24 agosto 2012

Azeitona vai à padaria



Essa é a minha cachorrinha Azeitona, velhinha, que tem uma história de vida bem rica - era de um morador de rua que foi assassinado e, deixada prenhe na rua, acabei levando ela pra casa da minha mãe.

Toda vez que alguém chama ela pra ir na padaria, ela fica desse jeitinho que vocês podem ver aí.

Quis dividir com vocês porque eu acho uma fofura e me divirto SEMPRE!

13 agosto 2012

Esta, passadas e a próxima Olimpíada


Fim das Olimpíadas de Londres. 15 minutos antes de começar a transmissão eu já tava sintonizada na ESPN Brasil, ansiosa, esperando!

Posso não conseguir acompanhar os esportes, nem mesmo as parcas medalhas brasileiras, mas eu adoro o clima dos jogos, a abertura e o encerramento! Eu lembro do Misha, ursinho mascote em Moscou, chorando em 1980 (!), mas foi a partir de Seul, em 1988, que eu comecei a acompanhar tudo que podia dos jogos olímpicos. E como a diferença de fuso horário era grande, acordei muitas madrugadas cedinho pra ver jogo de vôlei, ginástica artística, futebol, basquete e natação. Depois vieram Barcelona, Atlanta, Sydney, Atenas e Pequim. Com o tempo mais corrido, mais ocupado, perdi muitos jogos, vendo aqueles que eram meus preferidos apenas - ginástica artística, natação e vôlei - mas não perdi nenhuma abertura ou encerramento. Na abertura de Atenas eu até troquei horário de trabalho pra poder ver!

Eu achei as Olimpíadas de Londres uma das mais lindas, mais bem organizadas! Mas o que a gente poderia esperar dos britânicos organizando algo, né? No mínimo, preocupação com a pontualidade! Só que eles foram muito além disso e tudo pareceu funcionar perfeitinho.

E por isso vem o medo com as Olimpíadas no Rio em 2016. Não sou das que fica só pichando o país, nem me acusem disso! Mas também não sou ufanista, acho tudo lindo, perfeito, maravilhoso e mágico no Brasil. A gente tem que comer muita farinha pra organizar o evento, mas como a Copa do Mundo vem antes, acho que até o Rio as coisas estarão mais ajeitadas.

No entanto, mais do que pensarmos em organizar Jogos perfeitos, pelamordeDeus, o Brasil tem que tomar vergonha na cara, parar de esparramar por aí que é a 5ª economia do mundo se não consegue formar atletas. E se tantos atletas têm que ralar tanto, com praticamente apoio nenhum, pra conseguirem algo. Eu vi uma entrevista maravilhosa com o Diogo Silva, lutador de taekwondo, falando que surpresa, do jeito que o nosso país trata a educação e seus atletas, será o Brasil não ficar novamente pra baixo da 20ª colocação no quadro de medalhas! O COB - Comitê Olímpico Brasileiro - quer o país entre os 10 mais premiados no Rio mas pra isso muita, mas muita coisa tem que ser feita e mudada! Se nem quadra pra esporte algum a maioria das escolas públicas têm, o que a gente tá preparando?!

Bom, deu pra perceber é em boa parte um desabafo mas eu chorei tanto, com pena de tantos atletas, que queria colocar pra fora parte do que penso sobre o assunto! Eu torço sempre pelo Brasil! Sempre mesmo! Mas não consigo ser cega aos defeitos e diante de tanto a ser melhorado! 

Atualmente são tantas vozes gritando a mesma coisa... Quem sabe finalmente as coisas comecem a mudar?

06 agosto 2012

Aristogatos - Martha Medeiros



Nunca imaginei ter um bicho de estimação por uma questão de ordem prática: moro em apartamento, sempre morei. E se morasse em casa, escolheria um cachorro. Logo, nunca considerei a hipótese de ter um gato, fosse no térreo ou no décimo andar. Quando me falavam em gato, eu recorria a todos os clichês pra encerrar o assunto: gato é um animal frio, não interage, a troco de quê ter um enfeite de quatro patas circulando pela casa?
Hoje, dona apaixonada de um gato de cinco meses (e morando no décimo andar), já consigo responder essa pergunta pegando emprestada uma frase de um tal Wesley Bates: “Não há necessidade de esculturas numa casa onde vive um gato”. Boa, Wesley, seja você quem for. Gato é a manifestação bíblica da elegância, é uma obra de arte em movimento. E se levarmos em consideração que a elegância anda perdendo de 10 x 0 para a vulgaridade, está aí um bom motivo para ter um bichano aninhado entre as almofadas.
Só que encasquetei de buscar argumentos ainda mais conclusivos. Por que, afinal, eu me encantei de tal modo pelo bichano? Comecei a ler outras frases irônicas e aparentemente pouco elogiosas. Mark Twain disse que gatos são inteligentes: aprendem qualquer crime com facilidade. Francis Galton disse que o gato é anti-social. Rob Kopack disse que se eles pudessem falar, mentiriam para nós. Saki disse que o gato é doméstico só até onde convém aos seus interesses. Estava explicado por que gamei: qual a mulher que não tem uma quedinha por cafajestes?
Ser dona de um cachorro deve ser sensacional. Lealdade, companheirismo, reciprocidade, eu sei, eu sei, vi o filme do Marley. Cão é boa gente. Só que o meu cachorro preferido no cinema nunca foi da estirpe de um Marley. Era o Vagabundo, sabe aquele do desenho animado? O que reparte com a Dama um fio de macarrão, ambos mastigam, um de cada lado, e mastigam, mastigam até que (suspiro… a emoção impede que eu continue). Eu trocaria todos os príncipes loiros e bem comportados da Branca de Neve e da Cinderela pelo livre e irreverente Vagabundo, que foi o personagem fetiche da minha infância. E lembrando dele agora, consigo entender a razão: aquele malandro tinha alma de gato.
Imagino que, com essa crônica, eu esteja revelando o lado menos nobre do meu ser. Pareço tão sensata, tão bem resolvida, tão madura – quá! – tenho outra por dentro. Que vergonha. Levei mais de 40 anos para me dar conta de que não faço questão de uma criatura que me siga, que me agrade, que me idolatre, que me atenda imediatamente ao ser chamado, que me convide pra passear com ele todo dia. Sendo charmoso, na dele e possuindo ao menos alguma condescendência comigo, já tem jogo.
Cristo, um simples gato me fez descobrir que sou mulher de bandido.
(Encontrado na Sala da La)