22 setembro 2012

Ô, lá em casa (12)


Pensem em uma foto difícil de escolher! O bonitão de hoje é camaleão demais e eu estava decidida a encontrar um foto dele com a cor "original" do cabelo - porque tem hora que ele aparece de cabelo escuro, em outros loiro... - e que, também, mostrasse os olhos dele!

Benedict Cumberbatch é o nome do moço. Moreno, é o protagonista de Sherlock, série britânica muito, mas muito boa mesmo e que comento logo mais. No Reino Unido o moço ficou famoso e virou galã com o papel e o que eu mais gosto nele é que ele não é um homem lindo, perfeito. Aliás, os homens mais lindos, na minha opinião, são aqueles que não são perfeitos. Ben, pros íntimos, tem umas coisinhas fora do padrão de beleza mas, quando a gente olha pra esses olhos - acho lindíssimo o olhar dele, daí pegando tudo: olhos, sobrancelhas... - ou vê ele abrindo um sorriso, ou escuta a voz de barítono, não tem como não se derreter (pausa pra um suspiro).

Além de tudo é bom ator e domingo concorre, com fortes chances de ganhar, ao Emmy de melhor ator em minissérie por Sherlock!

E, se não fosse o suficiente, é moço culto, chegado em uma boa leitura e louco pra ser pai!

Meu bonitão da semana tem conteúdo ;)


08 setembro 2012

Vi: A pequena vendedora de fósforos



O filme de hoje, uma animação, dá até pra dividir aqui com vocês!

A história da pequena vendedora de fósforos é uma das mais tristes que lia na minha infância. Este curta me fez achá-la, mesmo ainda triste, muito bonita.


07 setembro 2012

Vi: Quem tem medo de Virginia Woolf?




O filme de hoje é Quem tem medo de Virginia Woolf?, filme estadunidense de 1966, estrelado por por Richard Burton e Elizabeth Taylor que formam o casal de meia idade - Martha e George.

George é professor em uma universidade dirigida pelo pai de Martha. Uma noite, depois de uma festa, os dois recebem em sua casa um outro casal, jovem e recém chegado à universidade, Nick e Honey - George Segal e Sandy Dennis -, onde Nick começou também a dar aulas. Todos já estão bêbados, principalmente Martha e George, e então começa a lavagem de roupa suja, onde ficamos sem saber o que é verdade ou não no dito, principalmente por George, enquanto Martha humilha o marido e seduz o visitante, que se deixa levar, enquanto a esposa simplória vomita até as tripas a cada hora. 

Liz Taylor consegue tornar a sua Martha ao mesmo tempo desprezível e digna de piedade. Com 33 anos, ela engordou e deixou-se - na medida do possível pra ela, lindíssima - enfeiar-se pra viver a personagem uns 10 anos mais velha do que ela. Martha é mordaz, cruel, lasciva... e frágil. Burton impressiona com seu George humilhado e resignado e, ao mesmo tempo, ferino. Todo o elenco - de quatro atores - concorreu ao Oscar, sendo que as mulheres levaram os prêmios. Foi o segundo Oscar de Taylor - ela dizia que tinha sido sua interpretação preferida - e o filme concorreu em todas as categorias que podia, sendo o último filme preto-e-branco a ser premiado por Direção de Arte, quando a categoria era dividida em filmes em cor e preto e branco. 

No IMDb tem um monte de curiosidades bacanas sobre o filme, como ter sido o primeiro filme a proibir a entrada de menores de 18 anos sem companhia dos pais ou ter sido, até então, o filme P&B mais caro da história - US$ 7,5 milhões. ADOREI o filme! Um dos melhores já vistos e sinto não ter visto antes! Valeu muitíssimo a pena!!

