31 maio 2012

Especial Séries: The killing


No comecinho do ano fiz uma semana especial contando das séries que tava vendo. Outras séries se juntaram as que já via e, por isso, nos próximos dias, entre os posts das minhas férias, comentarei algumas séries que comecei a ver :)


Vou começar pela queridíssima The killing! Primeiro preciso avisar que, para uma boa explicação, terei que contar uma coisinha que talvez, quem vá ver a série, não queira saber então, se você começou a ver a primeira temporada mas não a terminou, ou tá pensando em ver mas não gosta de saber o que acontece "nos próximos capítulos", melhor ler este post mas tarde ;)

Se você gosta de ver na tevê gente bonita, bem maquiada, bem vestida, lugares ensolarados, lindos... The killing não é pra você de jeito nenhum! Essa versão estadunidense de uma série dinamarquesa é crua, bem mais real do que o que a gente costuma ver na televisão, as pessoas são mais reais, mais normais, sem grandes produções e o cenário, Seattle, é do mesmo jeito, perfeitamente acompanhando o estado de espírito sombrio da maioria dos personagens.

O mote da série, que está na sua segunda - e provavelmente, última - temporada é "Quem matou Rosie Larsen?". Rosie, 17 anos, bonita, tinha como boazinha, boa aluna, boa filha, desaparece e logo é encontrada morta. Os detetives Linden - Mireille Enos - e Holder - Joel Kinnaman - novato por ali - são designados para investigar o caso. O problema é que o crime acontece no último dia de trabalho de Linden, que está de malas prontas, mudando-se pra Califórnia pra se casar. Contrariada, ela começa a investigação e, quando encontram o corpo de Rosie, é impossível para ela ir embora.

Ao mesmo tempo, acompanhamos um político idealista - Richmond - tentando se eleger prefeito de Seattle - e toda aquele lado asqueroso da política. E a família de Rosie, que, naturalmente, se despedaça com a morte da filha adolescente.

(Parágrafo do spoiler, cuidado!!)
Cada episódio conta o que acontece em um dia, o que é muito legal. Na primeira temporada a gente vê Linden tentando se equilibrar entre a resolução do crime, o casamento iminente, o filho adolescente... São 13 episódios maravilhosos, mas que não agradou a todos porque, nos últimos minutos, descobrimos que não sabemos ainda quem matou Rosie - e dá-lhe queixo caído!!

Por isso, muita gente reclamou da série, chamando-a de enrolona e a detestou. Faço parte dos que amaram o final, mesmo ficando chocada, ou talvez por isso mesmo, e está se deliciando com os rumos que tudo toma.

The killing é interessante porque nada é muito o que parece ser e nem mesmo as pessoas! Segredos são revelados o tempo inteiro e faz com que a simpatia por muitos dos personagens aumente. Terminei a primeira temporada odiando o Holder e nessa agora, já sou completamente apaixonada por ele! E a Linden é tão frágil, por baixo da sua casca dura, que a vontade que dá é de cuidar dela!

Estou ansiosa pra ver o que acontece nos próximos e últimos episódios. A esta altura já sabemos mais ou menos quem pode ter sido mas tenho certeza que meu queixo cairá muitas vezes até o minuto final da série!!

29 maio 2012

Lima, a cidade sem bueiros

Finalmente vou começar a contar da minha viagem. Aliás, D. Sandra, já tinha começado a escrever o post hoje no trabalho e parei no finalzinho. Ei-lo agora.

Todo mundo sentadinho e com tempo pra ler um monte e ver umas fotinhos?
Eu pensei em colocar tópicos no email mas, como muitas informações não serão longas, vou por texto mesmo, tá?Então, pra quem não sabe, em março saí de férias e, aproveitando uma passagem baratíssima oferecida pela Lan - cerca de R$ 1200 - fui para a Espanha e Portugal, passear, visitar primos queridos que estão por lá, descansar e passar um pouco de frio, deixando pra trás o calor infernal de verão de Foz! Na primeira parte da passagem estive com minha mãe, a Angelice - amigona -, minha tia Mirian e os filhos dela, a Carol e o Alex.

No nosso vôo para Madri, pela Lan, tínhamos conexão em Lima, o que nos obrigou - quanto sofrimento... not! - a passar uma noite e um dia na capital peruana. Há alguns meses Foz tem vôo direto para Lima. Saímos daqui de Foz - Mãinha, Angelice e eu, o resto do pessoal estava há mais tempo no Peru - às 20h30 e chegamos às 22h30 em Lima, vôo de 4h, mas Lima tem o fuso horário com diferença de 2h a menos pro Brasil.
Infelizmente não vou conseguir passar preços de quase nada de Lima porque a tia Mirian, que tem agência de viagens em Foz e trabalha principalmente com o Peru - Cinco Elementosvisitem o site! - montou um pacote com tudo incluído: hotel, transfers, city tour, almoço, etc e com um preço de família, de amigão mesmo! 
O aeroporto de Lima fica em Callao, uma outra cidade e levamos uns 30, 40 minutos até nosso hotel. 
Ficamos hospedadas no Hotel Nobility, no famoso bairro de Miraflores. Uma delícia de hotel! Quarto amplo, camas deliciosas, banheiro enorme, limpíssimo e cheio de mimos. Como tínhamos saído de Foz sem jantar, descemos pra comer e experimentamos um frango delicioso servido com salada com abacate. Gente, eu NUNCA tinha tido coragem de comer abacate em salada! Até tinha amado guacamole, mas na salada, relutava. E que arrependimento! O abacate usado é pequenininho e de uma maciez incrível! Temperado só com limão e sal, deliciosíssimo!

