31 janeiro 2010

O tal do "licença, por favor"

Eu sou uma pessoa chata. E também sou, muitas vezes, estúpida, grossa. São coisas que tento mudar em mim porque sei que não são legais; e que magoam as pessoas, principalmente as que mais amo.

Mas tem uma coisa que eu sou, em gigante parte do tempo: eu uso sempre as palavrinhas mágicas! Já falei disso em um post anterior e hoje eu queria contar umas coisas que me aconteceram e que acabaram me incomodando o suficiente pra escrever sobre o assunto.

Vou começar pela gota d'água: tô eu hoje adiantando uma comprinha antes do meu irmão chegar pra almoçar comigo no restaurante do mercado. Uma funcionária de lá bloqueava um lado da prateleira das rações de gatos e aí dei a volta e fui escolher um pacote. Lá é um lado bem bagunçado do mercado, com tudo meio amontoado, um espaço bem apertado. Mas tô lá eu, olhando os preços - coisinha cara que é ração de gato! - quando a moça que me fez dar a volta para não incomodá-la, simplesmente passa praticamente me empurrando pro lado da prateleira. E, o que realmente me irritou, sem um simplezinho "licença" que fosse!

O mais fox é que em uma outra ocasião, quando meu irmão mais velho tava aqui no começo do mês, fomos ao mesmo mercado e, umas três vezes em menos de 1h, aconteceu a mesma coisa: pessoas passando na minha frente, pessoas passando espremidas perto de mim, pessoas cortando caminho pelo caixa que eu estava... sem um "licencinha" sequer! Um dos casos: uma guriazinha de uns 10 anos passou assim e, quando veio voltando, eu, propositadamente, ocupei todo o espaço do caixa. E vocês acreditam que ela não pediu licença?? Tentou passar se espremendo!! Aí eu falei, com cara feia, "conhece alguma palavrinha mágica?". A guria me olhou com cara surpresa e eu mesma respondi: "dá licença, por favor." Não, ela não repetiu o que eu acabara de falar; ainda me olhou com cara de surpresa e aí eu tive que sair de qualquer jeito.

Ah, gente, o que acontece?? Como uma expressãozinha tão "boba" anda esquecida? Será que é só por onde ando? Será que é local isso?

Umas amigas da minha Casa Espírita foram há alguns anos pra Paris e contaram que acharam graça do modo como os franceses andavam trombando nas pessoas nas ruas, mas sempre dizendo um "pardon". Eu preciso o "pardon trombado" do que o espremido sem um "licença" que seja!

Tenho amigos que riem quando chamo essas palavrinhas de mágicas, porque parece coisa de criança, mas elas realmente são mágicas porque fazem você desculpar o empurrão. Eu sou dona de pisar em pés alheios nos ônibus, por exemplo, ou esbarrar nas pessoas; mas juro que nunca encontrei uma cara feia depois que me virei pra pessoa e pedi desculpas! Nunca! E não consigo ficar brava também com quem diz uma palavra gentil depois de um pequeno acidente.

Todo mundo gosta de educação. De receber gentileza - o tal do gentileza gera gentileza... Por que não nos policiarmos e fazermos uso dela?

Então, pessoal, cultivem o hábito de dizer sempre, não só o "licença", mas também "por favor", "obrigada", "bom dia", "boa tarde", "boa noite"... E ensinem isso aos filhos, aos sobrinhos, os irmãos mais novos - e os mais velhos também, por que não? ... Puxem a orelha dos amigos com quem têm liberdade... É tão simplesinho. Custa tão pouco. E faz tanto!

E se um dia eu pisar na bola, me chamem a atenção também, por favor :)

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Ilustração: www.cruzadadomenor.org.br

30 janeiro 2010

Vi (2/2): Match Point

Incrível! Passou na Globo ontem. Filme bom, e nem era arriscando na Tela Quente ou Supercine.

Woody Allen... é meio o caso do Almodóvar, que tem gente que ama e gente que detesta. E gente que diz que ama porque é hype, bacana você adorar Woddy Allen.

Tem coisa dele que eu adoro, tem coisa que acho besta. Match Point (Inglaterra, 2005) eu adorei! O melhor dele que eu já vi. Disparado!

Chris - Jonathan Rhys Meyers - é um irlandês, instrutor de tênis, que chega a Londres disposto a vencer. Logo conhece Tom - Matthew Goode -, rapaz de família rica, e sua irmã Chloe - Emily Mortimer -, feinha, insossa, mas que cai de amores por ele rapidinho. E conhece também Nola - Scarlett Johansson -, a noiva estadunidense de Tom, com quem acaba se envolvendo, mesmo depois que ele casa e Nola e Tom se separam. Levando uma vida dupla, chega uma hora que a coisa complica e... - tem que ver o filme daí.

Pra começar, eu finalmente me rendi a Scarlett Johansson, de quem nunca tinha gostado muito. Sim, ela é linda, sim, ela é boa atriz.

Aliás, isso é interessante no filme: não tem como não sentir empatia com ela, a mulher que praticamente foge do seu país procurando se dar bem em outro, se envolve com homens que não exatamente sabem amá-la ou ficar com ela. Mas também é possível entender o cara - Rhys Meyers - que se sente dividido entre o conforto da esposa rica e a amante que ama mas que é pobre e meio problemática - entender, mas não achar certo o que ele faz.

Londres está lindamente fotografada, o resto do elenco é afiado, os diálogos são interessantes... Muito bom o filme mesmo. Mas não espere um final convencional!

Vi (1/2): La mala educación

Vou parecer metida, mas deixarei aqui o título original espanhol mesmo porque sempre foi assim que conheci o filme e acho o brasileiro Má educação feinho.

Mas, vamos ao filme, que ontem eu vi dois legais!

Bom, La mala educación (Espanha, 2004) é um filme do Pedro Almodóvar. Eu acredito que, diante das obras do diretor e roteirista é impossível alguém indireferente. Eu gosto dele, mas ainda tenho alguma dificuldade com esse bem-querer, porque não é fácil digerir o que ele filme.

