26 novembro 2008

E o Batman e o Robin também!

Ia dormir e lembrei de uma história que uma amiga contou e que, quando me lembro, sempre dou muita risada, mesmo que sozinha.

Os sobrinhos (ou priminhos) dela se preparavam para dormir. Ajoelhadinhos ao lado da cama, o mais velho puxava a oração, seguido pelo menorzinho: "Papai do Céu, abençoe meu pai, minha mãe, meus amiguinhos..."... e assim seguia, pedindo pelos amados até que, mais adiante, o menorzinho cutuca o irmão e sussurra: "E o Batman e o Robin também!".

(essa foto da menininha com as bonecas rezando sempre me lembra essa história fofa!)

Tamo chegando??

Depois de amanhã viajo pra passar o domingo com meu pai porque é aniversário dele. Mas do Painha eu falo no próximo post, esse aqui é pra falar de viagens!

AMO viajar! Já fiz viagens inesquecíveis, mas as mais marcantes foram as de carro na infância. Moramos muito tempo bem distante das famílias, daí nossas férias aconteciam com viagens de, no mínimo, um dia inteiro. Cansativo? Sim, mas provavelmente bem mais pros meus pais. Meus irmãos e eu curtíamos, cantávamos, seguiamos brincadeiras que minha mãe criativamente inventava e que nos acalmavam... e ainda infernizávamos meu pai pedindo direto pra parar para fazer xixi (e mais música, dessa vez da Luciana, prima da Simony - alguém lembra dela?), até que ele parava em algum acostamento com um matinho por perto!

As últimas viagens de carro que fiz tinham meus sobrinhos do MT juntos e a graça deles era ficar imitando o Burro, do Shrek na, aliás, mais recorrente pergunta da minha infância nas viagens: "Tamo chegando?" (e sim, nós éramos tão insistentes quando o Burro e, acho que por isso que ele é o meu personagem preferido no filme!).

Saudades desse tempo. Minha irmã e os filhos pequenos vão no carro com a gente. Quem sabe as coisas ainda se mostrem divertidas?

Oração da serenidade



"Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma das outras."

(Reinhold Niebuhr)

25 novembro 2008

Ismália

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

(Alphonsus de Guimaraens)
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Foto: Ophelia by Eronipple

(Sempre achei que Ismália se parecia muito com Ofélia, de Hamlet... E é essa a imagem que sempre faço dela. Um dos meus poemas preferidos do Simbolismo)

24 novembro 2008

Doar


Amanhã é "Dia da Doação Voluntária de Sangue" e "Dia Internacional do Doador de Sangue".

Há nove anos sou doadora de sangue no Hemonúcleo aqui de Foz. Procuro ir pelo menos duas vezes ao ano (tem um tempo que precisavamos respeitar entre as doações, pras mulheres é um tempo mais longo que pros homens).

Decidi doar depois de ver a Soninha (Francine, que foi candidata a prefeita de São Paulo este ano), no seu programa na MTV, contando da importância de se doar sangue. Achei que era algo que podia fazer e na primeira oportunidade, rumei pro Hemonúcleo.

Da primeira vez fui com um pouquinho de medo por não saber direito como era, se doía ou não... Das outras, fui tranquilamente, na imensa maioria sem ser para alguém específico. E sabem por quê? Porque me faz tão bem! Me sinto de verdade ajudando alguém que precisa! A dor da picada no dedo pro exame de anemia e a da picada da agulha no braço na hora da doação são "nada" perto do sentimento de estar doando algo tão pessoal!

Há uns dois anos me tornei doadora de medula também e, este ano, tive alguém muito amado passando pela necessidade de um doador de medula depois que na família não foram encontrados doadores. E aí, um mocinho de Roraima (!!) veio pra Curitiba (!!!) para salvar uma vida!!

Não estou escrevendo tudo isso aqui pra dizer o quanto eu sou bacana (porque não sou bacana nada além do normal), mas pra convidar quem lê este post a se tornar um doador, caso ainda não seja!

Procure informações na sua cidade. Coloque-se no lugar de tanta gente que diariamente precisa de sangue e, especialmente, de medula para transplante. Eu tenho certeza absoluta que a sensação de felicidade por se saber realmente útil vai tocar o seu coração de forma muito especial!

"Fica sempre um pouco de perfume
Nas mãos que oferecem rosas
Nas mãos que sabem ser generosas."

23 novembro 2008

De dor e saudade

"Há certas memórias que são como pedaços da gente, em que não podemos tocar sem algum gozo e dor, mistura de que se fazem saudades." Machado de Assis

(Toquei na minha memória hoje. E doeu. Saudade.)

