29 junho 2010

Vi: Onde vivem os monstros


Se eu soubesse que ia gostar tanto de Onde vivem os monstros (Where the wild things are, EUA, 2009) eu teria tentado ver o filme antes! Sem medo de ser exagerada eu digo que é um dos melhores filmes que já vi!

Max é um piá dos seus 10 anos super-imaginativo e também solitário, já que a irmã adolescente não dá bola pra ele e a mãe não dá a atenção que ele quer - mesmo sendo uma mãe carinhosa e presente.

Um dia, depois de, durante uma birra, morder a mãe e ser mandado para o quarto, ele foge de casa, encontra um barquinho e, depois de algum tempo velejando, chega em um ilha "onde vivem os monstros". Max logo é proclamado rei - depois de umas mentirinhas criativas sobre ser poderoso - e começa a conviver com aquelas criaturas, no começo, com muita tranquilidade.

Mas, assim como as crianças - e as pessoas, em geral - os monstros também têm seus momentos de mau-humor, de agressividade, de desconfiança, de busca por atenção... e logo Max percebe isso.

O filme é baseado em um livro infantil dos anos 60 mas acabou rendendo pouco nas bilheterias e não agradando muito às crianças, na minha opinião é um filme que criança pode gostar, mas é mais um filme pra gente grande mesmo.

A trilha sonora é um capítulo à parte em beleza! Foi composta por Karen O, da banda Yeah Yeah Yeahs - já tinha ouvido falar da banda mas nunca escutei nada deles - e é super-original, usando crianças em várias faixas. Minha canção preferida é uma que toca logo no começo do filme e se chama Igloo e está no post anterior a este.

Foi um filme que me emocionou muito, me fez ter saudade dos sobrinhos, me fez pensar se não sou assim com eles - desatenta quando querem/precisam de atenção... - e é falar do filme ou ouvir Igloo que eu volto a chorar! rsrs

Eu mais do que recomendo esse aqui! Pra quem quiser baixar, tem aqui, no blog Amo Séries. O único porém é que dublado, mas - e isso está sendo dito por quem não gosta de filmes dublados - não compromete em nada a história.

E recomendo a trilha sonora também!

Igloo (Karen O. and The Kids)



Minha música preferida do melhor filme que vi este ano - e um dos melhores de sempre!

Falarei sobre ele ainda hoje ;)

27 junho 2010

Ainda sobre o selo Lovely and Loyal Award


Vim corrigir uma injustiça e indicar o selo pra outra pessoa que eu sei que segue o blog e com quem converso sempre que podemos, até porque encontramos muitas coisas em comum e muitas vezes, quando leio os poemas dela, encontro expressados ali os meus sentimentos!

Tô falando da querida Branca, do Script Manent. Querida, o selo vai pra você também e quero ver suas respostas! Desculpa o esquecimento - e agora entendo o sentimento de culpa e esquecimento quando terminei de postar o selo da outra vez! rsrs

(E quero saber essa história de abraços, hein?)

Selo Lovely and Loyal Award!


A queridíssima Lanny, do delicioso Põe um batonzinho, me presenteou com um selo super-fofo, o Lovely and Loyal Award for wonderful followers

1) Explique o motivo de ter começado o blog e se esperava tornar-se popular.
Eu queria "falar", só isso. Não esperava que se tornasse popular - até porque não acho que ele seja exatamente isso - e achava que, no máximo, uns amigos passariam por ele de vez em quando pra dar apoio moral. Acabou que gente nova o descobriu e são muito mais dos que os anteriormente conhecidos e eu acho isso uma daquelas tantas coisas bacanas que só a net é capaz de fazer.

2) Diga a data exata do início do seu blog.
Não sei (rsrs). A primeira postagem foi no dia 18 de outubro de 2008.

3) Indique 5 seguidores fiéis do seu blog para receber o selo.
Tem gente que sempre me lê mas não tem blog, como a Fer e o Wissam. Tem gente que eu sei que me lê porque sempre deixa comentários. E tem gente que eu acho que me lê. Vou seguir o meu coração então - drama! hahaha - e fazer uma misturinha entre os que eu sei e os que eu acho que são fiéis:
A Cris, do Jardim da Cris,
A Mel, do Mel's,
A Carla, do Conto e vírgula,
O Rubens, do A retórica do dragão-de-comodo
E a Sandra, do As flores do jardim de AA, que anda sumidinha mas que sempre que aparece, deixa seu coração nos comentários queridos.