Olhem como é La mala educación: um ator - Gael García Bernal - procura um cineasta - Fele Martínez - que passa por um bloqueio criativo. Ele diz que é um antigo colega de escola - de padres - dele e lhe apresenta um roteiro que escreveu e que se chama A visita. Ele diz que a parte da infância da personagem principal é a história dos dois no colégio e depois, segue a história de Ignácio, que se torna a travesti Zahara, quando adulto. Enrique, o cineasta, decide fazer o filme, depois de visitar a mãe de Ignácio, o amigo que escreveu o roteiro.

Mas... as coisas não são quase nada que parecem ser. E e aí que o filme se torna muito interessante!

Primeiro, não tem como ter algum resquício homofóbico e ver o filme. Se você se chocou/ofendeu/teve nojinho do que viu em O segredo de Brokeback Mountain, fuja deste filme aqui! Tem acusações de pedofilia por parte de padres, cenas insinuando sexo homossexual, beijo na boca, bumbum de fora... Bom, nada que talvez você não tenha visto se já viu outras coisas "almodovarianas".

Mas é um filme bem legal, porque é diferente, porque é a cara do diretor, porque tem atuações óóóótemas, principalmente do Bernal, mexicano, fazendo biquinho pra falar com sotaque espanhol, muito fofo. E corajosérrimo, porque não é um atorzinho desconhecido e, mesmo assim, se arrisca em um papel que considero hardcore.

Recomendo, pros menos preconceituosos e mais corajosos.

28 janeiro 2010

História de amor no Haiti - por Eliane Brum

Se algum dia eu escrevesse profissionalmente, era como a Eliane Brum que eu gostaria de o fazer...

"Seis dias depois do terremoto, Roger continuava diante das ruínas do prédio onde estava sua mulher, Jeanette, em Porto Príncipe. Não é possível alcançar, só podemos tentar vestir a pele do homem diante do monte de pedras. Debaixo delas, está a mulher que ele ama. Para todos, morta. Para ele, viva. Roger grita o nome de Jeanette. Diante de tantas dezenas de milhares de morte, seu drama era apenas mais um. Mas não existe mais um. Existe o mundo inteiro em cada um. A vida só faz sentido se o homem com os olhos vermelhos fixos nas pedras for ele e todos nós.

De repente, alguém ouve um barulho. Uma voz entre os escombros. 'Ela está viva!', grita Roger. Agora, há um pequeno buraco. O repórter da TV americana enfia por ele um microfone para falar com Jeanette. Ela não come há seis dias, não bebe água há seis dias, não se move há seis dias. Enterrada viva há seis dias Jeanette respira com dificuldade na escuridão. Tem os dedos da mão quebrados, sente dor. Jeanette tem algo a dizer. O que ela diz? Ela manda um recado para Roger: 'Eu te amo muito. Não se esqueça disso!'.

Roger pega o que parece ser um pedaço de ferro da estrutura do prédio e começa a cavar.

Fiquei tentando abarcar o que é cavar pedras com um pedaço de ferro, com as mãos, para retirar dali um amor. Acho que não cheguei nem perto.

O que faz meu coração falhar uma batida, para além da tragédia, é o que Jeanette escolhe dizer a um minuto da morte. O que importa a ela registrar depois de seis dias soterrada, 144 horas, 8640 minutos, cada um deles eterno. Tudo o que importa para Jeanette, que não sabe se vai sobreviver, é afirmar seu amor ao homem que ama. Diante da morte, esta era a frase de uma vida.

Este pequeno drama, um entre dezenas de milhares, explica por que, contra todas as catástrofes, a escravidão e os sucessivos abusos cometidos pelas potências de cada época, a exploração e a violência, as bolachas de lama, as tantas misérias, a falta de tudo, o Haiti vai sobreviver. Mesmo sem quase nada, Jeanette e seu povo ainda têm o que perder.

O que você diria se fosse Jeanette?

A história de Roger e Jeanette nos remete ao que dá sentido à vida. Ao que realmente importa para cada um de nós. Soterrrada pelas ruínas do seu país, a haitiana Jeanette ensina o mundo inteiro. Não porque quer nos dar alguma lição, porque Jeanette é. Inteira, ainda que aos pedaços em meio aos cacos simbólicos e reais de um povo, de uma nação.

(...)

Sem saber se teria uma - segunda chance - Jeanette nos lembra, com seu recado muito particular, daquilo que é universal. Seja você uma moradora do país mais pobre das Américas nos escombros de um terremoto, seja você um bombeiro de Los Angeles, como aqueles que tentavam resgatá-la, seja você uma brasileira que escreve sobre ela, como eu, ou um brasileiro que lê este texto, como você. Jeanette nos lembra que o que nos iguala em nossa condição humana é o que, de fato, faz diferença. Pelo buraco, ela nos lembra que a vida é sempre urgente. A vida é para hoje, a vida é para já.

Depois de três horas, Jeanette foi arrancada dos escombros. Viva. Saiu de lá cantando uma música cuja letra dizia: 'não tenha medo da morte'. Assim que emerge das ruínas, logo depois de receber os primeiros-socorros, Jeanette entra no carro de Roger e parte. Bem empoeirada, sem nenhum drama. Como se tivesse resvalado na calçada e machucado a mão num dia qualquer. E o marido lhe desse uma carona para casa. Como boa sobrevivente, Jeanette reinventa a normalidade.

De novo, Jeanette tem algo a nos ensinar. Ela sacode a poeira e parte rumo ao cotidiano porque a vida tem de continuar, a vida deve se impor. É possível seguir quando, mesmo nos sentindo aos pedaços, sabemos o que é essencial, o que realmente importa, o que faz nosso coração bater mais rápido. No caso de Jeanette, o seu amor por Roger. E, mesmo se Roger faltasse, acredito que Jeanette ainda assim deixaria as pedras para trás e partiria rumo a muitos recomeços, porque só ama o outro com esta inteireza quem ama muito a vida que é.