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Foto: Mascara Tears by LunaLupin

20 novembro 2008

I'm Marilyn Monroe!




You Are Marilyn Monroe



A classic tortured beauty

You're the dream girl of many men

Yet they never seem to treat you right.



(Pero no mucho... rsrs)
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Peguei no blog da Mel que, por sua vez, pegou em outro blog...

19 novembro 2008

O quase

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
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Atribuído à Luís Fernando Verissimo (não creio que seja mesmo dele)
Recebido da queridíssima Kátia!
Foto: Almost by Magnesina

18 novembro 2008

Cuitelinho

Cuitelinho é como o beija-flor é conhecido em algumas regiões do centro-sul do Brasil.

É também o nome de uma das músicas "folclóricas" mais lindas que eu conheço! Não se sabe quem a compôs, mas Paulo Vanzolini e Antônio Xandó a O Renato Teixeira já a cantou, Milton Nascimento, Pena Branca e Xavantinho... e a Nara Leão, na interpretação que eu acho mais doce, mais especial! Ouvi também, recentemente, uma orquestra de viola caipira tocando e cantando e foi de emocionar (bom, eu chorei, mesmo! rsrs)!

Quem não a ouviu ainda, procure no You Tube e se encante com a delicadeza dessa canção! A última estrofe é a minha preferida!!

"Cheguei na beira do porto
Onde as onda se espaia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai, ai

Ai quando eu vim da minha terra
Despedi da parentalha
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes batáia,ai, ai

A tua saudade corta
Como aço de naváia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
E os óio se enche d´água
Que até a vista se atrapáia, ai... "

Declarando meu amor mais escancarado

Esses são os maiores amores da minha vida!

O Murilo e o Gustavo são meus sobrinhos que moram, até o presente momento, no norte do Mato Grosso, numa cidadezinha quase na divisa com o Pará chamada Guarantã do Norte.

Essa foto aqui tem 3 anos mas é uma das minhas preferidas com os dois juntos ao mesmo tempo.

Por mudanças (in)esperadas, não sei se eles passarão as férias aqui em Foz, e essa é a única outra coisa na qual consigo pensar, além das múltiplas obrigações acadêmicas que tenho até o final do mês.

Daqui sigo pensando positivo, desejando ardentemente, muito profundamente, poder mordê-los e rir muito das coisas engraçadas, puras, que costumam me dizer. E quero dividir a cama com eles, e nem me importarei de ser acordada assim que o sol raiar...

Só quero os dois aqui pertinhos de mim no final do ano que já está aí!


14 novembro 2008

Then it comes...

O monstro da TPM começa a me rondar... Enxaqueca, irritabilidade, mau-humor, choro fácil... e a mais recente descoberta de "mal" causado por essa coisa: afta!!

Sim, sim: afta! Ou seja, já não bastava a cabeça quase estourar, ao mesmo tempo que o estômago está embrulhado e o fígado revoltado, qualquer coisa me incomodar horrores, chorar porque o mouse desmontou... agora também preciso conviver com as aftas que me visitam a boca!

Sofro muito com TPM! Sofro e faço os outros sofrerem, porque, se não é fácil ter que me trancar no quarto passando muito mal com as dores que vêm ou porque eu quero chorar pelas coisas que merecem lágrimas e pelas que, normalmente, mereceriam risos, sei que as pessoas com as quais convivo têm que "entender" que não estou "em meu juízo perfeito" quando estouro por coisas que, ontem, poderiam ser banais.

TPM não é confortável pra ninguém e não pretendo me defender atribuindo a ela tudo o que faço de errado nos 10 dias que antecedem "aqueles dias", mas, e qualquer mulher que com ela sofra sabe, não tem graça chorar por bobagens ou magoar quem amamos por conta de coisas igualmente "inofensivas".

Dá-lhe Atroveran, Ponstan, orações e contagens até 1000!
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Foto: Dick67 (Angry)

12 novembro 2008

"Que quer dizer 'cativar'?"


E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa - disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer "cativar"?
- Os homens - disse a raposa -têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível - disse a raposa. - Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra - disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito - suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Eu até gostaria - disse o principezinho - , mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso que haja um "ritual".
- Que é um "ritual"? - perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse o principezinho.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei , sim - disse a raposa - por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
(...)
E voltou, então, à raposa:
- Adeus - disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para não se esquecer.

(Cap. XXI - O pequeno príncipe - texto e ilustração: Antoine de Saint-Exupéry)

Li: O que toda mulher inteligente deve saber

Adoro ler! E leio muito! Ultimamente muito mais por obrigação - coisas da faculdade - do que por prazer. Mas nessa última semana resolvi me rebelar, deixar as apostilas, e seminários, e resenhas, e relatórios de lado e ler algo que realmente quisesse!

