25 junho 2011

Coisas simples que adoro

Dormir no meio de tempestade, com raios e trovões;

Poder acordar abrir a janela e ficar olhando pro céu sem pressa de me levantar;

Ouvir os papagaios silvestres que fazem algazarra pela manhã e à noitinha, na árvore da casa do outro lado da rua;

Ouvir os bem-te-vis cantando felizes de manhãzinha;

Cheiro de chuva;

Cheiro de bebê limpinho;

Bafinho de cachorrinho bebê;

Minhas gatas mais ariscas se aconchegarem em mim, sem prévio aviso;

Acarinhar orelhas geladas - humanas, felinas, caninas...;

Email carinhoso inesperado;

Manhã com cerração;

Vento gelado no rosto assim que saio de casa;

Janelas grandes;

Céu azul sem nuvens;

Carinho espontâneo dos meus sobrinhos;

Abraço apertado;

Beijo apaixonado;

Dormir de conchinha;

Banho antes de dormir...


(Quando acordei e decidi falar de coisas que adoro, My favorite things começou a tocar na minha cabeça...)

21 junho 2011

Séries: Blue Bloods

Até poucos meses eu tinha um paradigma de séries que eu definitivamente gostava de ver e outras que normalmente entravam direto na minha lista de "nunquinha verei".

A primeira série que derrubou essa minha opinião e decisão foi Dexter, que comecei a ver no começo do ano - e da qual estou de férias por um tempo. Séries com assassinos e séries policiais não costumavam me agradar e eu gosto tanto da finada Cold Case que não consigo pensar nela como uma série policial porque o drama - amo! - era muito superior às armas.

E aí apareceu Blue Bloods... Com polícia, bandido, tiroteio, gente eventualmente morrendo... mas que ganhou meu coração.

A série acompanha a família Reagan, o avô Len, policial aposentado, que chegou a comissário de polícia, cargo hoje ocupado por seu filho Frank - Tom Selleck, lembram do Magnum??? Frank é viúvo e pai de três filhos vivos: Danny - Donnie Wahlberg, do New Kids on the Block -, Erin - Bridget Moynahan -, promotora de justiça, mãe de uma filha adolescente, e Jamie - Will Estes -recém formado em Harvard que decide ser policial. Tem ainda um irmão morto deles que acaba ainda fazendo parte da trama quando Jamie é "convidado" a fazer parte de uma investigação da corregedoria da polícia para descobrir algo sobre uma sociedade secreta da polícia da qual seu pai e seu irmão podem fazer parte.

O mais legal de Blue Bloods é que a parte policial é secundária, o principal na série são as relações da família, entre o pai e seus filhos, entre os irmãos, na casa de cada irmão... Acabamos conhecendo essas pessoas e nos interessando mais por elas do que especificamente seus trabalhos.

Eu vejo pelo canal Liv às segundas-feiras às 22h quando estou em casa/lembro e baixo episódios não vistos. No Liv ontem passou o 18º dos 22 episódios da primeira temporada que terminou nos States. Tem reprise nas sextas-feiras à noite, não lembro exatamente o horário.

Fica a dica ;)

19 junho 2011

"Divã" - fragmentos (3)

"Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei aonde vão parar minhas idéias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nunca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se."

Do livro Divã, da Martha Medeiros.

17 junho 2011

Papo de homem no metrô (Martha Mendonça)

Acabei de ler este  post no Mulher 7x7 e gostei muito, até porque a carapuça me serviu - shame on me :$ - e quis dividir com vocês.
***


Sete e meia da noite. Eu descia correndo a escada do metrô. Dois homens de paletó e gravata meio solta desciam na minha frente, com calma, impedindo que eu passasse. O jeito foi ouvir a conversa.

- Mas brigaram geral mesmo? – perguntou o mais baixo e mais velho.

- Por mim, não tem volta – respondeu o mais alto, de uns vinte e oito anos, por aí.

- O que ela fez?

- Quem fez fui eu. Só que ela gritou comigo que nunca mais queria olhar na minha cara. Mas hoje às sete da manhã tocou o telefone e era ela, dizendo que queria fazer as pazes. Não dá, né?

- É, não dá.