Jeanette nos ensina que mais triste que a morte é uma vida desperdiçada com aquilo que não importa.

(...)"

Aqui tem o resgate de Jeanette. E aqui, a matéria, na íntegra, da Eliane Brum no site da Época.

27 janeiro 2010

De hoje

Tava com um monte de idéias pra posts mas, sabem quando vem - nem tão de repente - um anjo triste perto da gente? Tô assim hoje...

Mas amanhã é outro dia e tudo estará melhor :)

Milovesky, meu gatão, tá com uma patinha machucada, não sei se foi briga - sim, porque ele é o único gato castrado briguento que eu conheço! - ou machucou em algum lugar da casa. Fiquei preocupada porque ele não tá nem encostando a patinha no chão. Vou levá-lo no vet de manhã e tô pensando em levar também a Kitty, que desconfio esteja grávida de novo! O mais espantoso é que não entrou no cio nem nada - pelo menos não ouvi gritaria de gato por aqui dia nem noite nenhuma! O Márcio, com quem fui pra Buenos Aires, brincou que ela deve ser a mãe do messias felino, já que nem teve cio nem nada... rsrs

Mas deixa eu ir dormir. Tá quente aqui no quarto mas lá fora tá fresquinho depois de uma chuvinha muito bem-vinda. Mesmo não sendo tão necessário acho que vou ligar o ar-condicionado - artigo de primeira necessidade em Foz, acreditem! - porque o meu irmão quebrou uma das hélices do meu ventilador e o negócio faz tanto barulho que parece que vai decolar, juro!

Bom, agora pra cama mesmo. Que o novo dia possa trazer o sol de volta pra dentro do meu coração...

26 janeiro 2010

Vi: Sherlock Holmes


Domingo fui ao cinema ver Sherlock Holmes (EUA, Austrália, Reino Unido, 2009). Adorei!

Não sou muito fã de filmes de ação/aventura mas, vez ou outra, eu vejo uns que me empolgam - vide Homem Aranha 2 e outros dos quais não me lembro agora. Sherlock Holmes entrou para esse clubinho seleto.

A personagem surgiu nos livros de Sir Arthur Connan Doyle na segunda metade do século XIX. Nunca o li, tendo chegado o mais perto dele, ou de seus métodos, através do Hercule Poirot de Agatha Christie. Bom, acompanhando Holmes, está o Dr. Watson - quem nunca ouviu o "elementar, meu caro Watson!"?? -, amigo e fiel escudeiro.

No filme - que deixa bem claro estar aberto a continuações - Holmes (Robert Downey Jr) e Watson (Jude Law), no que seria seu último caso juntos, resolvem um mistério com mortes de mocinhas inocentes e mandam para a forca Lord Blachwood. Mas, qual não é a surpresa, quando o vilão ressuscita e novos crimes envolvidos com ele começam a acontecer.

O filme é super-ágil - eu diria que é marca do Guy Ritchie, mas nunca consegui ver um filme dele inteiro porque os acho muito violentos -, tem uma fotografia soturna bem apropriada ao que era Londres na época, uma trilha sonora muito gostosinha e... dois protagonistas de babar! E cada um merece um parágrafo:

Robert Downey Jr, que era ídolo quando eu virava mocinha, tinha tudo, TUDO, pra ser um ator incrível no final dos anos 80. Não era bonito - no padrão de beleza vigente, pelo menos - mas era talentoso, muito! Em filmes como Abaixo de Zero e Chaplin - concorreu a Oscar por este - ele deixou todo mundo empolgado. Mas aí afundou nas drogas, foi preso e condenado não sei quantas vezes, com juízes falando que temiam que ele não sobrevivesse se continuasse se auto-destruindo. E aí foram no ostracismo. Em meados dos anos 2000 ele reapareceu, fez um monte de filmes legais - o bobamente divertido Trovão Tropical é um dos meus preferidos: ele faz um ator australiano, super-premiado, que fica negro pra fazer um filme sobre o Vietnã -, virou protagonista de filmes de ação... E ganhou o Globo de Ouro deste ano por melhor atuação masculina em filme de ação ou comédia exatamente por Sherlock Holmes. Pra mim ele é a prova de que sempre há uma esperança das pessoas mudarem suas vidas, de "se mudarem".

Bom, e tem o Jude Law que é um homem que na vida real dá muita mancada amorosa - a última foi engravidar uma mulher com quem disse ter estado apenas uma vez.. - mas que é um ator tão bom! E lindo de viver - suspiros... rsrs

Mas voltando ao filme, é bem bacana, divertido, gostoso de ver. Recomendo :)

25 janeiro 2010

Uma historinha...

Hoje eu me lembrei de uma história na qual fiquei pensando um bom tempo e quis contar aqui, porque dela eu tirei duas certezas que me acompanham.

Antes eu preciso fazer uma pequena introdução que, na verdade, meio que é o começo da história. Mas tentarei ser sucinta, prometo!

Não lembro se contei aqui que em 1998 passei 3 meses trabalhando em um albergue da juventude em Bruxelas, capital da Bélgica. Fui com duas amigas e na primeira noite saímos pra jantar e acabamos conhecendo uns moços marroquinos que nos convidaram para irmos em um bar cubano. Bom, acabou que ficamos com os amigos.

A coisa é que, a certa altura, um dos moços sugeriu que fôssemos pro apartamento deles. Minhas amigas toparam na hora mas eu disse que não iria. Começou uma pequena discussão: elas querendo me convencer que não tinha perigo, que éramos três, que nem eles... e eu dizendo que não os conhecíamos, que podiam ter outros caras lá... Eu bati o pé e disse que ficaria ali onde estávamos, a Grand-Place, essa da foto que ilustra o post. Como era verão, tava, no começo da madrugada, apinhada de gente como na foto. Eu ficaria ali tranquilamente. Mas aí um dos moços disse que era melhor não irmos se eu não queria, que não tinha problema e tals.