06 setembro 2012

Vi: Homens e deuses


Nunca entendi o propósito de religiosos que escolhem uma vida enclausurada, de orações e parcas ações. Ao mesmo tempo, sempre admirei demais missionários, que saem de suas casas, seus países, para ajudar outros povos, principalmente quando essa ajuda não implica na imposição de uma conversão religiosa.

Por isso Homens e deuses - Des hommes et des dieux, no original - filme de 2010, já começou ganhando meu carinho, ao narrar a história real de oito monges trapistas franceses que vivem em um mosteiro do século XIX no sopé da Cordilheira do Atlas, na Argélia. 

Sem qualquer intenção de converter a população local muçulmana, eles convivem pacificamente com os moradores do pequeno vilarejo, contando com o único médico da região, produzindo mel que vendem na feira, sendo respeitados e considerados pelos líderes argelinos locais. A convivência é tão tranquila que, mesmo para rituais muçulmanos, os monges são convidados.

A história se passa em 1995, quando começa o clima de guerra civil na Argélia. Grupos radicais começam a atacar estrangeiros - e matá-los - e aos monges é sugerido aceitarem presença militar do governo dentro do mosteiro. Não aceitando a presença de armas em sua casa e acreditando que isso possa assustar os moradores locais - além de não confiaram em um governo reconhecidamente corrupto - os franceses negam essa ajuda e, após várias deliberações sobre ir embora ou não do país, decidem ficar. 

Após tratarem de um membro de um dos grupos anti-governo e do líder dos monges - interpretado pelo Lambert Wilson, único que conheço por nome do elenco - os monges acabam sendo vistos pelo governo com certa desconfiança também. Além do mais, uma autoridade oficial local não esconde que culpa a França e o colonialismo pelo que agora acontece ao seu país.

O tempo todo a gente sabe que as coisas não terminarão bem para os monges mas a determinação deles, diante de suas convicções - que são extremamente humanas e, por isso, muitas vezes atormentadas - faz com que seja impossível não torcer por aqueles senhores que escolheram viver e serem úteis fora de casa.

O filme é lento, meio contemplativo, permeado de passeios bucólicos e cantos religiosos. A sensação, na maior parte do tempo, é que estamos ali, ao lado deles.

No entanto, a história é muito interessante e prende a atenção. Algumas cenas e diálogos são belíssimos, seja a de alguns monges demonstrando a angústia da dúvida de ficar e morrerem como mártires, ou a certeza de não ter mais um lugar para onde voltar, depois de décadas vivendo fora da França e, principalmente, o jantar, com um monge que chega para os visitar, ao som de "O lago dos cisnes" de Tchaikovsky.

Gostei muitíssimo do filme! Uma pena ter baixado dublado, mas nem isso tirou o brilho de toda a história e da bela narrativa.

Vi: O despertar


Ops, ontem não deu pra postar mas aqui estamos pro terceiro filme da semana.

O despertar se passa em 1921, na Inglaterra. Florence Cathcart, interpretada por Rebecca Hall é uma mulher cética, que perdeu o noivo na 1ª Guerra Mundial e que agora trabalha desmascarando médiuns charlatões e provando que fantasmas não existem. 

Ao voltar de um caso de charlatanismo, ela recebe a visita de Robert Mallory - ai, ai, Dominic West, que já apareceu aqui no blog e, mesmo manco, continua super-charmoso -, professor em um internato para garotos que a procura para desvendar um mistério na escola, onde um menino morreu depois de ver o fantasma de uma outra criança que, supostamente, morreu no mesmo local, quando o internato era uma residência. Lá vai Cathcart, toda cética, disposta a provar que não tem fantasma nenhum mas as coisas não saem como esperadas por ela, o que começa a deixar a personagem não tão certa de suas convicções.

Ambientada naqueles casarões rodeados por jardins e matas lindíssimas que a gente só vê na Inglaterra, a história segue a linha elegante de Os outros e A mulher de preto - do qual comentei anteontem. Gostei bastantinho! 