- Essa já foi. Falei pra ela sumir.

- Mulher é assim, cara, não tem credibilidade.

E caíram na risada. Se eles tivessem de frente pra mim, eu teria fuzilado a dupla com os olhos. Também tive a oportunidade de dar com meu guarda-chuva na cabeça deles, mas achei que seria muita confusão. Então o jeito é fuzilar vocês, companheiras, com minhas palavras.

Quando foi que nós, mulheres, construímos isso? Quando foi que, aos olhos de boa parte dos homens, viramos gente sem credibilidade, que fala as coisas da boca pra fora e no dia seguinte pede arrego?

Tá, vocês podem dizer que essa era a opinião de apenas dois homens. Tomara. Mas será?

Entre uma piada machista aqui e outra ali, muitas vezes chego à conclusão de que os homens (de modo geral) tratam as mulheres (de modo geral) com pouco respeito. É culpa deles ou nossa?

Já não tenho dedos pra contar quantas vezes vi casais de meia idade no supermercado, no restaurante, na loja, e eles gritavam com elas, que ouviam caladas ou respondiam baixinho.

Quantas vezes você já viu maridos ou namorados do lado de suas parceiras olhando pra outras mulheres – disfarçadamente ou não – ou comentando como fulana e cicrana (quase sempre vagabundas de carteirinha) são bonitas e gostosas?

Por que certas mulheres – muitas – têm tanto medo de ficar sozinhas e aguentam tudo apenas para não passar os domingos comendo biscoito, vendo televisão e olhando o Facebook?

Por que muitas jogam no lixo sua autoestima por causa de celulite, barriguinha ou ruga?

Por que muitas vivem em função de seus relacionamentos, em detrimento de todo o resto?

Tudo isso contribui para a ideia geral de que os homens, ao se relacionar de verdade com mulheres, estão lhes fazendo uma espécie de favor. Muitos se acham presentes dos céus para nós.

Estou errada? Misturei todos os canais? Tá bom. Mas então vamos combinar pelo menos o seguinte: se um dia disser que nunca mais quer olhar pra cara dele, espere pelo menos uma semana pra telefonar.

"Divã" - fragmentos (2)

"Às vezes me sinto uma mulher mascarada, como se desempenhasse um papel em sociedade só para se sentir integrada, fazendo parte do mundo. Outras vezes acho que não é nada disso, hospedo em mim uma natureza contestadora e aonde quer que eu vá ela está comigo, só que sou bem-educada e não compro briga à toa. Enfim, parece tudo muito normal, mas há uma voz interna que anda me dizendo: 'Você não perde por esperar, Mercedes.' É como se eu tivesse, além de uma consciência oficial, também uma consciência paralela, e ela soubesse que não vou segurar minhas ambigüidades por muito tempo."

Do livro Divã, da Martha Medeiros.

15 junho 2011

O imigrante que luta para livrar quem tentou matá-lo

Achei essa história tão linda que quis dividir com vocês. Ela foi retirada do blog O filtro, do site da Revista Época e escrita por José Antonio Lima.



O imigrante que luta para livrar quem tentou matá-lo
 
A história a seguir parece o roteiro de um filme, mas não é. O americano Mark Stroman, de 32 anos, perdeu a irmã nos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001. Revoltado, movido pelo ódio e pela ignorância, Stroman atribuiu os ataques aos Estados Unidos aos imigrantes que viviam no país. Stroman matou um indiano, um paquistanês e tentou matar, com um tiro no rosto, Rais Bhuiyan, de Bangladesh. Stroman foi preso e condenado à pena de morte, que deve ser cumprida em 20 de julho. Bhuiyan sobreviveu ao ataque, mas perdeu a visão do olho direito, e hoje é o principal nome que busca evitar a execução de Stroman.