Bom, nunca mais vi os moços depois que eles nos deixaram no albergue e, tirando que quase apanhei das minhas amigas depois - hahaha - eu tinha praticamente esquecido da história...

... Até que uma noite, eu cheguei no albergue e tinham uns policiais na recepção. Estranhei e perguntei pra recepcionista o que acontecia e ela me contou que uma moça estadunidense que estava hospedada ali tinha ido passar o dia em Ghent, uma cidade ali perto - bom, a Bélgica é tão pitutica que tudo é perto! - e, na ida, conheceu um moço no trem. Papo vai, papo vem, ele convidou-a pra ir no apartamento dele quando chegaram em Ghent. E lá ele a violentou. Ela voltou para Bruxelas e ligou pros pais desesperada contando o que acontecia. Os pais, dos EUA, ligaram pro albergue e chamou a polícia - e como a gente tá falando de país europeu, a polícia de Bruxelas ligou pra de Ghent e o moço já foi preso. O que ele disse foi que não a tinha estuprado, que ela quis, ela aceitou entrar no apartamento dele, ela sabia o que ele queria.

Quando eu fiquei sabendo do que aconteceu naquele dia, eu me lembrei da minha primeira noite na cidade, quando quase fui parar no apartamento de uns caras desconhecidos. Pensei que poderia ter sido comigo e com minhas amigas. Elas também queriam ir ao apartamento, mas isso não quer dizer se queriam algo além dos beijos que já rolavam!

Naquela noite eu tive muita dó daquela moça, longe da família, sozinha, violentada em um país estranho. Me vi no lugar dela e não me aproximei, não tentei falar com ela porque sequer a tinha visto antes por ali e achei que poderia ser muito invasiva.

E dessas duas coisas eu tirei duas lições: a primeira é que a gente tem, sim, que confiar na nossa intuição, porque ela existe e nos salva de muita furada. A segunda, e vale para meninas terem certeza e para homens entenderem que não é não! Beijo não tem, obrigatoriamente, que levar a sexo. Mesmo que isso aconteça em algum lugar mais fechado, mesmo que seja - mocinho que lê isso aqui - na sua casa!

Eu sei que é um assunto complexo e nem é meu intuito no blog polemizar sobre nada, eu só queria, de verdade, falar da importância da intuição, de acreditarmos naquela vozinha que nos dá uns toques - já ouviram falar em anjo da guarda, guia espiritual? - que são muito importantes que sigamos. E, repito, lembrar que não é não.

23 janeiro 2010

Sobre Lost, de novo!

Eu contei no post anterior que tava baixando o último episódio de Lost ontem, antes de dormir.

Bom, aí hoje, até pensei em trazer aqui pro trabalho pra ver, já que sábado à tarde isto aqui é morto, mas não resisti e vi em casa mesmo.

É complicado explicar Lost pra quem nunca viu a série porque ela é tão cheia de surpresas a cada episódio que tem que ver pra entender, não só o que acontece, mas também pra saber quem são os vários personagens.

Então, eu só vou dizer que, vendo o episódio derradeiro da penúltima temporada da série que quase tive pena do dissimulado Ben, não entendi - mais uma vez - o Jack, tive raiva da Kate que nem obra nem desocupa a(s) moita(s), chorei pela Juliet e me apaixonei definitivamente pelo James, que virou gente neste último ano!

Fiquei louca pra ver logo a 6º temporada que começa dia 02 de fevereiro - e que fez o Obama mudar de dia um importante discurso que fará. Provavelmente eu serei uma daquelas pessoas desesperadas que baixa a série no dia seguinte à estreia nos EUA - eu adoraria que conseguisse, então, ver com legendas, finalmente! rsrs

E para que, os que não conhecem, tenham uma idéia do que é Lost, segue um vídeo explicativo - e irônico, em vários momentos - que conta o que aconteceu nos cinco anos da série...


... y otras cositas (10)

Passou da meia-noite mas acabo de tomar um banho frio pra poder dormir fresquinha. O calor, que até tinha dado uma treguinha e não castigava Foz além dos 35°C - fresco, perto dos 40° e poucos normais de janeiro... -, mas esquentou de novo.

Haja ar-condicionado! Mas, como me disseram um dia, economizo no chuveiro, que fica no modo "verão" praticamente de novembro a março diretão, com raros dias de exceção.

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Levei o segundo cano consecutivo da, agora, ex-diarista que minha mãe adora. Resultado? Outra folga bancando a Isaura. Desta vez não fui tão à fundo, até porque domingo a secretária da minha irmã vem me ajudar, principalmente com a roupa pra passar.

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Domingo, também, vou assistir Sherlock Holmes, que bem sendo tão elogiado. E ainda tem o Jude Law de Watson, ou Hotson, como chamou-o o diretor do filme, Guy Ritchie.

Gosto muito do Jude Law, inclusive já contei aqui de um sonho que tive e que foi mais cômico que qualquer coisa!
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Tô acordada ainda porque tô baixando o último episódio da mais recente temporada de Lost. Eu até tenho tentado ver na Globo, mas começa depois da 1h30 e não aguento ficar acordada até o final!

Adoooooro Lost! A única coisa que acho chata é ver sozinha porque aí não tenho com quem dividir a cara de choque ao final de cada episódio!

E baixá-la comprovou minha completa inaptidão para colocar legenda nas coisas das quais faço download. Não tem jeito! Quer dizer, vamos ver se não mesmo: um dos colegas da lista de cinema me ofereceu ajuda e disse que vai fazer passo-a-passo comigo um download. É meio coisa de gente muito monga - eu, óbvio, não ele! rsrs - mas vamos ver se resolve; ou eu continuo treinando inglês em tudo quanto é coisa vista :S

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Bom, como não paro de bocejar e a cabeça tá doendo, vou deixar Lost baixando e vou mesmo dormir.