Além da própria Lanny, que me deu o selo e está sempre me visitando. Obrigada. Pelo selo e pelas visitas carinhosas ;)

24 junho 2010

Amigas ou inimigas?


(O post é meio longo, já previno!)

Há umas duas semanas saí com a tia Eliana. Ela é a irmã mais nova da minha mãe, tem 49 anos, é divorciada, mãe de 3 filhos, avó de 4 crianças, muito bonita, inteligente e engraçada.

Ela acabou convidando uma das ex-cuidadoras da minha avó, que tem 37 anos - o que me deixou surpresa de descobrir, porque sempre achei que ela tivesse mais de 40 - e com quem eu nunca tinha saído antes.

Nem minha tia.

E com quem provavelmente nunca mais sairemos.

Desde o começo as duas ficaram trocando farpas, principalmente da "moça" para minha tia. "Nossa, eu achei que você tivesse mais de 50!". "Uma amiga minha disse que você parece a mais velha de todas as irmãs!". Você tá toda no brilho hoje, a 'fulana' disse que brilho é coisa de velha". "Sempre que eu saio algum cara paga tudo pra mim, não preciso sair com dinheiro"... Acabou até sobrando pra mim: "Você não bebe e nem fuma?! Coitada... o que você aproveita então?".

E por aí foi.

Repensando isso hoje, e lembrando algumas coisas que já passei, como ter tido uma cópia perfeita da personagem vilaníssima da Letícia Sabatella em Caminho das Índias na minha vida , fiquei tentando entender porque tantas mulheres se fazem inimigas de outras mulheres.

Sou do tipo que tem amigos homens. Meu ex-marido dizia que só gay é amigo de mulher, que heterossexual sempre ia querer alguma coisa. Eu diria que em muitos casos pode rolar um climinha, mas não é regra e meninos podem ser muito divertidos e "úteis" quando você tem dúvidas sobre coisas que só eles entendem como funciona. E tenho queridas amigas para quem desejo tudo que desejo pra mim mesma porque muita coisa a gente não tem como dividir com um homem, mas com mulheres...

É tão bom poder ter amiga pra quem contar TUDO - tudo mesmo! -, pedir conselhos, trocar opiniões sobre makes, roupas...

Mas tem gurias que fazem das supostas amigas concorrentes. Aos 15 anos tive uma "amiga" que teve coragem de me dizer que nunca era amiga de alguém mais bonita que ela. Acho que ela nem se tocou de que me chamou de feia... e isso que quem usava dentadura aos 17 anos era ela - não, gente, eu não usava dentadura aos 15 e nem uso agora aos 35!

E tem quem faça de outras gurias inimigas mesmo! Sei lá se é inveja, se é medo... Não entendo, de verdade!

Tem um email que rola por aí comparando a amizade masculina com a feminina e, mesmo sendo muito maldoso - e cômico por isso mesmo! - ele é verdadeiro. Muitas de nós mulheres parecem não querer amizade com outras do mesmo sexo. Ou não saber como tê-las e mantê-las.

Sinto muito por isso. Gosto dos meus amigos mas me sinto muito mais próxima das amigas que podem entender direitinho o que é uma cólica menstrual, TPM, sentir saudades daquele cara, não conseguir encontrar um corretivo que realmente disfarce as olheiras, falar da depiladora, daquele encontro especial...

Acho que, afinal, os homens têm razão quando dizem não conseguir nos entender. Nem eu entendo certas mulheres às vezes.

Kids + Pets


Fofíssimas as fotos! No Huffington Post tem 91 dessas imagens, com crianças e seus bichinhos. Foi difícil escolher apenas 10 pra mostrar aqui...

O post que me fez descobrir as fotos saiu no Mulher 7x7, um dos meus blogs preferidos.

20 junho 2010

Rapidissíssimas (12)

Uma das coisas que mais me incomoda é que duvidem da minha inteligência.

Outra é mentira besta.

Juntando tudo isso...

Fico irritadíssima no trabalho quando alguém liga e, sem saber que temos identificar de chamadas, pede informação completamente local e nada turística e justifica dizendo que é turista.

É mole?

18 junho 2010

José Saramago: 1922 - 2010



A emoção de Saramago ao terminar de ver o filme de Fernando Meirelles, baseado em seu livro Ensaio sobre a cegueira. Minha imagem preferida dele.

