos e viciados...

    En passant: sobre a ortografia. Tô com essa mesma resistência sua... Imagina hoje, na hora em que fui postar num forum a palavra "voo" sem acento... /o\

    O chato também é que muita gente ainda não se inteirou das novas regras e acabam pensando que é analfabetisse ou desleixo meu... ¬¬

    Mas "nóis sobrevive"! =X

    Beijão gostoso na bochecha!

    ResponderExcluir
  2. Olá Servo!

    Não conheço nada de Schopenhauer (só o nome); a filósofa é a Mel, então não sei se posso traçar qualquer paralelo entre ele e o Pessoa.

    O que eu entendo desse poema é que as coisas não são como nós queremos vê-las... o que não significa que a nossa visão seja a correta.

    Quanto às mudanças do português... Dói! É só o que posso dizer! :'(

    Mas, sigamos!

    Beijocas e boa semana.

    ResponderExcluir
  3. Schopenhauer, até onde sei, diz que temos sempre uma visão com algum interesse das coisas e por isso nunca vemos as coisas como são. Apenas olhando "desinteressadamente" as coisas é que poderemos ver de verdade, o Sblargh da minha "biblioteca" pode explicar isso melhor pra vc se quiser...


    Essas regras novas estão me matando, vou comprar uma gramática nova esse ano...

    Quanto ao Theo, lá no próprio site é possível colocar ele direto na sua página, vc escolhe onde fica sua conta, depois coloca seu nome de usuário e senha(acho que era só isso).

    Bjoes, te mais.

    ResponderExcluir
  4. Hmmm... então Schopenhauer tem mesmo a ver com Pessoa!

    Quanto à gramática, eu preciso de uma nova (ou melhor, de uma!) de qualquer jeito!

    Do Theo, vou ter que cloná-lo então...

    Beijocas.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As calcinhas no varal

Hoje lavei minha roupa e, ao estendê-la no varal, fiquei chocada com a "qualidade" de boa parte das calcinhas que ali estavam. As mulheres que têm entre 30 e 35 anos provavelmente cresceram ouvindo suas mães dizerem para cuidar com a roupa de baixo que usa porque se desmaiar na rua todos verão a calcinha velha, o sutiã com alça encardida - nem é o tema do post, mas quero avisá-las que é verdade! Um ex-colega de faculdade, bombeiro, diz que sim, eles reparam, mesmo nos momentos mais complicados de socorro, se as "moçoilas" estão com calcinha feia! - e falarão que a dona da lingerie é uma porquinha! Daí hoje, olhando as calcinhas no varal, eu fiquei pensando que ali estavam aquelas calcinhas que normalmente eu usaria só pra dormir. Mas eu não só durmo! Ou seja, eu saí com boa parte delas!! "Analisando" o varal, lembrei de que eu sempre tentei ser caprichosa com o que vestia por baixo da roupa. Mesmo quando era casada tentava usar lingerie arrumadinha e depoi...

Pour toi, mon amour (Jacques Prévert)

Engraçado como as coisas vêm na nossa cabeça, de repente. Tava aqui pensando e este poema, o primeiro que li na aula de Francês, veio à minha lembrança. Pour toi, mon amour - "Para você, meu amor" - fala de amor mas fala, principalmente, da impossibilidade de prendermos quem realmente amamos. Je suis allé au marché aux oiseaux Et j'ai acheté des oiseaux Pour toi, mon amour Je suis allé au marché aux fleurs Et j'ai acheté des fleurs Pour toi, mon amour Je suis allé au marché à la ferraille Et j'ai acheté des chaînes De lourdes chaînes Pour toi, mon amour Et je suis allé au marché aux esclaves Et je t'ai cherchée Mais je ne t'ai pas trouvée Mon amour ** Fui ao mercado de pássaros E comprei pássaros Para você, meu amor Fui ao mercado de flores E comprei flores Para você, meu amor Fui ao mercado de sucata E comprei correntes Pesadas correntes Para você, meu amor E eu fui ao mercado de escravos E te procurei Mas eu não te encontr...

25 em 2013 - Livro 5: Sua resposta vale um bilhão

Eu sinto tanto só agora escrever sobre Sua resposta vale um bilhão que li em fevereiro! Principalmente porque vou deixar muita coisa bacana do livro de fora. Mas gostei tanto que, mesmo assim, vale a pena. Minha história com o livro é longa. Sou apaixonada pelo filme Quem quer ser um milionário - sobre o qual comentei efusivamente aqui , há 4 anos. Naquela época eu já tinha me interessado pelo livro, primeiro do autor - um diplomata indiano - mesmo correndo o risco de me decepcionar com o filme depois de lê-lo. Namorei o livro longamente até que encontrei na Estante Virtual  - um site que reúne sebos do Brasil inteiro - no comecinho do ano. Paguei R$ 4- sim, quatro reais! - por uma edição praticamente nova. Quanto à história, muita coisa é diferente do filme - e necessário, se pensarmos na impossibilidade de adaptar um livro inteiro pra 2h de película. Escrevendo isso, o que me vem à cabeça é que, na verdade, o filme é inspirado na idéia central, do menino pobre,...