O café da manhã do hotel também era muito bom, com algumas peculiaridades da gastronomia peruana, como um tipo de cactus picadinho e o querido abacate. 
No dia seguinte, 8 de março, Dia Internacional da Mulher e aniversário da minha mãe, tomamos café e saímos com uma guia querida que falava um português PERFEITO, principalmente pra uma "hispano-hablante". O motorista era o mesmo do dia anterior. Andamos de van pelo centro da cidade, fomos até a Plaza de los Enamorados, na beira do Pacífico, onde vários artistas fizeram um trabalho lindo nos muros feitos com o que parece pedaços de azulejos e com pedacinhos de poemas românticos cercando o casal da escultura que está no local. 

Depois seguimos pela parte antiga da cidade e as regiões mais importantes.
Vocês sabiam que não chove em Lima? A cidade é bem seca - e fazia um calor do caramba nesse dia! - e sequer tem bueiros! As casas são todas feitas com laje, sem telhados e, as poucas casas que têm telhados são pra exibir status apenas. Qualquer garoa que cai - o que é raríssimo - causa transtornos na cidade, alagamentos, etc. Vivendo em uma cidade umidíssima, não consigo imaginar um lugar que passa ANOS sem uma simples garoinha! Muito curioso, né?
Lima é muito linda! Desde o bairro de San Isidro, chiquérrimo e uma antiga fazenda ainda coberta por velhas oliveiras, até a parte mais histórica! Adoro ir em igrejas, conventos, e andamos pela de São Francisco, que possui um ossário antiquíssimo ao qual a guia tentou muito dar um ar macabro - com insucesso: espírita não costuma ter medo dessas coisas :P
Depois de fazermos umas comprinhas de lembranças por lá - sabem como é: 4 irmãos, 2 cunhadas, 1 cunhado, 5 sobrinhos, pai, amigos queridos e/ou que sempre lembram de mim quando viajam... - saímos apressados pela Bia, nossa guia, para irmos ao restaurante do almoço, o La Rosa Náutica.

Ah, La Rosa Náutica... Tem uma foto tirada por mim mais abaixo no post mas, como o dia estava nublado na praia, vocês TÊM que entrar no site do restaurante pra ver o quanto é lindo!! Lindo, lindo, lindo! O prédio é dos anos 30 mas o restaurante começou a funcionar em 1983. É tudo tão perfeitinho, bonito, com ar de antigo, uma coisa meio Em algum lugar do passado. O restaurante mais lindo que já vi, onde já comi. A comida uma delícia, atendimento rapidinho... Tudo de bom. Não deve ser barato mas como estava incluído no pacote - entrada, prato principal, sobremesa, bebida e "bebida de saída" - brindamos ali o aniversário da minha mãe! Ah, ainda teve o maravilhoso pisco sour de aperitivo. O pisco sour é um drink preparado com pisco, aguardente de milho - aqui no sul o pessoal chama de graspa - e que lembra, meio distante, uma caipirinha. Só que no pisco sour - fala-se pisco "sauer" - vão mais ingredientes que simplesmente gelo, açúcar e limão e o negócio fica muito, mas muito bom! E olha que nem sou chegada em etílicos!!
Minha mãe ainda aproveitou para realizar o sonho de molhar os pés no Pacífico quando saímos do restaurante e depois disso foi correria: voltamos pro hotel, tomamos banho e fomos pro aeroporto porque a tia Mirian consegue ser mais neurótica com horário de viagem que eu - mesmo assim eu a amo de paixão ;)
Aí foi morgar 3h no aeroporto de Lima. A área de embarque pros vôos internacionais é enorme e novinha - aliás, como está em reforma, o aeroporto tem umas partes meio bagunçadas, mas nada que quem ande por aeroportos brasileiros não consiga tirar de letra! Infelizmente é caríssima também! Sim, eu sei: aeroportos são lugares caros. Mas me diz se não é o cúmulo dolarizar os preços de tudo e cobrar US$ 5 por uma garrafa de 500 ml de água? Imagina então o preço do resto, por esse aí!

Tirando o aeroporto, o Peru é um país barato. O jantar no hotel, por exemplo - um hotel quatro estrelas! - custou menos de R$ 10!!