17 junho 2010

Vi: O pecado mora ao lado


A cena mais clássica de O pecado mora ao lado (The Seven Year Itch, EUA, 1955) é a do cartaz original do filme que vocês podem ver aqui: o vestido de Marilyn Monroe sendo levantado pelo vento vindo dos túneis do metrô novaiorquino.

Mas o filme é bem mais do que isso. E uma delícia! Um cara chegando aos 40 despacha a esposa e o filho de férias e se vê solteiro em Nova York tendo Marilyn - linda, linda, linda! - como a nova vizinha de apartamento - de cima, não de lado, como o título brasileiro sugere.

O título original - "a coceira dos sete anos" - faz alusão ao período perigoso dos casamentos, os sete anos.

O protagonista do filme, Tom Ewell - ator que eu não conhecia - é muito engraçado! Os pensamentos dele que são retratados são divertidos - sobre a súbita "solteirice" e a falta de ciúmes da esposa, sobre como será se encontrar com a vizinha... não tem como não rir dele!

Como o filme é de 1955, muita coisa, claro, ficou datada. É de assustar, por exemplo, quando ele fala que a esposa já está ficando velha... e ela tem só 31 anos!

Cada vez gosto mais de Billy Wilder - que dirigiu também Se meu apartamento falasse, Irma La Dulce, Quanto Mais Quente Melhor e Sabrina, entre outros. Suas comédias são engraçadas, claro, mas tocam em umas questões comportamentais de forma bem interessante.

Clássico que vale muito a pena ver!

11 junho 2010

Copas do Mundo e eu

(Já conhecem o Zakumi, mascote da Copa 2010?)

Não sou a pessoa mais ligada em futebol mas acho que, em se tratando de uma mulher, eu tô bem: identifico facilmente os times, sei o que é gol, pênalti, escanteio, tiro de meta e há algum tempo finalmente aprendi a identificar o tal do impedimento!

Tenho pai que adora futebol. Não dos fanáticos que usa camisa e blá, blá, blá, mas que curte ver jogos, se empolga, se irrita... e me faz dar muitas risadas!

E minha mãe, enquanto a Flávia e eu éramos pequenas, sempre comprava alguma roupa - ou uniforme estilizado - temática na época das Copas. Quando ela parou de comprar, eu mesma comprei.

Copa pra mim é mais época que me lembra gostosas confraternizações do que de ver jogo mesmo. Minhas lembranças mais antigas remontam a de 82 na Espanha, mas só lembro do moletom que eu ganhei e das idas à casa dos meus padrinhos em São Paulo, onde morávamos e onde meus pais iam ver os jogos.

As de 94 e 98 foram as que vi com mais gente. Em 94 sempre estávamos, minha irmã e eu, ou em alguma casa de amigos, ou com amigos aqui em casa. A de 98 eu assisti direto da Bélgica, onde morei uns meses. Foi muito gostosa e até ganhei uma camiseta no dia da final como prêmio de consolação pela derrota do Brasil pra França. O mais legal desta era que todo mundo sempre torcia pelo Brasil!

A de 2002 eu praticamente não vi. Madrugada pra futebol? Deixei meu ex-marido colocar a tevê no quarto, me aconchegava nele, voltava a dormir e só acordava pra perguntar se o Brasil tinha ganhado. Só vi a final mesmo.

2006... vi a final em um posto de gasolina, voltando com meus pais da Chapada dos Guimarães pra Rondonópolis, no MT, onde eles moravam na véspera.

Já vi jogo só pra ver jogador bonito. Já vi jogo pra acompanhar pai, marido e amigos. Já vi jogo porque eu torcia mesmo.

Acho que Copa é época única, diferente até de Olimpíadas. Este ano provavelmente será uma das minhas mais solitárias porque trabalharei em horários de jogo e meu irmão tá nem aí pra jogo! Não me incomoda, de jeito nenhum, mas é diferente.

Apesar de que acho que tô mais empolgada com a África do Sul do que com os jogos em si.

Mas quem não está?

10 junho 2010

Como dizer não?