Um maravilhoso final de semana pra vocês! :*

21 janeiro 2010

Na correria


7h20 levanto, depois de desligar o despertador que nem chegou a tocar. Kitty já está na porta do quarto, vou colocar ração pra eles. No caminho apago a luz da varanda e abro a porta para que eles saiam. Vejo que esqueci de trocar a areia deles ontem e que um fez cocô no chão. Depois de colocar ração, trocar água, dar um bifinho de cachorro pra Azeitona, acompanhado de um afago, volto pra limpar o tal cocô. Aproveito pra colocar todo o lixo lá fora, antes do lixeiro aparecer.

Lembro o irmão da necessidade de limpar o que suja. Peço pra ele lavar a louça quando chegar em casa. Ele não gosta muito mas diz que o fará.

Jogo a areia higiênica dos gatos fora, lavo a bacia deles, seco, coloco areia nova.

Preciso levar uns papéis do meu pai pra tia Miriam e colocar no correio umas coisas da minha mãe. Saio juntando a papelada que está uma parte no escritório, outra em cima da mesa. Resolvo tentar digitar o que falta no tal papel da Mãinha ainda em casa. Pego o notebook na sala, levo pro quarto, conecto, abro o documento... nada feito, não encontro o que devo copiar ali. Desligo notebook. Não vai dar tempo pra tomar café.

Corro pra lavar o rosto finalmente, escovar os dentes. Penteio o cabelo. Separo a roupa, visto-a. Cato os óculos e o celular em cima da penteadeira. Ah, e uma piranha! Pego a bolsa, coloco dentro dela o envelopão pardo. Encho a garrafinha d'água pra levar. Encontro a Azeitona saltitante na porta, agora esperando o pedaço de pão matinal diário. Volto e corto um pedaço de pão. Saio e vejo que ela tá quase sem água. Encho a vasilha dela.

Tranco a porta, tranco o portão. 8h10, tô atrasada!

Agora vou pro trabalho descansar!

(Minhas duas últimas semanas têm sido - com pequenas variações - assim. Acho que 2010começou pra valer...)
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Foto: Hurry, by Kiizuli.

19 janeiro 2010

Shadowside

Versão 2009/2010. Do cd Foot of the mountain.

Porque eu gosto muito!!

(e odiei isso parecer o "Cumpadi" Washington falando... hahaha)

18 janeiro 2010

E se sua casa encolhesse?

video

Vídeo suuuuper-bem-bolado!

A legenda no final diz: "Aquecimento global: quando você sentir, já será tarde demais".

17 janeiro 2010

Sobre o "efeito borboleta"


Não vou falar exatamente do filme Efeito Borboleta porque não consegui ainda assisti-lo inteiro. Vou falar, então, do que é discutido no filme.

Não sei se todo mundo o viu, mas é mais ou menos assim: um rapaz consegue voltar no tempo e mudar as coisas que acontecem/aconteceram. Ao longo do filme, ele faz isso diversas vezes tentando consertar o que dá errado.

E nisso que fiquei pensando... como seria se pudéssemos voltar no tempo, mudar atos que resultaram em fatos com os quais nos decepcionamos ou sofremos?

Acho que todo mundo pensa em pelo menos uma coisa, né? Eu penso em umas três ou quatro, assim, de imediato; e acho até pouco.

Não me arrependo de muitas coisas na minha vida. De verdade. Porque eu fico pensando que alguma coisa legal sempre resultou do que não deu tanto certo. Ou quase sempre - uma ou outra coisa eu mudaria e adoraria esquecer.

Mas o que eu acho que é a idéia central disso, o que realmente tem que ser pensado é na necessidade de cuidarmos com os passos que damos porque tudo, tudinho, tem consequência. Engraçado que sempre falo isso pros meus evangelizandos comentando um filme que vi há moooito tempo - agora eu vou usar como exemplo Efeito Borboleta! rsrs - e do qual nem lembro o nome, mas que é bem ilustrativo da responsabilidade de cada palavra dita, de cada coisinha feita.

Fiquei pensando nisso, pensando pra minha vida; mas quis dividir com vocês porque, no final, é importante para cada um de nós pensar no que pode resultar a ida pra balada, o convite aceito, a relação começada - ou terminada -, a profissão escolhida, a briga com os pais, a discussão com a irmã, o "eu te amo" não dito, o emprego deixado, os planos mudados...

(ah, e importante dizer: juro que não tô escrevendo mensagem subliminar pra ninguém, tá? rsrs)
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Ilustração: www.pessoascoisasemundos.blogspot.com

16 janeiro 2010

As coisas no começo de 2010


Ontem alguém comentou comigo que não tem escrito em seu blog porque ninguém lê. Eu justifiquei dizendo que tá todo mundo em clima de férias, inclusive eu que, não posso cobrar que ninguém me leia se também ando em clima de férias e lendo outras coisas. De qualquer forma...

***

Não tô mais morando sozinha. Meu irmão Leandro, de 17 anos, veio morar comigo. Ele estava lá em Estreito com meus pais até o ano passado. Claro que tem a adaptação de voltar a morar com adolescente, mas estamos indo bem. Nos damos bem. Não posso, sinceramente, dizer uma coisa que me irrite absurdamente porque com ele é fácil conversar e resolver as coisas. Espero que continue assim, né? rsrs

***

Ontem comprei minhas passagens pra ir pra São Paulo em março ver o show que o A-ha fará na cidade, em sua turnê de despedida Ending on a high note. Só falta o ingresso, mas isso está sendo providenciado. Talvez eu tenha mancado porque fiquei na dúvida entre ir pra lá ou Bauru, no interior e perto da casa de um dos meus irmãos. Mas quando soube que o ingresso em Bauru, na frente do palco - e tudo sentadinho, que nem show do Roberto Carlos - tava R$ 400, o dobro do preço em São Paulo, mudei de idéia.