E aí, em uma visita a uma amiga, me deparei com o livro "O que toda mulher inteligente deve saber", de Steven Carter & Julia Sokol. Confesso que eu ele já tinha passado pelas minhas mãos anteriormente e eu, preconceituosa, ao imaginá-lo um "livreco" de auto-ajuda - ainda mais por ser da Editora Sextante! - e me sentindo superior a qualquer necessidade de "ajuda", deixava pra lá comprá-lo ou pegá-lo emprestado. Mas acho que sábado eu estava naturalmente "aberta" e resolvi arriscar. O resultado foi a leitura de um dos livros mais gostosos e interessantes que li nos últimos tempos!

Exagero? Tô escrevendo sério! É muito bom. Muito! O livro, claro, trata daquele tema que vende muito: a tentativa, no caso, feminina, de compreensão dos homens e dos relacionamentos pelos quais passa. Eu escrevi logo acima "no caso, feminina"? Ué, mas sempre são as mulheres tentando entender o sexo oposto e suas relações! Ou alguém conhece algum homem que leu, de bom grado "Os homens são de Marte, as mulheres são de Vênus"???

Mas, voltando a este livro aqui, os "exemplos" vêm acompanhados de uma listinha do que "toda mulher inteligente deve saber" de cada situação. E querem saber de uma coisa? A gente sabe da imensa maioria do que ali está escrito. E vocês sabem da segunda parte: a gente não coloca quase nada em prática! Mas, o mais legal, foi ver escrito coisinhas que parecem diretamente escritas pra gente! Li o livro dando muitas risadas, alguns suspiros e, em alguns momentos, parando para refletir nas situações nas quais me vi "fielmente retratada".

No entanto, o mais interessante ao ler "O que toda mulher inteligente deve saber", não foi, talvez, encontrar meus pequenos erros nos relacionamentos passados - e quando falo em erros meus, não falo de coisas que levaram ao fim da relação, mas, por exemplo, da minha permissividade em alguns casos - e sim me fazer ver o quanto, de verdade, eu já fui feliz com pessoas que me amaram, que eu amei!

Nunca fui de achar que tudo quanto é homem é cafajeste, que nenhum presta... Consigo, sem esforço, ver o lado positivo de todas as relações que tive. Sempre resta algo de bom, sempre fica uma lição. E, ao ver o livro tratando de situações que me pareceram verdadeiramente complicadas - como lidar com um homem que tem vícios, ou que é agressivo, ou que humilha a mulher com quem está - eu vi que os problemas que enfrentei, ou que encontrei, são contornáveis, tratáveis; talvez longe de serem simples, mas não são os piores. Claro que ninguém pensa em fracassar em um casamento, ou em um namoro que leva muito à sério, mas, definitivamente, mais triste é ter, ao seu lado, um homem capaz de fazer se sentir uma criatura insignificante. E não creio que alguma vez eu tenha me sentido assim.

Adorei o livro e já fiz propaganda pra todas as amigas que tenho encontrado. Brinco que é como uma bíblia que toda mulher deveria ler e ter juntinho de si. Eu já encomendei o meu! :)

09 novembro 2008

O questionário de Proust

Ei-lo.

Para quem esperava uma coisa profunda, por se tratar de Proust, sorry! Provavelmente ele o respondeu em um momento de completa trivialidade. Anyway, teria graça ficar falando das dores do mundo?

As respostas me mostram hoje. Talvez domingo que vem eu respondesse diferente a muitas das perguntas.

Qual é minha maior virtude?
- A sinceridade.

Quais as qualidades preferidas em um homem?
- Sinceridade e fidelidade.

Quais as qualidades preferidas em uma mulher?
- Delicadeza e sinceridade.

O que mais aprecio em meus amigos?
- A capacidade de me amarem mesmo com todos os meus defeitos.

Qual seria minha maior infelicidade?
- Chegar ao final da vida sentindo que fracassei em tudo.

Quem eu gostaria de ser se não fosse eu mesma?
- Ninguém! Prefiro conviver com as pedras do meu caminho do que as pedras dos caminhos alheios (porque todos as têm!).

Em que país gostaria de viver?
- No Brasil mesmo, mas em uma cidade com um clima bem ameno, se possível, mais pra frio que pra calor. Ou então na Bélgica!

Qual minha cor preferida?
- Azul, em diversos tons.

Qual minha flor preferida?
- Orquídea.

Qual meu pássaro preferido?
- Bem-te-vi!!

Quais meus autores de prosa preferidos?
- Graciliano Ramos, Érico Verissimo e Martha Medeiros.

