10 outubro 2013

25 em 2013 - Livro 5: Sua resposta vale um bilhão




Eu sinto tanto só agora escrever sobre Sua resposta vale um bilhão que li em fevereiro! Principalmente porque vou deixar muita coisa bacana do livro de fora. Mas gostei tanto que, mesmo assim, vale a pena.

Minha história com o livro é longa. Sou apaixonada pelo filme Quem quer ser um milionário - sobre o qual comentei efusivamente aqui, há 4 anos. Naquela época eu já tinha me interessado pelo livro, primeiro do autor - um diplomata indiano - mesmo correndo o risco de me decepcionar com o filme depois de lê-lo.

Namorei o livro longamente até que encontrei na Estante Virtual - um site que reúne sebos do Brasil inteiro - no comecinho do ano. Paguei R$ 4- sim, quatro reais! - por uma edição praticamente nova.

Quanto à história, muita coisa é diferente do filme - e necessário, se pensarmos na impossibilidade de adaptar um livro inteiro pra 2h de película. Escrevendo isso, o que me vem à cabeça é que, na verdade, o filme é inspirado na idéia central, do menino pobre, criado no mundo e que ganha um prêmio em dinheiro enorme em um programa tipo "Show do Milhão". 

No livro, Ram Mohamad Thomas está preso por ter conseguido ganhar 1 bilhão de rúpias em um programa de tevê que não tem o dinheiro do prêmio. Sendo Ram um rapaz pobre, surge a dúvida da idoneidade dele e o menino, depois de ser espancado pela polícia, recebe a visita de uma advogada disposta a ajudá-lo e que pede para ele contar como sabia as respostas. Ram, então, conta a sua história, porque a resposta para todas as perguntas está no que ele viveu. Cada capítulo do livro explica uma resposta e vemos então um desfile de personagens interessantes e que, positivamente ou negativamente, marcam a vida do rapaz.

Em relação ao filme, nomes mudam, situações mudam, personagens mudam, perguntas no programa mudam... O livro é muito mais rico e, talvez, eu tivesse me decepcionado se o lesse antes de ver o filme. Me decepcionado com o filme!

Continuo amando o filme mas o livro é ainda melhor e vale MUITO a pena ser lido!!

(Querem prova maior do que eu tê-lo lido há 8 meses e continuar apaixonada?)


Título original: Q & A
Autor: Vikas Swarup
Editora: Companhia das Letras
Edição: 2ª
Ano: 2009

17 agosto 2013

Vi: O ano em que meus pais saíram de férias


Nasci em 1975, vivi alguns anos sob o regime militar mas as únicas lembranças que tenho da época são do extremo nacionalismo nos desfiles de 7 de setembro - militares desfilando e tudo - e do disco do Geraldo Vandré que a minha mãe tinha, comprado meio na surdina, porque logo ele seria proibido por conta da letra de Pra não dizer que não falei das flores.

O ano em que meus pais saíram de férias (2006), se passa em 1970 e mostra uma realidade que nós, da minha geração, pouco conhecemos e não sei se as gerações futuras poderão conhecer melhor. Mas deveríamos!

Mauro tem 12 anos, mora com os pais em Belo Horizonte e é apaixonado por futebol. Às vésperas da Copa do México, seus pais avisam que sairão de férias e o deixarão com o avô em São Paulo. Seu pai, no entanto, garante, volta para assistirem os jogos do Brasil juntos.

Acontece que, no mesmo dia que Mauro chega no Bom Retiro, seu avô, membro da comunidade judaica do bairro, morre e o menino acaba ficando sob os cuidados, principalmente de Shlomo, o velhinho do apartamento ao lado - e, depois que o rabino chama a atenção de todos, lembrando de como Moisés foi adotado pela princesa egípcia, toda a comunidade meio que adota Mauro, que logo faz amizades com outras crianças.

A vontade é contar um monte do filme mas não quero adiantar nada pra quem se animar a vê-lo. Só posso dizer que tudo funciona na história. O lado leve, infantil, dá espaço ao lado triste da ditadura e da saudade sem problemas, tornando o filme especialíssimo, emocionando até a última frase dita.

Se ainda não viu, veja!! Principalmente se você acha que nada do cinema nacional presta ;)

P.S. A direção é de Cao Hamburguer, do Castelo Rá Tim-Bum!