Agora algumas diquinhas:
1- Particularmente acho sempre bom sair do Brasil - hahaha, a que viaja internacionalmente todo semestre! - com o dinheiro já trocado, ou seja, compramos Euros aqui em Foz ainda - outra camaradagem: um amigo, gerente de agência de câmbio, conseguiu nos vender Euros por R$ 2,35! - e levamos dólares pra trocar no aeroporto em Callao. Mas se na corrida, você ainda sair com R$ do Brasil, dentro ainda do desembarque no aeroporto tem vários kiosquinhos de casas de câmbio que trocam, inclusive, Reais ;)

2- Como dá pra imaginar pela falta de chuva, Lima é seca e, normalmente, fresquinha. Pegamos um dia excepcional de moooito calor. Vá então preparado com protetor solar e garrafinha d'água à tiracolo!

3- Vá de city tour apenas se você tiver pouquinho tempo por lá. É legal porque você vê um tiquinho de tudo, mas ruim porque não aproveita de verdade nada. Então, se for com tempo, bata perna!!

4- Sei que Machu Pichu é o maior atrativo do Peru; na própria capital muitas das lembrancinhas vendidas são da cidade andina. No entanto, reserve pelo menos 2 dias pra Lima. Vale muito a pena! Minha vontade de voltar com tempo é gigante desde o dia que saí de lá!

Seguem algumas fotos tiradas por lá:


  
Vista desde a Plaza de los Enamorados

Amarelos de Lima

Vestígios arqueológicos no meio da cidade

Plaza Mayor

Plaza Mayor

La Rosa Náutica, maravilhoso!



Pisco sour - foto retirada daqui


Meu prato
A Angelice foi de ceviche

Sobremesa

Vista de dentro do Rosa Náutica

Vista da cidade, desde a Costanera

Delicadeza  nas avenidas de Miraflores

Plaza de los enamorados

Vista do Oceano Pacífico, desde a Plaza de los Enamorados

Casa com teto em laje, telhas só servem como símbolo de status

Bom, espero que tenham gostado do post e, novamente, perdão pela demora. Logo mais, ainda essa semana, posto sobre Madri ;)

23 maio 2012

Mountain View

Quem é você, querida(o) visitante da Califórnia que sempre aparece entre os que deram uma espiadinha no blog?

Adoraria que se apresentasse :)

20 maio 2012

Florzinha: 2009 - 2012

Uma das minhas gatinhas, a Flor, morreu hoje no começo da noite no meu colo, quando fui visitá-la na clínica onde estava internada desde de manhã.

Sem entender o que aconteceu, sem conseguir me dar uma causa pro mal que fez ela ficar tão malzinha de repente, o veterinário disse que poderia ser feito uma necropsia mas que não era garantia de que descobriria o que aconteceu. Agora não interessa saber também...

Muitas lágrimas pela minha gatinha mais quietinha, mais "na dela" e, ao mesmo tempo, mais espoleta.

Fica com Deus e Francisco de Assis, meu amorzinho :'(



("arte" de Natal)

08 maio 2012

Li: Um dia


"... e viveram felizes para sempre?"

Quantas histórias de amor a gente conhece que não terminam assim? Poucas. Geralmente é este o final das histórias românticas que lemos ou assistimos.

Assim como aconteceu com O menino do pijama listrado, eu fiquei sabendo que havia o livro Um dia quando vi o trailer do filme, estrelado pela Anne Hathaway e o Jim Sturgess - que eu acho a cara do Paul McCartney novinho! Como sempre, preferi primeiro ler o livro a ver o filme porque é sempre óbvia a pequena decepção que me acomete quando vejo um filme baseado em um livro - que já li - e, sei lá, começo a achar que eu gosto dessa "pequena decepção" (?!).

Emma e Dexter se conhecem em uma festa de formatura quando têm 20 e poucos anos. Os dois não tem praticamente nada em comum mas acabam tornando-se amigos. O romance de David Nicholls é original - pelo menos eu nunca tinha lido livro nenhum assim - porque cada capítulo retrata o mesmo dia, 15 de julho, de 1988 a 2007. Idas e vindas da amizade, amor, perdas, ganhos... Emma e Dexter são tão humanos que não tem como a gente não se apaixonar por eles, sentir quando sofrem, ter raiva quando erram e, principalmente, torcer para que sejam felizes porque, principalmente quem tem entre 30 e tantos e 40 e poucos anos - o/ - acaba se identificando com os dois e suas vidas. Além do mais, o texto é deliciosamente escrito e tão, mas tão envolvente, que li as 411 páginas em 2 dias!

Não conhecia David Nicholls mas me apaixonei por sua escrita. Agora que as coisas vão dar uma sossegadinha - monografia entregue, logo defendida - quero poder voltar a ler por prazer e não mais só por obrigação. Como sinto falta de uma leitura descompromissada!

Título original: One day
Autor: David Nicholls
Editora: Intríseca
Ano: 2009