Pra quem estiver interessado, os shows e datas já confirmados no Brasil são:
9/03 - Bauru
10/03 - São Paulo
13/-3 - Rio
14/03 - Belo Horizonte
16/03 - Brasília
18/03 - Recife
20/03 - Fortaleza

***
E, mais uma vez, fiquei bestificada, como diria Renato Russo em Faroeste Caboclo, com a diferença irrisória dos preços, dependendo de quando você compra, das passagens de avião e de ônibus. Liguei agora em uma agência pra não escrever besteira e confirmei que tá mais caro eu ir de ônibus, enfrentando 17h de chão, provavelmente com um monte de muambeiro barulhento! R$ 152 de ônibus, R$ 270 de avião, sem taxas de embarque. E no trecho mais longo, que será a volta com conexão em Curitiba de 2h e pouquinho, serão menos de 5h de viagem.

Tá, mas é pela Gol na qual é sempre bom ter em mente que o café da manhã, o almoço, o lanche da tarde e a janta são os mesmos: bebida - um copo quando eles decidem ridicar -, barra de cereais - argh! - e uns amedoinzinhos algumas vezes - eu já disse que, da próxima vez que fizer uma viagem longa com eles, vou levar meu lanche e, quando passarem com o deles, vou tirar o saquinho e dizer: "não, obrigada, eu trouxe de casa!".

***

Que tristeza no Haiti, né? Aff, de TPM - bom, já passou agora a dita-cuja em si - eu só tenho chorado vendo os jornais. Quanta coisa em um país só! Mas como tudo tem o lado bom, é bacana ver a solidariedade mundial em torno deles. Só fico com pé atrás com doar dinheiro porque, infelizmente, sempre tem uns bandidos que reembolsam parte do que as pessoas dão de boa-vontade. Lembram da vergonha do roubo de doações para Santa Catarina por políticos e voluntários? Pessoinhas asquerosas!

***
E é isso. Hoje eu preciso concluir meu dia de Isaura, porque levei cano da diarista ontem e não consegui arrumar tudo por conta de uma enxaqueca punk. Depois vou trabalhar que meu domingo - digo, a folga da semana - foi ontem!

Delicioso final de semana pra quem ler isso aqui ; *
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Ilustração: Pin bla bla bla, by una-dani

13 janeiro 2010

Zilda Arns

Quando cheguei pra trabalhar fiquei sabendo que a D. Zilda Arns tinha morrido no Haiti, em consequência do terremoto que assolou aquele país já tão sofrido.

Fiquei triste. O mundo é cheio, infelizmente, de maus exemplos e más notícias o tempo todo. Concordo com quem diz que as coisas boas acabam sendo escondidas, pouco divulgadas.

O trabalho da D. Zilda era uma das raras exceções. Gostava dela, do sorriso permanente no seu rosto - aliás, a família Arns inteira tem a mesma carinha, né? rsrs - e da sua delicadeza de modos e no falar.

Que Deus a abençoe.

Resolvi colar aqui parte de uma entrevista dela que encontrei no site da revista Época em junho de 2008 onde ela fala, principalmente, da Pastoral da Criança. Para quem quiser lê-la na íntegra, tá aqui.

A pediatra Zilda Arns recebeu vários prêmios internacionais por seu trabalho de mais de duas décadas com a Pastoral da Criança. Desde 1993, ela também coordena a Pastoral da Pessoa Idosa, que atende mais de 100 mil idosos. Com sua atuação social, Zilda firmou-se não só como símbolo de generosidade cristã, mas como um exemplo de como é possível construir projetos eficientes e longevos. Nesta entrevista, ela fala sobre os elementos fundamentais de uma ação que pretende mudar o país.

QUEM É: Viúva e mãe de cinco filhos, tem 73 anos. Nascida em Forquilhinha, Santa Catarina, tem 12 irmãos. Cinco deles seguiram a vida religiosa, entre eles o arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns.

O QUE FEZ: Pediatra e sanitarista, é fundadora das Pastorais da Criança e da Pessoa Idosa, programas sociais que já ajudaram mais de 2 milhões de pessoas



Como despertar a generosidade nas pessoas?Marianna Costa, Vitória, ES
Zilda Arns – Com educação, que deve ser dada de forma integral. Não educar só para as matérias acadêmicas, mas também para os valores culturais, como a amizade, a responsabilidade e a esperança. A primeira infância é onde se fixam os valores culturais muito fortemente. Se a mãe gestante amamenta o filho, acaricia-o, canta, reza, demonstra seu afeto, a criança se cria para a fraternidade e o amor. Ela aprende a conviver. Há uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde que associa os maus tratos a crianças menores de um ano à violência e criminalidade. Temos de educar a família para cuidar muito bem do primeiro ano de vida. Tratar bem deste período é fundamental para a mudar o quadro do Brasil. Devemos também ensinar que as crianças têm obrigações na vida. A melhor forma é promover o esporte, a música e as artes. Essas atividades ensinam à criança que ela não pode fazer o que vem à cabeça. É preciso seguir as regras para ganhar. A criança se educa para os limites. Ela aprende a jogar junto, a ganhar, a perder. Estas atividades as fazem entender o valor do esforço.

Como a senhora teve a idéia de criar a Pastoral da Criança? Simone Neckel, Itapiranga, SC
Zilda – A Pastoral nasceu quando meu irmão Don Paulo (Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo) me telefonou em 1982 e contou uma conversa com o então Secretário Executivo do Unicef, James Grant. Grant disse a ele que a Igreja poderia salvar milhões de crianças se ensinasse a preparar o soro caseiro. Na época eu estava muito influenciada por uma ata da Organização Mundial da Saúde que pregava a descentralização dos serviços de saúde. Fiquei entusiasmada após Don Paulo me contar a sugestão do secretário e passei a noite imaginando como criar uma ação social que tivesse como foco a ação na comunidade. No dia seguinte, Grant ligou para o Unicef pedindo que me chamassem na sede da entidade em Brasília. Mostrei meu projeto e eles ficaram animadíssimos. Por coincidência, estava acontecendo em Brasília a reunião do Conselho Permanente da CNBB. Fui falar com os membros e eles concordaram em apoiar o trabalho. Começaria apenas na Diocese de Florestópolis, Paraná, porque a Igreja não estava acostumada a lidar com trabalhos sociais como este. Depois de um ano, os resultados vieram e comprovaram o sucesso do projeto. De 127 mortes por cada grupo de mil crianças, a taxa de mortalidade passou para 28 por mil.