A Renata, ou Rê, como a chamo, é uma amiga muito querida de quem já falei aqui e que mora em Itumbiara, no interior de Goiás. Pelo menos até sábado, quando se mudará para Catalão, no mesmo estado. A nossa amizade já é interessante por um fato um tanto quanto curioso: nós nunca nos encontramos pessoalmente! Pois é, nos conhecemos pela net e logo nos tornamos amigas. Já consolamos choros uma da outra, sabemos dos amores, das alegrias, sabemos das famílias, dos amigos que cada uma tem ao seu lado... A Rê sempre tem uma palavra sensata e querida pra dizer.

E minha amiga agora vai casar. Acompanho desde o comecinho a história dela e do noivo, o Ricardo, e fiquei super-feliz com o casório que completará uma história linda de amor - só pra vocês terem uma idéia: é outra história que começou na internet, na época o Ricardo fazia mestrado na Alemanha! Se encontraram algumas vezes, aqui e lá e ano passado ele voltou pro Brasil... direto pra casa da Rê.

Fui convidada pra ser madrinha. Claro que um convite desses deixa a gente feliz, né? É demonstração de carinho, de consideração. Mesmo depois d'eu lembrá-la que meu casamento não deu certo e muito menos os dois nos quais fui madrinha, ela continuou me querendo ao lado deles - tragicômico, gente! hahaha. Tá, é brincadeira, não acredito em azar ou sorte, pra começar, não fui eu a culpada pelo fim dos casamentos que amadrinhei.

Primeiramente pensei que ainda tô pagando duas viagens deste ano e fiquei muito na dúvida. Mas como dizer não? Fui atrás de passagens e encontrei bilhetes muito baratos e, depois de pensar bastantinho e conversar com a Angelice e minha mãe - e a Vikki, que desde o começo disse que eu deveria ir porque me faria bem me divertir e conhecer gente nova -, percebi o quanto é importante celebrar com minha amiga tão querida um momento especial e único na vida dela.

O "enlace" é no final de julho e devo ficar uns cinco dias por lá - pra não parecer magro que come e vai embora! Esquentarei banco esperando conexões em Curitiba e São Paulo na ida e em Belzonte e Rio na volta mas, e daí?

Já tô vendo vestido, pensando no presente, até porque, quando a gente vê, já taí o dia de viajar!

Fiquei feliz por decidi ir. Acho que já deu pra perceber que tô empolgada com a viagem :)

(Verdade, Cris, eu sou muito batedora de perna! rsrs)

Momento Espírita: Dia de tristeza


Por vezes, erguemo-nos pela manhã envoltos em nuvens de tristeza. Se alguém nos perguntar a causa, com certeza não saberemos responder.

Naturalmente, atravessamos as nossas dificuldades. Não há quem não as tenha. É o filho que não vai bem na escola, o marido que vive a incerteza do desemprego, um leve transtorno de saúde.

Nada, contudo, que seja motivo para a tristeza profunda que nos atinge.

Nesse dia tudo parece difícil. Saímos de casa e a entrevista marcada não se concretiza. A pessoa que marcou hora conosco cancelou por compromisso de última hora. E lá se vão as nossas esperanças de emprego, outra vez.

O material que vimos anunciado com grande desconto já se esgotou nas prateleiras, antes de nossa chegada. A fila no banco está enorme, o cheque que fomos receber não tinha saldo suficiente.

É... Nada dá certo mesmo! Dizemos que nem deveríamos ter saído de casa, nesse dia. Agora, à tristeza se soma o desalento, o desencanto.

Consideramo-nos a última pessoa sobre a face da Terra. Infelizes, abandonados, sozinhos.

Ninguém que nos ajude.

E, no entanto, Deus vela. Ao nosso lado, seguem os seres invisíveis que nos amam, que se interessam por nós e tudo fazem para o nosso bem-estar.

O que está errado, então? Com certeza, a nossa visão do que nos acontece.

Quando a tristeza nos invade no nascer do dia, provavelmente tivemos encontros espirituais, durante o sono físico, que para isso colaboraram.

Seja porque buscamos companhias não muito agradáveis ou porque não nos preparamos para dormir, com a oração. Seja porque reencontramos amores preciosos e os temos que deixar para retornar à nossa batalha diária, entristecendo-nos sobremaneira.

Ao nos sentirmos assim, busquemos de imediato a luz da prece, que fortalece e ilumina, espancando as sombras do desalento.

Abrir as janelas, observar a natureza, mesmo que o dia seja de chuva e frio. Verifiquemos como as árvores, quando castigadas pelos ventos e pela água, balançam ao seu compasso.

