Alívio pessoal, duas vezes aliviada, pela minha mãe e pela banca. E vou contar pra vocês como foram os dois :)
Começando pela Mãinha: falei com meu pai umas 15h30 mas ainda não tinham sido consultados - quer dizer, minha mãe não tinha sido consultada, rsrs - mas lá pelas 17h minha irmã me ligou avisando que falara com o Painha e que a Mãinha e o cardiologista diagnosticou com crise hipertensiva, ficaria internada essa noite para poder fazer mais exames e ser observada.
À noite falei com eles. Ela estava assustada, chorou um pouco porque disse que não sabia o que acontecia, que não lembrava de ter falado comigo... Mas foi se acalmando, falei que o Tata, meu irmão, tinha conversado com o sogro dele que é cardio e que disse que o procedimento era este mesmo, que provavelmente eles teriam que estudar uma mudança de medicação. E de hábitos, o sempre mais difícil, né?
Pessoal querido, obrigadíssima pelas preces, pelos comentários no outros post. Lu, Sandra, Cris, Rubens, Talita, Mel, Ellen... Obrigadíssima mesmo! A distância é o que mais assusta, você não ter idéia do que acontece por lá.
Eu cheguei a pensar em Alzheimer Lu, aliás, eu penso sempre e peço a Deus que não tenha que ver meus entes queridos passarem por ela - e você sabe bem a barra que é, né? Muito melhor do que eu! -, mas ontem, pela rapidez das coisas, eu pensei foi em derrame mesmo.
Ellen, me preocupei porque foi muita coisa e muito rápido. Lapsos de memória até eu, aos 34 tenho; ainda mais em final de ano, com tanta coisa já tendo sido feita.
Se Deus quiser ficará tudo bem agora :)
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Da banca. Bom, ela começou com quase 1h30 de atraso. A banca aqui é assim - vou dizer porque não sei se é em tudo quanto é lugar, porque quando me formei em Turismo era diferente - : fazem parte dela o professor que orientou o estágio e outros dois professores convidados pelo acadêmico. Uma das professoras convidadas, que trabalha com literatura de autoria feminina se confundiu com as datas e não apareceu. Aí minha orientadora sugeriu outra professora, mas tiveram que esperar ela terminar a orientação de uma aluna. Aí a profe Nildi - olha a intimidade com minha orientadora! rsrs - veio falar comigo e com a Vik, uma amiga que teria a mesma banca, no horário seguinte ao meu, e disse que só teriam tempo pra uma banca, porque senão atrasaria demais as outras - ontem tinha banca até às 13h! Não era como queríamos, mas eu sabia que a Vik queria mais a outra professora na banca dela que eu, além de que, achei chato a profª Scheila - olha o nome da lindinha! rsrs - ser desprezada por nós duas e decidi apresentar ontem mesmo.
Ah, esqueci de contar que TODOS os alunos do 2º ano foram levados pra lá pela professora de Filologia! Nunca vi banca com tanta gente assistindo! rsrs
Foi tudo bem, tive que correr pra usar só 20 minutos e a avaliação dos professores... Olha, eu vou contar uma coisa séria pra vocês: eu me sinto muitas vezes uma fraude, não sei se vão entender isso, mas eu sinto que todo mundo pensa que eu sou e sei muito mais do que na verdade eu sou e sei; e isso me angustia muitas vezes e me assusta porque fico sempre esperando alguém me "desmascarar". Notem bem: eu não finjo nada! Mas acho que sempre estão pensando que sou mais do que sou e sei. Calaaaaaro que não falo de todo mundo, mas de várias pessoas. E fiz essa pequena digressão porque eu esperava ser "desmascarada" na banca, ainda mais depois de, relendo pra apresentação o trabalho, ter encontrado trocentos e um erros de digitação! E o prof Luciano que estava na banca é exigente! Mas... foi ele o primeiro que falou e quase me fez chorar! Disse que escrevo muito bem, que mesmo em um trabalho científico eu escrevo com leveza e isso fez ele se lembrar da Lya Luft (!) falando que foi muito difícil pra ela escrever sua tese de mestrado porque ela não conseguia ser científica já que sua escrita era outra. Elogiou a base teórica do TC, minha segurança e desenvoltura ao falar. Completou dizendo que, se eu não era ainda professora, eu deveria ser. Mas sugeriu que eu deveria me aprofundar mais no que é "subjetividade" - que dá pra, simplificando, dizer que é a identidade da pessoa - e falar mais de Foucault - um pensador francês que eu não consigo muito bem entender mas de quem eu já sabia que deveria ter falado mais - e sugeriu que eu usasse mais da base teórica nas análises das crônicas. Aí a profª Scheila, que só viu a apresentação, me avaliou por ela, disse ter adorado o tema, perguntou porque eu escolhera Martha Medeiros, eu expliquei, e ela também disse que eu serei uma excelente professora de literatura, que falo muito bem e pediu uma cópia do meu trabalho.
Gente, quase chorei! Fui aprovada, foram pedidas as modificações as quais eu acatei e tô muito, muito feliz com isso!
Mel, posso corrigir pelo menos os erros de digitação antes de te mandar? E vou mandar sim, tá?
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E vou parar o post por aqui porque já ficou gigante. Tá parecendo os posts do Zeca Camargo no blog dele! rsrs
Novamente, obrigada pelas preces e pensamentos positivos pra minha mãe. Quem fala da frieza dos relacionamentos da net é muito desorientado e não sabe que rola muito carinho por aqui mesmo por quem AINDA nunca se viu! :)
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