Quais meus poetas preferidos?
- Mário Quintana, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e Emily Dickinson.

Quem são meus heróis na ficção?
- Hercule Poirot (detetive de vários livros de Agatha Christie): pela sagacidade.
E Eugênio Fontes (do livro Olhai os lírios no campo): por ser tão humano.

Quem são minhas heroínas na ficção?
- Ana Terra (da saga O tempo e o vento): pela força que só uma mulher consegue ter.
E Maggie Fitzgerald (de Menina de ouro): pela vontade de se superar.

Quem são meus compositores preferidos?
- Nando Reis, Adriana Calcanhoto, Paul Waaktaar-Savoy e Magne Furuholmen.

Quem são meus pintores preferidos?
- Monet e Klimt.

Quem são meus heróis da vida real?
- Meu pai e Gandhi, por motivos e de formas diferentes.

Quem são minhas heroínas na História?
- Marie Curie e Madre Tereza de Calcutá.

O que eu mais detesto?
- A insistência da ignorância.

Espero que não tenha ficado decepcionado com as perguntas, Servo! rsrs

08 novembro 2008

Viu??

Sabe aquela história de que o melhor em alguns momentos seria não enxergar? Ontem tive que concordar com isso! Definitivamente!

O mais triste é quando vemos algo que nos magoa - que é como salzinho jogado na ferida ainda aberta - porque queremos, porque buscamos.

Brinco sempre que não tenho aquele sexto sentido feminino mas agora descobri que tenho sim, lá no fundinho do meu ser. O problema é a teimosia de não crer nele!

Mas a vida segue. Da próxima vez, nada de retribuir visitas!!




06 novembro 2008

Pergunte que eu respondo!

Sempre adorei aqueles cadernos de perguntas que toda guria nos anos 80 tinha! Adorava, adorava, adorava! Depois de adulta até, tive vontade de ter um! O motivo? Obviamente a curiosidade de saber mais das pessoas que me cercam.

Não acho, então, curioso, que questionários "comportamentais" sempre me interessassem. Quem já assistiu o programa Inside the Actor’s Studio conhece aquele questionário que o James Lipton faz no final das entrevistas. Eu procurava o Questionnaire de Proust e acabei encontrando, além dele, esse questionário primeiramente criado por Bernard Pivot que o utilizava com seus convidados, em seu programa francês Bouillon de Culture (que, em uma tradução bem literal, seria algo como "caldo de cultura").

Resolvi matar minha vontade e respondê-lo! Algumas respostas são relacionadas com o quê penso agora, podendo, mudar se eu pensar em respondê-las amanhã. Da mesma forma, algumas respostas são permanentemente permanentes!!

1- Qual é sua palavra preferida?
Filigrana.

2- Qual a palavra que você menos gosta?
Bombar.

3- O que "acende" sua criatividade, espiritualidade ou emotividade?
Pessoas amadas e/ou interessantes.

4- O que te "apaga"?
Frieza, indiferença.

5- Qual seu palavrão preferido?
B****!

6- Que som ou barulho você ama?
Dos amantes depois de se amarem.

7- Que som ou barulho você detesta?
Sirenes.

8- Que profissão você gostaria de ter se não a sua atual?
Diplomata ou algo relacionado a relações internacionais.

9- Que profissão você não gostaria de ter?
Funcionária de abatedouro/granja.

10- Se o Paraíso existe, o que você gostaria de ouvir de Deus quando você lá chegasse?
"Bom trabalho, minha filha, você conseguiu!"

(Quando tiver tempo, respondo o do Proust)

05 novembro 2008

A dor que dói mais

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela.

Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

(Martha Medeiros)

Nunca sem meu cachorrinho

Achei a história desses dois muito linda:

"O vira-lata Rachet é o animal de estimação da sargento Gwen Beberg, do exército americano. Ela encontrou o filhote em uma zona de guerra no Iraque e o resgatou junto com outro soldado. Desde então, Rachet é a alegria do pelotão de Gwen. Mas uma regra do Departamento de Defesa dos Estados Unidos proíbe que os militares adotem animais de estimação. Os comandantes no Iraque até fazem concessões e deixam os militares terem alguns mascotes no pelotão. Mas agora Gwen está voltando para os EUA e quer levar Rachet com ela. Seus superiores já disseram que não, mas um abaixo-assinado com mais de 10 mil assinaturas foi enviado ao comando do exército pedindo que deixe o cachorrinho seguir para os EUA.

A história é semelhante à do tenente-coronel Jay Kopelman, que adotou a cadelinha Lava no Iraque e fez peripécias para levá-la para os EUA. A história de Jay e Lava está contada no livro De Bagdá, com muito amor, já publicado no Brasil."