Passada a tempestade, se recompõem e continuam enriquecendo a paisagem com seus galhos, folhas, flores e frutos.

Olhemos para as flores. Mesmo que a chuva as despedace, elas, generosas, deixam suas marcas coloridas pelo chão, ou permitem-se arrastar pela correnteza, criando um rio de cores e perfumes pelo caminho.

Aprendamos com a natureza e afugentemos o desânimo com a certeza de que, depois da tempestade, retornará o tempo bom, o sol, o calor.

Não nos permitamos sintonias inferiores, porque se vibrarmos mal, nos sentiremos mal e, naturalmente, tudo se nos tornará mais difícil.

Nunca estaremos sós. Jesus está no leme das nossas vidas, atento, vigilante, e não nos faltará em nossas necessidades.

* * *

Se estamos tristes, abramos os ouvidos para as melodias da vida, melodias que soam das mais profundas regiões do amor Celeste.

Busquemos ajuda, peçamos socorro, não dando campo a essas energias de modo que possamos, na condição de filhos de Deus, alegrar-nos com tudo quanto o Pai construiu e colocou à nossa disposição a fim de que pudéssemos crescer, amar e servir.

Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais
do cap. 12 do livro Revelações da luz, pelo Espírito
Camilo, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 09.06.2010.

09 junho 2010

Vi (2): Billy Elliot


Um dos - poucos! - filmes que não me canso de ver! E outro inglês. Só que, se Bons Costumes mostra o pessoal elegante e rico, Billy Elliot (Billy Elliot, Inglaterra, 2000) retrata a classe mais baixa britânica, em uma família no interior do país.

Billy é o filho caçula que decide ser bailarino. Você deixaria seu filho ser bailarino? Pois é, muita gente ainda tem um preconceito gigante com isso e na casa de Billy não é diferente, ainda mais que ele vive com o pai e o irmão mineiros broncos e a avó esclerosada. Pra piorar, a professora dele decide inscrevê-lo em uma audição pra Royal Ballet School e o pai e o irmão do piá estão há meses em greve, passando por sérias dificuldades financeiras.

O filme é tão bonitinho e cheio de momentos tocantes que eu não conheço ninguém que não goste dele! O pai de Billy é o personagem que mais me emociona, por não entender de dança, não achar que é coisa muito masculina, mas se sacrificar para que o filho talentoso, tenha uma chance de construir um futuro diferente pra si.

Adoro! Super-recomendo!!

Vi (1): Bons costumes


Continuando falando dos filmes que vi nas últimas semanas...

Se Há tanto tempo que te amo eu vi porque gostei do nome, Bons Costumes (Easy Virtue, Inglaterra, 2008) eu vi porque adorei o trailer!

O filme tem um monte de "coisas" que eu adoro: é inglês - amo o sotaque! -, tem o Colin Firth no elenco - ai, ai... -, a Kristin Scott Thomas, que também está em Há tanto tempo que te amo, é comédia britânica - eles são sempre muito bons nisso - e se passa em uma casa - mansão, né? - incrível no campo.

Jessica Biel - que mulher mais linda! - é a estadunidense que participa de corridas automobilísticas e se casa com um rapaz mais moço que conhece na França. O moço leva a esposa para conhecer a família e aí a coisa começa a pegar quando o choque cultural aparece - ainda mais com a má vontade da mãe dele de aceitar a nora.

Não é A comédia, mas causa boas gargalhadas. É um filme fofo, engraçadinho mesmo!

Gostei muito.

08 junho 2010

Vi (3): Rebecca, a mulher inesquecível


Eu acho que eu tenho um problema: não tem um filme que eu já vi, baseado em um livro que já li, que eu ache superior a obra na qual foi inspirada. Não tem!

Mais uma vez isso aconteceu com Rebecca, a mulher inesquecível (Rebecca, EUA, 1940), filme dirigido por Alfred Hitchcock quando ele ainda vivia na Inglaterra.

Rebecca é a finada mulher de Maxim de Winter - bonitão inglês, dono de uma casa linda na beira do mar da Cornualha - que é uma das regiões que mais tenho vontade de conhecer na Grã-Bretanha! Em Mônaco ele conhece uma jovem dama de companhia de uma senhora e quem acaba pedindo em casamento depois de um curto tempo. De volta à mansão, Manderley, a nova Sra. de Winter começa a sofrer com as comparações com "a mulher inesquecível".

