12 novembro 2008

Li: O que toda mulher inteligente deve saber

Adoro ler! E leio muito! Ultimamente muito mais por obrigação - coisas da faculdade - do que por prazer. Mas nessa última semana resolvi me rebelar, deixar as apostilas, e seminários, e resenhas, e relatórios de lado e ler algo que realmente quisesse!

E aí, em uma visita a uma amiga, me deparei com o livro "O que toda mulher inteligente deve saber", de Steven Carter & Julia Sokol. Confesso que eu ele já tinha passado pelas minhas mãos anteriormente e eu, preconceituosa, ao imaginá-lo um "livreco" de auto-ajuda - ainda mais por ser da Editora Sextante! - e me sentindo superior a qualquer necessidade de "ajuda", deixava pra lá comprá-lo ou pegá-lo emprestado. Mas acho que sábado eu estava naturalmente "aberta" e resolvi arriscar. O resultado foi a leitura de um dos livros mais gostosos e interessantes que li nos últimos tempos!

Exagero? Tô escrevendo sério! É muito bom. Muito! O livro, claro, trata daquele tema que vende muito: a tentativa, no caso, feminina, de compreensão dos homens e dos relacionamentos pelos quais passa. Eu escrevi logo acima "no caso, feminina"? Ué, mas sempre são as mulheres tentando entender o sexo oposto e suas relações! Ou alguém conhece algum homem que leu, de bom grado "Os homens são de Marte, as mulheres são de Vênus"???

Mas, voltando a este livro aqui, os "exemplos" vêm acompanhados de uma listinha do que "toda mulher inteligente deve saber" de cada situação. E querem saber de uma coisa? A gente sabe da imensa maioria do que ali está escrito. E vocês sabem da segunda parte: a gente não coloca quase nada em prática! Mas, o mais legal, foi ver escrito coisinhas que parecem diretamente escritas pra gente! Li o livro dando muitas risadas, alguns suspiros e, em alguns momentos, parando para refletir nas situações nas quais me vi "fielmente retratada".

No entanto, o mais interessante ao ler "O que toda mulher inteligente deve saber", não foi, talvez, encontrar meus pequenos erros nos relacionamentos passados - e quando falo em erros meus, não falo de coisas que levaram ao fim da relação, mas, por exemplo, da minha permissividade em alguns casos - e sim me fazer ver o quanto, de verdade, eu já fui feliz com pessoas que me amaram, que eu amei!

Nunca fui de achar que tudo quanto é homem é cafajeste, que nenhum presta... Consigo, sem esforço, ver o lado positivo de todas as relações que tive. Sempre resta algo de bom, sempre fica uma lição. E, ao ver o livro tratando de situações que me pareceram verdadeiramente complicadas - como lidar com um homem que tem vícios, ou que é agressivo, ou que humilha a mulher com quem está - eu vi que os problemas que enfrentei, ou que encontrei, são contornáveis, tratáveis; talvez longe de serem simples, mas não são os piores. Claro que ninguém pensa em fracassar em um casamento, ou em um namoro que leva muito à sério, mas, definitivamente, mais triste é ter, ao seu lado, um homem capaz de fazer se sentir uma criatura insignificante. E não creio que alguma vez eu tenha me sentido assim.

Adorei o livro e já fiz propaganda pra todas as amigas que tenho encontrado. Brinco que é como uma bíblia que toda mulher deveria ler e ter juntinho de si. Eu já encomendei o meu! :)

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