Vi: Antes que o mundo acabe


Tem gente que costuma ter preconceito com filmes nacionais, dando desculpas que não têm mais razão para existir. Tem um monte de filme legal nacional que normalmente nem chega em todos os cinemas do país mas que, graças à internet, conseguimos ver.

Recentemente pude ver dois filmes muito bonitos produzidos no Brasil, com atores brasileiros, com histórias brasileiras.

O primeiro deles foi Antes que o dia acabe (2009), filme gaúcho, com um elenco pouco conhecido, pelo menos por mim, que tem como protagonista Daniel, de 15 anos - interpretado por Pedro Tergolina, que agora está em Saramandaia, como o filho mais novo da Lilia Cabral - que, a mesmo tempo que leva um fora da namorada, que começa a se envolver com o seu melhor amigo, recebe notícias do pai biológico, com quem nunca teve contato.

A história se passa em uma cidadezinha do Rio Grande do Sul toda característica, bonitinha, organizada, simplesinha e tranquila que só ela. Os diálogos são muito bons, coerentes com a idade dos personagens e os problemas idem - porque quem já teve 15 anos lembra de como muitas coisas pareciam mostrar que o nosso mundo estava por acabar.

Pouco conhecido, o filme vale muito a pena ser assistido! Fofíssimo e bom mesmo!

14 julho 2013

Goodbye Finn



Assisto Glee desde o comecinho mas ultimamente minha relação com a série tem sido de amor e ódio.

No entanto, um dos personagens que, em momento algum, me fez perder a paciência ou querer parar de vez a série de vez - porque sempre estou atrasada com os episódios - foi o doce Finn, que começou tão ingênuo e que agora, já em sua quarta temporada, mostrou-se tão maduro e diferente do rapaz de anos atrás.

Senti muito pela notícia da morte do seu intérprete, Cory Monteith. Pelo possível motivo, pela sua juventude, por tanto que perde partindo tão cedo!

Que Deus o guarde e console os que o amam e que agora sofrem.

25 junho 2013

Enquanto isso, no PIT... (2)

Turista londrino, com um sotaque todo particular e muito simpático, chega aqui e diz que precisa pegar um vôo na Argentina pra Buenos Aires.

- Você tem que pegar um ônibus na próxima rua pra Puerto Iguazú...
- Puerto "Igazú"?!?!? (primeira vez que parece ouvir aquele nome)
- Sim. É a cidade na Argentina onde fica o aeroporto.
- Ah, sim.
- Você primeiro vai descer na rodoviária por lá - e blá, blá, blá...
- Certo. Como é o nome da cidade mesmo?
- Puerto Iguazú.
- "Puerta Igazú"?!
- O aeroporto é na Argentina, certo? - porque aí, vendo que ele parece nunca ter ouvido o nome da cidade, eu começo a achar que entendi tudo errado!
- Sim, na Argentina.
- Então é em Puerto Iguazú mesmo.
- Certo, certo. Eu não tinha certeza do nome. Na verdade, eu não lembrava mesmo. É que eu sou péssimo com nomes
- Percebi - comentei rindo. 

Felizmente ele riu mais ainda!

06 junho 2013

Enquanto isso, no PIT... (1)

PIT é Posto de Informações Turísticas, meu local de trabalho. 

Na verdade são quatro PIT's atualmente na cidade e trabalhamos por escala mensal, então cada mês estou em um lugar.

Atendendo turistas do mundo inteiro, pessoalmente ou por telefone, o que não faltam são histórias tragicômicas pra contar.

Como eu sempre conto no Facebook e o pessoal gosta, resolvi contar aqui no blog também, as atuais e, ao lembrar, outras antigas.

Vou contar sempre de forma curtinha, como faço no Facebook, reproduzindo os diálogos, com poucos comentários.

Começo por um que aconteceu ontem:

- Informações turísticas, boa tarde.
- Oi, eu tô indo pr'aí em julho. É muito frio?
- Faz frio, mas depende de quando a senhora vem. O melhor é dar uma olhada na previsão do tempo pouco antes de vir.
- Mas é muito frio?
- Depende. Em alguns dias, sim.
- Mas com frio dá pra visitar as Cataratas?
- ??? Sim, dá.
- Mas tem água lá, né?
- ????????????

(Sério, eu não entendo se a pessoa acha que congela, ou se tem época que as 275 quedas ficam completamente secas...)



28 maio 2013

Séries: Castle


Terminando a temporada da maioria das séries que assisto e percebi que algumas das mais queridas não ganharam post meu comentando-as. Decidi então tentar, esta semana, reverter esta falta e vou começar por Castle, uma das minhas séries preferidas.