Não sei porque, há mooooitos anos, eu vi uma cena deste filme de madrugada e tive medo da cara da governanta. Mas eu acho que eu era novinha e facilmente impressionável; tudo bem que a governanta dá mesmo medo, mas hoje é mais aquela coisa de achá-la simplesmente muito estranha e malvadinha.

Achei o filme fraquinho. E aqui aconteceu algo engraçado: quando li o livro, eu pensei que ele fosse bem chulezinho e que o filme seria menor, mas gostei do livro - nada excepcional, mas um bom livro - e aí, quando vi o filme, vi que o livro era, mais uma vez, melhor do que ele.

Acho que vale a pena ver por curiosidade, mas não recomendo como algo que tenha adorado.

Vi (2): Garota, interrompida


O querido Rubens, quando postei no Twitter que tinha visto Garota, Interrompida (Girl, Interrupted, EUA, 1999), comentou que 1999 tinha sido um ótimo ano pro cinema. Fui atrás pra ver quais outros filmes eram do mesmo ano e concordei com ele - Beleza AmericanaA Bruxa de Blair que, sim, me assustou, O Sexto Sentido, Toy Story 2, Meninos Não Choram e mais uma lista bem bacana que vocês podem encontrar aqui.

Garota, Interrompida é uma história real. Susanna - Winona Ryder - é o que hoje a gente chamaria de emo - a vida não vale nada, eu não valho nada, o mundo não vale nada, eu não faço parte dele, blá, blá, blá... - e que, após supostamente tentar o suicídio, é induzida pelos pais a se internar em um hospital psiquiátrico.

Ao chegar, o choque é enorme ao perceber-se no meio de outras moças, essas sim, loucas. Ela acaba se aproximando das outras pacientes e, em especial Lisa - Angelina Jolie - sociopata que tem um enorme controle sobre as outras gurias.

De incompreensão com a internação, Susanna passa pela aceitação até de que teria tentado mesmo se matar e, depois de uma tragédia, passa a aceitar sua doença e tentar se curar.

Angelina Jolie ganhou Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante com este filme e, realmente, ela está muito bem. Winona Ryder é atriz da minha adolescência de quem deu saudade ao vê-la aqui. Depois daquele mico de ser pega roubando - ou não, ela se diz inocente - roupas de uma loja, ela se queimou e praticamente desapareceu; uma pena.

Recomendo o filme, gostei bastante.

Vi (1): Há tanto tempo que te amo


Alguém já quis ver um filme pelo título? Comigo acontece algumas vezes. Com Há Tanto Tempo que te Amo (Il y a longtemps que je t'aime, França, 2008) aconteceu isso. Eu adoro a frase do título original em francês e quis mais ainda vê-lo quando descobri que a Kristin Scott Thomas - do maravilhoso O Paciente Inglês - era a protagonista.

Não vou me aprofundar na história porque muito do que torna este filme tão bom é o modo como as coisas vão sendo respondidas lentamente ao longo dele. Vou contar que é a história de Juliette - a Kristin Scott Thomas -, que recém saiu da prisão e que vai morar com sua irmã mais nova Léa - Elsa Zylberstein - e sua família. Quanto tempo Juliette passou presa? Por que ficou presa? Por que cometeu o crime que a levou a prisão? O que ela fazia antes disso? Vamos descobrindo aos poucos e, por mais que saibamos o que ela fez e não percebamos em nenhum momento do filme que ela quer que ser amada - pelo contrário, parece sempre não estar interessada em receber ou dar afeto - a gente não consegue não gostar dela.

Há Tanto Tempo que te Amo é, basicamente, uma história de amor entre duas irmãs que começa a ser reconstruído a partir do reencontro e através da cumplicidade que começa a renascer. E da compreensão.

Gostei muito do filme! Um dos meus preferidos vistos este ano.

06 junho 2010

... y otras cositas (15)

Noite friiiiia aqui em Foz. Uma delícia! Aqui na cama, com dois dos gatinhos me fazendo companhia, resolvi fazer este blog andar, ainda mais que tô com uns 10 posts no rascunho pra mostrar!

***

A pelota do Milo estourou esta madrugada. Só vi esta manhã e fiquei aliviada porque ontem à noite tava muito feio, ele até com o olhinho do lado do machucado inchado.