Em entrevista ao site Opera Mundi, Bhuiyan afirma que tenta “construir uma ponte entre a vítima e o agressor, para quebrar esse ciclo de ódio”. Vale a pena conferir a entrevista, que tem respostas como esta:
Quando o Sr. decidiu agir para a alteração da pena de Stroman?
No final de 2010, percebi que estava em condições de fazer algo para os outros. Era a minha vez. A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi o Sr. Stroman. Eu já o havia perdoado muitos anos atrás e sabia que matá-lo não resolveria a situação, não traria nada de bom à sociedade. Se ele conseguisse retomar sua vida, talvez pudesse ajudar outras pessoas em situações parecidas. Antes de tomar a decisão de tentar invalidar a pena de morte do Sr. Stroman, conversei com as famílias dos dois homens mortos por ele e eles me apoiaram.

Aqui tem o link do Opera Mundi pra entrevista completa de Rais Bhuiyan. Vale muito a pena lê-la!

Momento Espírita: Verdadeiro amor



O que é amor verdadeiro?

Será que existe esse sentimento na face da Terra?

O amor é de essência divina e cada filho de Deus tem no íntimo a centelha dessa chama sagrada.

E o amor tem várias maneiras de se manifestar.

Existe amor de mãe, de pai, de esposa, de marido, de irmão, de tio, de avó, de avô, de neto, de amigo, etc.

Um dia desses, lemos, num periódico digital da Colômbia, uma história de amor das mais belas e significativas, contada por uma doutora colombiana.

Numa tradução livre para o português, eis o que contou a médica:

Um homem de certa idade foi à Clínica, onde trabalho, para tratar de uma ferida na mão.

Estava apressado, e enquanto o atendia perguntei-lhe o que tinha de tão urgente para fazer.

Ele me disse que precisava ir a um asilo de idosos para tomar o café da manhã com sua esposa, que estava internada lá.

Disse-me que ela estava naquele lugar há algum tempo porque sofria do Mal de Alzheimer, já bastante avançado.

Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se sua esposa se incomodaria caso ele chegasse atrasado naquela manhã.

"Não", respondeu ele. "Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece."

Então lhe perguntei com certo espanto: "Mas se ela já não sabe quem é o senhor, por que essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?"

Ele sorriu, e com um olhar enternecido me disse:

"É... Ela já não sabe quem eu sou, mas eu, entretanto, sei muito bem quem ela é."

Tive que conter as lágrimas, enquanto ele saía, e pensei: "É este tipo de amor que quero para minha vida."

O verdadeiro amor não se reduz nem ao físico nem ao romântico.

O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é... do que foi... do que será... e do que já não é...

* * *

O Mal de Alzheimer é um transtorno neurológico que provoca a morte das células nervosas do cérebro, descrito pelo neuropsiquiatra alemão Alois Alzheimer, que é de onde vem seu nome.

Pode se apresentar em pessoas a partir dos 40 anos de idade, de maneira lenta e progressiva.

Em estado avançado, provoca no paciente a incapacidade para se comunicar, reconhecer pessoas, lugares e coisas.

O enfermo perde a capacidade de caminhar, de sorrir, de fazer a própria higiene, e passa a maior parte do tempo dormindo.

No entanto, do ponto de vista espiritual, é uma bendita oportunidade de aprendizado para o Espírito imortal, que fica temporariamente encarcerado no corpo físico, sem poder se manifestar.

Geralmente, o Espírito percebe tudo o que se passa com ele e ao seu redor, mas não consegue se expressar.

Todavia, não fica insensível à atenção, ao afeto, ao carinho e à ternura que lhe dedicam.

A pessoa sente o amor com que a envolvem.

Por todas essas razões, vale a pena refletir com a médica, que ficou a pensar consigo mesma, depois que seu paciente foi ver sua amada:

É este tipo de amor que quero para minha vida.

O verdadeiro amor não se reduz nem ao físico nem ao romântico.

O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é... do que foi... do que será... e do que já não é...


Redação do Momento Espírita,
com base em matéria assinada por Martha Isabel Martinez Gómez MD,
publicada no site http://www.lacolumna.cl/index.php?p=93 e traduzida por Terezinha Colle.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 10, ed. Fep.
Em 06.07.2009.



09 junho 2011

Sobre beleza e o que consideramos essencial

(Senta, fica confortável e tem paciência que o post ficou longo)

Vocês já repararam como somos críticos com nós mesmos quando nos olhamos no espelho, mas como conseguimos facilmente encontrarmos coisas bonitas nas pessoas que nos cercam? (Tô falando das pessoas normais, não das azedas e permanentemente de mal com o mundo, tá?)