Já comentei que algumas das séries que se tornaram mais queridas pra mim eu hesitei um pouco pra começar a ver? Então, pois é. E Castle é uma delas. 

Eu via toda semana postagem dos episódios nos sites, via que Nathan Fillion, o protagonista, ganhava prêmios e prêmios escolhido como melhor ator pela audiência, mas achava que a série era boba, bestinha demais. "E outra policial?!"

Um dia, sem nada pra ver, baixei um episódio e gostei. Aí baixei outro... e outro... e outro... Me apaixonei!

Richard Castle é um escritor de romances policiais que se vê envolvido com a polícia quando um assassino mata suas vítimas como personagens dos livros dele. Procurado pela detetive Cate Beckett, de cara ele - mulherengo! - se encanta e, usando de sua influência, consegue acompanhar a policial em suas investigações.

O que faz a série diferente, principalmente, é o enorme carisma de Fillion na pele de Castle, que é uma figura divertida, com loucas idéias sobre motivações para crimes - no que inclui acreditar que Papai Noel, ETs, monstros e fantasmas estão envolvidos em muitos deles -, um lado fofíssimo revelado principalmente com a filha adolescente e um homem que vai mudando, ao longo das temporadas, ao se ver apaixonado.

Além de tudo, ele é todo bonitão e divertido também na vida real! (Uma amostra aqui, com ele de kilt, dando uma entrevista)

Os outros personagens são ótimos também, desde Beckett - a linda Stana Katic - até Jon Huertas e Seamus Dever, que fazem a outra dupla policial, Esposito e Ryan.

Eu, que não sou fã de sangue, tiroteio e pancadaria, vejo Castle porque sei que vou me divertir. Vou rir, vou ficar chutando quem é o bandido, vou me emocionar em outros momentos...

A série já terminou sua quinta temporada, que teve algumas novidades esperadas desde o começo, e já foi renovada para a sexta!

Suuuper recomendo!

Faço download no Baixando Fácil.

26 maio 2013

11 fatos sobre mim - que talvez você não saiba


A queridíssima Patrícia, do Ah, Coimbra! me passou este meme e eu adorei! 

(Dêem uma olhada no blog da Paty! Vale muito a pena! Ela tá fazendo mestrado em Coimbra, Portugal e conta por lá suas experiências e impressões pela primeira vez fora de casa, em um país distante, além de passar dicas valiosíssimas para quem quer estudar na terrinha!

Bom, vamos aos fatos!

1- Tenho medo de morrer sozinha e demorarem pra encontrar meu corpo.
De verdade. Quando leio sobre aquelas pessoas que morreram e dias depois o corpo foi encontrado, tenho este medo. Acho que, na verdade, o medo é de morrer sem ninguém por perto, sofrendo. Meio irracional, pouco provável, talvez, mas tenho!

2- Sou mais debochada do que gostaria.
Algumas pessoas se ofendem com isso mas é algo que tento controlar :$

3- Já chorei assistindo Jim Carrey.
Foi aí que confirmei que, sim, eu choro com muita facilidade.

4- Sofri o que hoje chamam de bullying na infância e carrego trocentos traumas por conta disso.
Dia desses, em sala de aula, comentávamos sobre bullying e um dos alunos disse que agora tyudo é bullying, que antigamente ninguém dava esse nome e todo mundo era vítima de zoação. Minha pergunta foi: "e as pessoas não sofriam?". Eu sofri bastante e, com psicólogos, percebi que carrega vários complexos por conta disso até hoje. Hoje só tem nome. Doer, doía do mesmo jeito!

5- Adoro ir ao cinema sozinha!
Amo! Adoro acompanhada, mas, sozinha, me faz sentir tão dona de tudo! A invenção de Hugo Cabret, se não me engano, fui a única na sala de cinema e isso foi bom demais!!

6- Morro de medo de perder um dente.
Esse medo eu acho tragicômico. Nunca perdi um dente que não precisasse perder - tipos os de leite e os sisos - e sempre, sempre tive medo de perder um dente com uma pancada ou até mesmo quando estou fazendo manutenção do aparelho ortodôntico. Meu dentista acha graça e repete: "Sheila, seu dente é duro pra que eu consiga arrancá-lo assim." E eu sei! Mas quem disse que consigo racionalizar isso??