Amanhã cedo vamos no vet para ele dar uma olhada e, provavelmente, dar uma limpada mais profunda do que a que venho fazendo com água oxigenada.

***

Lembram que contei em Estreito que meu Blot tinha quebrado? Então, lá mesmo eu "colei" ele com álcool. O processo é bem simples: ir colocando gotas de álcool no pó - dá pra fazer com sombra, blush, etc - até que vire uma pasta. Aí a gente ajeita ele na embalagem e tira o excesso de álcool pressionando um guardanapo até que fique mais sequinho. Deixei ele ainda "descansando" até o dia seguinte e o bichinho ficou feio, mas voltou a funcionar. A impressão que eu tive foi que ele ficou menos eficiente mas, tudo bem, melhor que nada, né? Ainda dá um trato na oleosidade da pele e é só reaplicar com mais frequência do que antes.

***

Vocês viram o Fantástico hoje? Que bacanas as matérias sobre a África do Sul! Eu tô emocionada com uma festa como a Copa em um país, em um continente tão naturalmente esquecidos. Acho que vai ser muito bom pra gente conhecer a cultura sul-africana e, mais importante ainda, pra eles se mostrarem e se fazerem positivamente conhecidos.

A gente conhece tão pouquinho do mundo... Como tem coisa a ser vista!!

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Todo mundo aí tomou vacina contra a H1N1? Eu fiquei indignada com o povo que não tomou! A desculpa que ouvi por aqui foi que não teve tempo, blá, blá, blá... Mas, gente, aqui em Foz na rua eles tavam vacinando! Pelo menos aqui, quem não vacinou foi porque não quis mesmo!

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Sexta-feira foi aniversário da Fer, amiga da fac e fui pela primeira vez em um restaurante japonês. Como a culinária nunca me agradou - tirando yakissoba - nunca quis ir - até porque o restaurante escolhido é caro pra caramba! Bom, mas como era convite com tudo pago - tão raro... rsrs - fui e gostei. Eu, sinceramente, não sei o quanto gostei e não creio que comeria tanto peixe cru se não pudesse mergulhar tudo no shoyu antes, mas acho que é tosco a gente dizer que não gosta sem saber como é, né? Agora pelo menos eu conheço sushi e sashimi de japonês de verdade, não de mercado ou de churrascaria!

***

Andei pensando muito se contava isso aqui mas, como contei o começo da história, acho que deveria contar o fim, não por fofoca, nem pra contar história, mas porque sim: minha cunhada perdeu o bebê :'( Ficamos todos muito sentidos porque sabíamos o quanto eles queriam esta criaturinha. Mas Deus sabe o que faz. Na hora certa ele vem. E já muito amado!

***

E é isso. Vi uns 5 filmes esses dias e resolvi postar todos de uma vez porque senão demora demais se for um por dia. Faço isso amanhã. Já estão no rascunho e tudo!

Agora vou ajeitar a cama aqui e me deitar, porque este friozinho convida pro sono!

Boa semana à todos :**

04 junho 2010

Vi: Uma noite fora de série


Há 19 anos, quando vim morar em Foz, uma das coisas que eu mais tinha vontade de fazer era ir à tarde no cinema! Por quê? Porque eu achava o máximo aquilo de gente de cidade maior sair da aula, por exemplo, e ir ao cinema! Tá, era bobeirinha, mas metade dos nossos sonhos são bobinhos!

Começo contando isso porque, quando fui ver Uma noite fora de série (Date night, EUA, 2010) na sessão das 15h com a Fer, amiga e colega da época da fac, lembrei disso.

Mas, vamos ao filme! Eu sou uma das milhares de pessoas que tem vontade de rir só de olhar pra cara do Steve Carell, o protagonista do filme. Adorei o personagem dele em Pequena Miss Sunshine também, que nem é um personagem engraçado - professor universitário gay que perde é deixado pelo namorado, perde e o emprego e tenta se matar - mas é em filmes como este aqui e Agente 86 que gosto mais ainda dele!

Bom, Steve Carell e Tina Fey - ótima também! - formam o casal que se divide entre os dois filhos pequenos, os trabalhos e a atenção que devem dar um ao outro. Uma noite por semana é reservada para que saiam para jantar - a date night, ou "noite do encontro", do título original -, sempre no mesmo lugar e nada na verdade muito romântico como mostra a reação deles ao ver um casal de alianças trocar beijos e duvidarem que pessoas casadas possam fazer aquilo; ou quando chegam em casa e, conversam, discutindo se querem ou não fazer amor - e nenhum dos dois se mostra fazendo muita questão.