05 setembro 2012

Vi: A mulher de preto


Não sou a maior fã de filmes de suspense: sou medrosa, fico me sentindo incomodada depois que os vejo. No entanto, alguns me deixam curiosa - os que parecem interessantes.

Assim foi com A mulher de preto, filme britânico do ano passado. O filme me lembrou Os outros, mas não é um Os outros, ou seja, é bom, muito bom até... mas não é excelente!

Este é o segundo filme baseado no livro The woman in black, de Susan Hill, lançado no começo dos anos 80. Nesta versão - as duas versões filmadas têm algumas diferenças entre si e com o livro. 

Daniel Radcliffe é Arthur Kipps, jovem pai viúvo, em risco iminente de perder o emprego desde que sua esposa morreu. Kipps é mandado para uma pequena cidade para cuidar dos papéis de um cliente recém falecido.

Tudo é envolvido em muito mistério quando ele chega na cidade, a começar pelo dono da estalagem que não quer hospedá-lo. Depois tem a dificuldade de ser levado até a antiga casa do cliente e a pressa com que todos querem que ele saia da cidade. No entanto, quando as primeiras coisas estranhas começam a acontecer - desde a morte de crianças na vila até a visão da tal "mulher de preto" do título - Kipps decide ficar e terminar seu trabalho, aliás, ele mais precisa, para manter o emprego, do que realmente deseja isso!

A mulher de preto, mesmo revelando bem antes do final o seu mistério, não deixa de prender a atenção até o finzinho que, aliás, é muito, muito bom!

A história é ambientada no começo do século XX e o ar geral do filme é sombrio, o que, muitas vezes, causa mais o medo, a ansiedade, do que o que chegamos a ver. E isso, na minha opinião, é o mais bacana em filmes assim! 

Super-recomendo!

Curiosidades:

- Os brinquedos que aparecem em cena são originais da época;

- Misha Handley, o garotinho que interpreta o filho do personagem de Daniel Radcliffe é, na verdade, afilhado do ator, que sugeriu o garotinho para o papel pra facilitar a interpretação da ligação entre pai e filho;

- Adrian Rawlins, que interpreta na série Harry Potter o pai do bruxinho, interpretou na primeira versão do filme, em 1989, Arthur Kipps.


03 setembro 2012

Vi: O pianista



Levei um susto ao ver que há quase 1 ano não posto sobre filmes vistos e decidi resolver isso postando essa semana sobre os bons filmes que vi recentemente, nas últimas semanas.

Vou começar com O pianista, belíssimo drama de guerra que vi no começo de agosto.

O filme é de 2002, uma co-produção da França, do Reino Unido, da Alemanha e da Polônia. Mesmo sendo um filme super-festejado, eu ainda, vergonhosamente, não o tinha visto.

Com quase 3h de duração, O pianista conta a história real de Wladyslaw Szpilman, pianista judeu polonês que consegue sobreviver entre o gueto de Varsóvia e esconderijos pela cidade, até que ela seja libertada em 1945, no começo, ainda com sua família, sempre com a ajuda de amigos fiéis. 

Não acredito que exista uma forma suave ou indolor de se falar de guerra. Se a gente for ver, até A vida é bela, que é engraçadinho, é muito triste! Mas, mesmo machucando, a história de Wlad é lindamente contada por Roman Polanski, ele próprio um sobrevivente da II Guerra Mundial.

Adrien Brody, o protagonista, está incrível e mereceu o Oscar no ano em que concorreu e a fotografia, mostrando Varsóvia cada vez mais destruída, é dolorosamente linda

Mesmo longo, não achei o filme longo. O tema é espinhoso e gostei da forma como o filme mostra que nem todos os mocinhos são tão mocinhos e muito menos todos os bandidos, bandidos. 

O sentimento final é o mesmo de sempre que leio sobre a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto: como fomos capazes daquilo e quantos holocaustos ainda acontecem ao nosso redor sem fazermos nada?