7- Sou canhota.
Pois é. Algumas poucas coisas eu faço facilmente com a mão direita mas, no geral, a segurança que minha mão esquerda oferece é única. Mais inteligentes os canhotos? Sei não... rsrs

8- Rio quando estou nervosa.
Incontrolável! Já fui de tremer também mas há tempos isso não acontece.
 
9- Adoro orelhas!
Adoro! Adoro pegar, ficar fazendo carinho... Acho orelha uma coisa muito gostosa!

10- Costumo me perder quando falo muito. 
Eu faço umas digressões e não sei voltar pro começo! Super-normal eu falar, falar, falar e, depois, perguntar: "o que eu tava falando?" ou "esqueci o que eu tava dizendo." Normal, os mais próximos convivem pacificamente com isso.



11- Era exímia imitadora do Geléia, d'Os Caça-fantasmas
Não sabe quem é? Clique aqui e escute a partir dos 3:35 min. Rever me fez rir sozinha aqui, pelo personagem e por me imaginar imitando! hahah


23 maio 2013

Agora sou English teacher



Se 10 anos atrás alguém me falasse que eu seria professora, eu riria. E, para não parecer sem educação, explicaria que não tinha didática pra isso, nem paciência nem a mínima vontade.

Mas o mundo dá voltas. Em 2006 voltei pra faculdade pra estudar Português e Espanhol e, depois de poucos meses de ceticismo, dar aulas já não me parecia algo tão absurdo, pelo contrário, via como algo que podia ser apaixonante, enriquecedor e interessante.

Agora, em 2013, enquanto esperava ser chamada para dar aulas de Espanhol pelo estado, acabei virando professora de Inglês! Já tinha dado aulas particulares de inglês e nem cheguei a pensar nisso como algo profissional, mas, pintando a oportunidade - em um momento em que eu buscava um segundo emprego pra melhorar a renda -, resolvi aceitar.

Fui contratada pelo Senac de Foz, primeiramente, para dar aulas para duas turmas, uma da Polícia Militar e uma da Guarda Municipal. Como os alunos se candidataram às vagas, ou seja,estão fazendo o curso porque querem, o interesse é enorme e não tenho sofrido com indisciplina ou má vontade. Tenho me sentido desafiada e gostado muito do trabalho!

Ter uma chefe super-querida tem me ajudado muito a equilibrar os vários horários e conseguir fazer tudo direitinho.

O lado menos bacana é que, desacostumada com o tamanho da correria, meu corpo tem sofrido mais do que a minha mente, mas nada assustador e hoje já está bem melhor do que no começo. De qualquer forma, virei mais dorminhoca e caseira do que já era!

Espero que tudo siga funcionando! E que venham mais aulas!

09 abril 2013

Quatro - Cuatro - Quatre - Four...

Por um vago acaso eu preciso confessar que pesco memes pela net pra responder? Não, né? :$




Quatro empregos que já tive:
- Recepcionista de hotel (em três hotéis aqui em Foz);
- Cleaner em um albergue da juventude na Bélgica;
- Professora particular de português (!);
- Secretária em uma escola e informática.


Quatro filmes que eu assisto sempre que passam:

Putz, têm trocentos que eu revejo sempre que possível! Mas, bora lá:
- Sociedade dos poetas mortos - perdi a conta de quantas vezes já vi, sério!
- Três mulheres, três amores - amo, amo, amo!!
- As patricinhas de Beverly Hills - acho muito fofinho!
- Dirty dancing - sem comentários; nem precisa de explicação!

Quatro lugares que eu já morei:
- São Paulo - SP;
- Itaparica - PE;
- Araçuaí - MG;
- Bruxelas - Bélgica.

Quatro programas de TV que eu gosto:
- Modern family;
- Encontro com Fátima Bernardes;
- The Big Bang theory;
- Globo Repórter.

Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:
- Minha amiga Angelice;

- Lara, minha "chefa";
- Meu pai;
- Rose, minha amiga.


Quatro coisas que eu faço todo dia sem falta:

- Tomo banho e escovo os dentes;
Entro no Facebook;
- Fico escutando as maritacas papearem antes de me levantar da cama;
- Dou remédio pra Azeitona - minha cachorrinha idosa tem artrose.

Quatro comidas favoritas:
- Pizza;
- Costela assada;
- Pudim de leite condensado;

- Maionese que a minha irmã faz.


Quatro lugares que eu gostaria de estar agora:
- New York;
- Londres;
- Alta Floresta;
- Madri.