Quando um casal amigo conta que vai se separar porque viraram apenas bons amigos, a esposa dá um "tapa no visual" para a "noite do encontro" e o marido resolve levá-la para jantar em outro lugar, no centro de Nova York. E é aí que a porca torce o rabo... Os dois acabam confundidos com outro casal que roubou um pendrive de um mafioso e começa a perseguição.

E as risadas por conta das situações que vivem, os encontros - como com o ex-cliente gostosão dela, que é corretora de imóveis ou com o casal bandido verdadeiro - e das coisas que fazem para tentar resolver o engano.

Não é A comédia, mas é um filme gostoso, engraçadinho. Steve Carell e Tina Fey formam uma dupla com sintonia e vale a pena ficar até o momento dos créditos e ver os erros de gravação e a quantidade de improvisação que os dois, principalmente ele, fizeram!

03 junho 2010

Clementine feelings...


Vocês já viram o filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças? É um filme estadunidense fofo de 2004, com o Jim Carrey e a Kate Winslet - \o/ - no qual ela é Clementine - daí o título do post - que, depois de terminar o namoro com o personagem do Carrey, decide participar de um projeto experimental e apagar todas as lembranças dele de sua memória.

Por esses dias eu quero o mesmo que a Clementine. Queria que fosse realmente capaz a gente tirar lembranças que antes causavam doces sorrisos e alegria - e ainda aquele sentimento de coração aquecido - mas que hoje doem, porque são sintomas da saudade que tem me machucado tanto.

"Feliz é a inocente vestal
Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
Toda prece é ouvida, toda graça se alcança."

(Alexander Pope)

02 junho 2010

Mais uma do Milovski...



Não, não é o Fofão - aquele do Balão Mágico - vestido de gato, é o Milo bochechudo mesmo.

Desde segunda-feira ele tá assim. Quando cheguei em casa e vi apalpei esse calombo - mole -, observei se ele comia e bebia normalmente - oh, super-normal! - e se tinha algum machucado dentro da boca - nada! Aí procurei alguma marca nessa pelota e nada também. Ele deixou e fiz uma compressa de água morna e pronto.

Ontem não mudou muito e hoje resolvi levá-lo no veterinário com medo do que poderia ser.

Bom, esse menino me mata de vergonha! É castrado mas briga um monte e o veterinário - que além de querido, como já comentamos aqui que todos os vets são, é muito lindinho - disse que aquilo tinha sido uma mordida de outro gato. Passou antibiótico e corticóide, disse que essa coisa deve supurar até o retorno dele quarta que vem e que se isso não acontecer ele terá que cortar. Como já o encontrei agora à noite com a marquinha da mordida aparente e eu nem o tinha medicado ainda, acho que essa coisa vai vazar rapidinho - eca!!

A única vantagem que eu tive castrando o Milo foi dele não papar minhas gatas porque, de resto... Não posso reclamar porque ele é um amorzinho, super-carinhoso, mas é triste pra brigar, caramba!!

Mais bonita (6): Blush Vult nº 3

Meu queridinho!

Há muito tempo eu procurava um blush pra chamar de meu, no qual confiasse, com o qual ficasse bem e me sentisse idem. Arrisquei o nº 21 cor Mocha da Jordana - que em mim parecia que eu tava com o rosto sujo, sério -, um da Marchetti, o nº 1, do qual gosto muito mas que é muito compacto e duro de ser passado - eu batia nele com o cabo do pincel para então usá-lo todo moidinho - e até tinha tentado um outro da Vult, o nº 1, mas que é muito rosa e brilhoso.

Aí encontrei o meu lindinho aqui. Amo de paixão a cor que ele deixa no meu rosto! É um tom terracota/pêssego muito bonito! Eu sei, eu sei, nessa embalagem chulé e com essa cor de água suja, não parece mas, de verdade, junto com o da Marchetti, é o blush mais bacana que já usei!

Tem um cheirinho que adoro, é fácil de passar, pigmentação ok - não é como o True Color da Avon, do qual falarei proximamente, mas é bom - e como não tem brilho, dá pra usar tranquilamente durante o dia.

Super-recomendo!