25 março 2013

Medindo sentimentos

A idéia pra este post veio ao ouvir, pela milionésima vez, minha mãe dizer que não tem filho preferido. "Não é mentira quando alguém diz isso", repetiu ela ela enésima vez, emendando que ela ama diferente os filhos, mas não em intensidades diferentes.

E, mesmo que a provoque com isso de vez em quando, eu acredito. Porque na vida, com tudo, é mais ou menos assim. Tem como a gente mensurar nossos sentimentos em maiores ou menores, por fulano ou beltrano?

Uma vez li uma matéria em uma revista feminina falando dos diferentes tipos de amiga; dizia ali que temos a amiga pra nos ouvir, a amiga pra ir festar, a amiga pra dar conselhos, a amiga pro abraço... Fui comparando os exemplos da revista com minhas amigas:a festeira, ótima companhia pra tudo, mas que, mesmo me ouvindo sempre que eu quisesse, era incapaz de me dar um conselho. A distante fisicamente mas com quem eu podia contar sempre. A próxima que me dava broncas mas era direta e excelente em me entender... 

Percebi que era assim mesmo e que eu não conseguiria dizer de qual amiga eu gosto mais. O que eu sei, hoje, é que amo muito todas, de formas diferentes, por motivos diferentes, mas que, dizer quem eu amo mais ou menos é impossível.

E aprendi que com outros amores também é assim: não amo um irmão mais do que o outro, um sobrinho mais do que o outro, não amo meu pai mais do que a minha mãe, não amei um namorado mais do que o outro. Eu amo a todos, por cada coisinha particular que os tornam especiais, não mais especiais do que o outro, mas, simplesmente, especiais e merecedores de um cantinho no meu coração.

Amor nós não mensuramos: apenas sentimos e tentamos demonstrar. 

E não deveríamos aceitar chantagenzinhas emocionais que nos forçam à escolhas! Nem dizer "eu te amo mais do que amo fulano" só pra agradar alguém porque, além de não podermos medir o amor, ele não pode ser imposto.

Já vivemos com tantas imposições no nosso dia-a-dia, seria justo - ou simplesmente correto - também amarmos por imposição?


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Imagem: Julio Gomes

24 março 2013

Séries: Reunion


Você se sentiria empolgado pra ver uma série previamente sabendo que ela foi cancelada e não teve um final?

Então, eu faço dessas. Ou melhor, fiz pela primeira vez, e com Reunion. E, no geral, valeu a pena.

A série foi transmitida originalmente nos EUA entre 2005 e 2006. Foram filmados 13 episódios mas só 9 passaram por lá, sendo que os outros 4 foram transmitidos nos países que, posteriormente, compraram a série.

A história começa em 1986, com a formatura do ensino médio de seis amigos inseparáveis. Ao mesmo tempo, é mostrado que, em 2005, um dos amigos foi assassinado - quem? Só saberemos no capítulo 5, de forma surpreendente - e os outros cinco amigos são suspeitos.

Cada episódio tem como título um ano - foram de 1986 a 1998 - e vamos vendo como anda a amizade dos seis, algumas vezes se tornando mais forte, em outras parecendo regredir.

Eu achei muito bacana não ser revelado de cara quem morreu. Vamos vendo, em cada episódio, um dos amigos vivos aparecer nos tempos atuais e sempre, claro, com panca de suspeito mas naquele clima que a gente sabe que é pra parecer sem ser o suspeito. Legal também ver como eles fazem algumas brincadeiras com coisas recém-lançadas nas épocas cobertas pela série - moda, internet, celular, wi fi... E muito, mas muito boa mesmo, a trilha sonora! Aliás, como não curtir se, já no primeiro episódio rola personagem assistindo o clipe de Take on me na MTV??

De negativo - além do óbvio: a série não ter tido um final - tem a caracterização dos personagens nos dias atuais - 2005. Em 7 anos eles envelhecem demais: aos 37, 38 anos, todos os rapazes são mostrados grisalhos e, junto com as moças, parecem ter mais de 40 facinho!

Falando de não ter tido um final, tem maior sacanagem do que uma série ser cancelada sem final? Sei que até hoje isso acontece, mas é uma falta de respeito com quem assiste que não tem como entender! Maaaas, em tempos de "tudo a gente encontra no Google", eu consegui descobrir que Dave Annable, que interpreta Aaron na série, contou em uma entrevista como tudo terminava e quem era o assassino. Algumas coisas ainda ficaram pendentes, mas pelo menos o principal não ficou sem resposta.

Gostei bastante da série mas fiquei feliz de não tê-la visto na época. Eu teria odiado assistir algo e, de repente, ela ser cancelada!


19 março 2013

Relicário - para o Taciano



Sexta-feira passada foi aniversário de 34 anos do Taciano, meu primeiro irmão menino, o primeiro irmão que eu lembro de ver chegando em casa - lembro até dos chinelinhos que minha mãe comprou pra ir pra maternidade!

Há anos ele mora fora de Foz mas nossa relação sempre foi próxima, mesmo que fisicamente distante. Admiro um monte de coisas nele e até hoje ele me ensina muito. Além disso, adoro os momentos de cantoria quando estamos juntos, aqui ou na casa dele, já que ele e a esposa são músicos talentosos - e se não forem de verdade, pra mim, que não toco nem tambor, são, ok?

Segue em comemoração atrasada do aniversário dele, uma das minhas músicas preferidas de cantar com eles. Uma das minhas músicas preferidas de tudo - e que, até acho, andou em outros momentos por aqui antes...

"Por que está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Por que está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for."