Como é a atuação da Pastoral da Criança? Antônio Sebastião Neto, Uberaba, MG
Zilda – A Pastoral segue a metodologia que Jesus usou para repartir os peixes e os pães. A distribuição dos alimentos foi realizada entre pequenos grupos. Assim também faz a Pastoral. Em segundo lugar, como disseram os discípulos: “Dai-vos a vós mesmos de comer”. Em vez de pães e peixes, ensinamos às famílias e aos líderes comunitários os cuidados básicos para a prevenção de problemas. É a multiplicação das informações e da fraternidade. Jesus também pergunta, no Evangelho, se todos estavam satisfeitos. Isso representa um sistema de informação que retorna à comunidade com outros conhecimentos e estímulos. A Pastoral faz com que a comunidade seja capaz de cuidar de si própria por meio da multiplicação dos conhecimentos e dos cuidados básicos de saúde, higiene e alimentação.

Qual o papel da mulher para o Brasil do século 21. Maria Clara Fonseca, Campo Grande, MS
Zilda - O papel da mulher é essencial. Em primeiro lugar porque ela tem a primeira infância (de 0 a 6 anos) nas mãos, e primeira infância é a base da estruturação da vida de uma pessoa. Em segundo lugar, porque a mulher tem uma visão difusa. Ela tem uma visão social coletiva, enxerga a necessidade da oportunidade para todos. As mulheres são mais firmes nas políticas públicas, lutam por elas, se atiram. Já os homens são cautelosos. Para ilustrar, temos mais de 270 mil voluntários na Pastoral da Criança só no Brasil. Destes, 92% são mulheres. Elas interferem na comunidade e se sentem bem atuando como voluntárias. Se nós educamos uma mulher, educamos gerações inteiras. E hoje temos pesquisas que demonstram que quando a mulher é analfabeta, a mortalidade infantil é de 90 por mil. Se ela tiver até quatro anos de ensino, a taxa já diminui para 70 por mil, e assim por diante. A educação da mulher, portanto, é capaz de transformar não só a vida dela, mas a da família. A mulher tem o poder de melhorar os indicadores sociais do Brasil.

Que mensagem a senhora deixa para aquelas pessoas que ainda não perceberam que a colaboração pode mudar a sua comunidade, seu bairro ou município? Marlúzia Maria Pessoa, Natal, RN
Zilda - Quem doa para uma entidade séria, pode estar seguro do bom emprego de sua doação. Essa pessoa está contribuindo para a mudança social, para um mundo mais justo a serviço da vida e da esperança. Voluntariado é tão bem-vindo quanto doações. Os voluntários participam das transformações e se transformam eles próprios, passam a ver o mundo de outra maneira. Não se enganem, uma gotinha no oceano faz, sim, muita diferença.

10 janeiro 2010

Relicário - Cássia Eller e Nando Reis

(três posts no mesmo dia pra que não vinha postando nada... rsrs)

Nunca tinha prestado atenção na letra dessa música até esta noite quando fiquei com meu irmão Taciano e minha cunhada Mariana cantando, com eles se revezando no violão.

Deixo o vídeo e a letra. Lindo demais!



É uma índia com um colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o a de que cor
O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Com o gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso desse amor

Corre a lua, por que longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite

Por que está amanhecendo?
Peço o contrário, ver o sol se pôr
Por que está amanhecendo?
Se eu não vou beijar seus lábios quando você se for

Quem nesse mundo faz o que há durar
Dura a semente dura o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou

O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor
O que você está dizendo?
Um relicário imenso desse amor

O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?

Vi: Amor além da vida


Almas-gêmeas, amores que superam as separações causadas pela morte... A gente de vez em quando vê isso chegar ao cinema. E dificilmente esses filmes não se tornam pequenos clássicos. Assim foi com Ghost. Assim foi com Amor além da vida.

É curioso isso acontecer em uma época em que se fala tanto de desamor, de desconfiança, do fim de tudo que é bom e positivo. Mas que bom que acontece.

Amor além da vida (What dreams may come, EUA, 1998), conta a história de Chris (Robin Williams) e Annie (Annabella Sciorra), casal superapaixonado que se conhece na Itália, se casa, tem dois filhos... e perde os dois em um acidente de carro. Alguns anos depois, Chris também morre. Annie, que tentara o suicídio quando os filhos morreram e chegou a ser internada em um sanatório, não resiste e tenta novamente o suicídio. Desta vez com sucesso (??).

Desperto no plano espiritual, Chris reencontra pessoas amadas que o precederam na morte do corpo e tenta salvar a esposa do inferno, para onde vão os suicidas.

O filme visualmente é lindíssimo, tendo, inclusive, ganhado o Oscar de Efeitos Especiais - justíssimo! O céu de Chris, os lugares onde visita, os detalhes do mundo espiritual... é tudo muito bonito, impressionante!

Robin Williams - que eu prefiro, assim como prefiro Jim Carrey, em papéis dramáticos - está incrível, emocionando quem assiste o filme inteiro - vide a cena que deixei no post anterior a este - e Annabella Sciorra é linda e trágica na medida certa. Tem ainda Cuba Gooding Jr. e Max Von Sydow, que encontram Chris depois da morte do corpo e são responsáveis por momentos lindos.

Enfim, o filme é todo lindo! Tem muita coisa dele que bate com o Espiritismo, com o que creio, mas, como comentei com a Lanny no post anterior, eu o classificaria como espiritualista, porque traz elementos de diferentes crenças.