Pois é. A gente sempre tá dizendo que o nosso cabelo é/tá feio, que a pele não é legal, que tá gordo ou magro demais - mentira, não conheço ninguém que se ache magro demais! - ou que seria mais feliz se colocasse ou tirasse peito, ou mudasse o nariz, ou isso, ou aquilo...?

Minha intenção ao começar o post era só mostrar esse vídeo lindinho da Dove - pois é, essa semana parece que só rola vídeo por aqui... - mas aí acabei lembrando de algo que aconteceu domingo comigo: um casal estadunidense, de origem japonesa veio pedir umas informações - pra quem não sabe, trabalho na Secretaria de Turismo de Foz - e foram muito simpáticos, educados, gentis - de uma forma delicada que só os japoneses conseguem ser. Era um casal moço e queria ir visitar as Cataratas do lado da Argentina. Respondi a eles que se despediram e saíram. Mas tinha um detalhe no casal: o rapaz era cego. Ele andava com uma bengala - não é bengala mesmo, é aquela mais comprida, tipo cajado mas de metal - e com a mão no ombro da guria. Aquele moço tinha tudo pra reclamar da vida... Só que tava aqui, me pedindo informação, simpático, feliz... pra ir pra um dos lugares mais lindos que conheço mas que ele não conseguiria ver!

Assim que eles saíram eu tive uma crise de choro - TPM colaborou com a sensibilidade - e depois, quando tentei contar pra Vanessa, minha amiga e colega, voltei a chorar. Porque as coisas que mais me incomodam só dependem de mim para serem mudadas. Se eu quiser de verdade, eu posso emagrecer. A gente pode dar um jeito no cabelo, a gente pode até fazer uma plástica se a barriga realmente incomodar. Mas isso é vital? Realmente me fará mais ou menos feliz? Como nos portaríamos se, ao invés dos seios pequenos não tivéssemos olhos sãos?

E aí hoje assisti este vídeo da Dove que mostra mulheres sem conseguir falar o que têm de bonito, mas facilmente encontrando coisas bonitas nas amigas... Eu sei que uma postagem não vai mudar o jeito de ninguém pensar, nem mesmo o meu modo de pensar! Mas acho que pode ajudar a vermos mais claramente - ou começarmos - o que realmente é importante e já temos, e não mega-valorizarmos o que nos falta.

Eu, pelo menos, quero tentar conseguir fazer isso!

08 junho 2011

Eduardo e Mônica



Tô nem aí pra Dia dos Namorados - obviamente porque tô sem namorado! Mas o vídeo que a produtora do Fernando Meirelles, a O2 Filmes, produziu pra Vivo pra data me ganhou!

Eduardo e Mônica não é minha música preferida da Legião Urbana - banda que adoro até hoje! - mas eu gosto da historinha de amor inusitada entre o moleque e moça mais velha.

E o vídeo é muito, mas muito fofo mesmo!

03 junho 2011

Resultado do sorteio :))

Oi pessoal!

Finalmente o resultado do sorteio que deveria ter rolado anteontem. Primeiramente desculpem a demora, mas andei correndo com algumas coisas da pós e médico e acabei esquecendo do compromisso com o blog - shame on me :$

Preciso abrir meu coração com vocês e contar que, à princípio, fiquei surpresa com o número de participantes. Pensei que poderia ter sido o prêmio escolhido, ou desinteresse, ou sei lá o que. Mas aí eu fiquei feliz pensando que só pessoas das quais eu gosto muito participaram e isso tornou mais especial sortear e mandar uma lembrancinha pra um de vocês :)

Bom, mas vamos lá! Acabei de fazer o sorteio pelo Random.org. And the winner is....

Que é...




A queridíssima Sandra! Uma das primeiras pessoas que começou a seguir o blog sem sequer nos conhecermos pessoalmente!!

Pra quem quiser confirmar a ordem no post original, tá aqui:

Obrigada Duco, Alex, Fer, Marry, Lanny e Ellen por participarem! Em outubro prometo outro sorteio no aniversário do blog!