Entretanto, independente da crença de quem vê o filme, o que fica é a questão do amor eterno, dos sentimentos que guardamos para sempre por quem amamos aqui na Terra e como lutamos por esse amor, mesmo quando, no caso de Chris e Annie, tudo parece impossível. E isso me conforta imensamente quando penso nas pessoas queridas que já partiram.

Vale a pena ver!

Amor além da vida



Minha cena preferida de Amor além da vida, filme que revi recentemente e o comentarei hoje ou amanhã.

É umas das cenas cruciais, então, se não viram o filme e têm intenção, talvez não devam ver o vídeo e nem ler o que escreverei daqui pra baixo...

Fazendo uma pequena correção de legenda que acho necessária:

Quando, aos 2:30 min aparece na legenda Leona dizendo: "Eu não era assim quando estava viva, sabe?", acho legal mudar para o que ela realmente em inglês que é mais ou menos: "Eu não me parecia com o que sou agora no corpo, sabe?".

Qual a diferença? Para mim é uma diferença gigante porque ela não se diz morta agora, mas sim fora do corpo. Como espírita, não acho que estamos só vivos enquanto no corpo. E nem é isso que falam no filme.

09 janeiro 2010

Em ritmo de férias

(tô numa vibe tirinhas, né? Peanuts num post, Garfield no outro... rsrs)

Hoje me cobraram postagens e minha desculpa foi a mais real que existe: gente, eu tô em ritmo de férias mesmo não estando de férias do trabalho!

Minha mãe ficou umas três semanas aqui em Foz. Veio fazer uns exames de saúde e passar as Festas conosco. Eu já contei isso aqui?

Bom, aí semana passada chegou meu irmão e é aquele negócio de gente acordada até tarde e acordando tarde. Passeios, visitas... E eu entrei no meio: dia desses quase cheguei atrasada no trabalho porque tomei um café da manhã batendo papo com minha cunhada e minha mãe, como se meu dia fosse completamente livre!

- Pausa pra comentar que o tudo de bom Hugh "Wolverine" Jackman tá na Globo, rsrs -

Mas então, eu tô beeeem num sossego que nem o do gato amarelo gordo aí em cima: a cama tem sido minha melhor amiga - com o ar-condicionado ligado a noite inteira - e tenho ido dormir lá pelas 2h e acordando, sempre que posso, quando quero - nem sempre dá; ainda mais que este mês sou turnante no trabalho, indo cada dia em um horário diferente para um local diferente. Jogando War e Uno com meus irmãos - e sendo a melhor parceira em todos, porque eu sou moooito ruim em jogos, vocês não fazem idéia! hahaha. Tô lendo, ouvindo música, vendo filmes - vou comentar de todos aqui, prometo!

Do meu jeito - possível -, tô tentando tirar algum proveito destes dias quentérrimos e bem longe do mar.

06 janeiro 2010

Sparky

Para Sparky, o colégio era uma coisa quase impossível. Ele foi reprovado em todas as matérias na sétima série. Foi reprovado em física no científico, com nota zero. Sparky também foi reprovado em latim, em álgebra e em inglês. Não foi muito melhor nos esportes. Embora tenha conseguido entrar para o time de golfe da escola, rapidamente perdeu o único jogo importante da temporada. Havia um jogo de consolação e esse ele também perdeu.

Durante toda a juventude, Sparky teve problemas de sociabilidade. Os outros alunos não chegavam a não gostar dele, pois ninguém lhe dava importância suficiente para isso. Ele ficava surpreso se algum colega lhe dava bom dia fora do horário de aula. Não se sabe ao certo como foi sua vida sentimental. Sparky nunca convidou uma garota para sair no científico. Tinha medo demais de ser rejeitado.

Sparky era um perdedor. Ele, seus colegas... todo mundo sabia. Então ele vivia com isso. Sparky tinha decidido cedo na vida que, se fosse para as coisas darem certo, elas dariam. Do contrário, ele se contentaria com o que parecia ser sua inevitável mediocridade.

No entanto, uma coisa era importante para Sparky - desenhar. Ele tinha orgulho de seus desenhos. É claro que ninguém mais gostava deles. No último ano do científico, ele ofereceu alguns quadrinhos para os organizadores do livro de formatura da classe. Os quadrinhos foram rejeitados. Apesar dessa rejeição específica, Sparky estava tão convencido de seu talento que decidiu se tornar um artista profissional.

Depois de completar o científico, ele escreveu uma carta para os estúdios Walt Disney. Pediram-lhe que mandasse algumas amostras de seu trabalho e sugeriram o tema para uma série de quadrinhos. Sparky desenhou os quadrinhos propostos. Passou muito tempo trabalhando neles e em todos os outros desenhos que enviou para avaliação. Finalmente, recebeu uma resposta dos estúdios Disney. Havia sido rejeitado mais uma vez. Outra derrota para o perdedor.

Sparky decidiu, então, escrever sua autobiografia em quadrinhos. Descreveu a si mesmo quando criança - um garoto perdedor e que nunca conseguia se sobressair. O personagem de quadrinhos logo se tornaria famoso no mundo inteiro. Pois Sparky, o menino que tinha tão pouco sucesso no colégio e cujo trabalho fora rejeitado vezes sem conta, era Charles Schulz. Ele criou a tira Peanuts com o cachorro Snoopy e o pequeno personagem Charlie Brown, cuja pipa nunca voava e que nunca conseguia chutar uma bola de futebol.
Bits & Pieces
Histórias para aquecer o coração dos adolescentes
(organizado por J. Canfield, M. V. Hansen e K. Kirberger)






04 janeiro 2010

Ando escutando... - pra disfarçar a falta de posts neste começo de ano -



Acho cover de músicas conhecidas uma das coisas mais inglórias de se fazer.
Mesmo por cantores "gabaritados". É difícil acertar. Muito!

Mas ontem conheci esse vídeo de um francês gatinho cantando Bliss, do Muse - minha música preferida desses dias. Ficou muito legal a versão acústica e o moço é uma gracinha, super-simpático respondendo os comentários que recebe.

Pra quem quiser conhecer Bliss no original... tá aqui.