26 janeiro 2011

Conhecendo Foz (4): Parque das Aves

(não parecem de mentirinha?)

(os tucanos exibidos são estrelas por lá)

(ah, o amor...)

(os espelhos fazem os flamingos pensarem que o bando é maior e assim se sentirem seguros para colocarem seus ovos. Descoberta dos biólogos do Parque das Aves)
(jibóia bebê)


Hoje vou falar de um dos meus lugares preferidos em Foz!

Criado por um casal europeu - ele inglês, ela alemã - o parque abriga dezenas de espécies de aves do mundo inteiro e em especial do Brasil e da América do Sul. Existe também um borboletário e, há algum tempo, eles criaram outras áreas onde encontramos jacarés, cobras, jabutis e saguis.

Nós percorremos à pé trilhas por dentro da área preservada e vizinha ao Parque Nacional. O total é de um pouco mais de 1 km mas por todo o caminho encontramos bebedouros, sanitários e bancos. Como é mata nativa, e ao lado do Parque, é comum encontrarmos outros animais voando e andando por lá.

O Parque das Aves trabalha com tentativa de reprodução em cativeiro de espécies ameaçadas e tem obtido bons resultados, como com os flamingos e com as harpias. Muita gente vem de fora - e do Brasil também - pra estudar o trabalho deles por aqui.

Boa parte das aves estão em viveiros menores, mas existem outros viveiros gigantes que reproduzem um determinado bioma, como o do Pantanal, onde entramos e encontramos aves incrivelmente mansas e que não estranham a presença humana - algumas vezes, é bem o contrário que acontece: os tucanos costumam ficar empoleirados no corrimão das passarelas dentro desses viveiros maiores e vão seguindo as pessoas, de pertinho. Costumo arriscar passar a mão e nunca fui bicada, mas claro que não recomendo pra ninguém mais fazer isso - tá, meus sobrinhos eu deixei arriscarem... 8-)

No borboletário vemos as diversas fases da vida das borboletas, desde as lagartas, vemos também aranhas e, por toda parte, além das borboletas multicoloridas, beija-flores de diferentes espécies. Da última vez que fui, me aproximei pra tirar foto de um e ele não voou. Fiquei mais ou menos a 1 metro dele e ele não se moveu; daí resolvi arriscar tocá-lo... e ele só voou depois que o toquei, mas pra um galho logo ao lado, nada assustado, provavelmente apenas precavido.

No final do passeio quem quiser pode tirar foto com filhotes de jibóias e araras adultas. Os animais são sempre "trocados" para que não sofram stress e tudo é feito com um tratador acompanhando. Tem também por ali uma lanchonete, sanitários e uma lojinha de suvenires.

O ingresso custa R$ 25 para estrangeiros, R$ 18 para brasileiros e R$ 5 para moradores - e ainda tem gente que não conhece!! Ainda há a possibilidade de meia-entrada para estudantes e idosos. Ah, crianças menores de 8 anos não pagam.

Para quem quiser conhecer mais do Parque das Aves, eis o link deles: http://www.parquedasaves.com.br/


24 janeiro 2011

Momento Espírita: Escolha


A história do norteamericano Jerry foi trazida a público por seu colega de trabalho, Paul Picchnoff Junior.

Conta ele que seu amigo sempre tinha algo positivo para dizer. Quando alguém perguntava: Como vai você?, ele prontamente respondia: Vou muito bem!

Jerry era gerente de uma cadeia de restaurantes. Todos os garçons seguiam seu exemplo porque ele era verdadeiramente motivador.

Seu lema era: Toda manhã, ao acordar, penso em que tenho duas escolhas. Viver muito bem o dia ou viver mal. Sempre que acontece algo desagradável, posso escolher ser vítima da situação ou aprender algo com isso. Sempre escolho aprender algo.

Certo dia, ele deixou a porta dos fundos aberta e foi rendido por três assaltantes armados. Tentando abrir o cofre, sob a mira de armas, ele ficou nervoso e errou a combinação. Os ladrões entraram em pânico, atiraram nele e fugiram.

Socorrido a tempo, depois de dezoito horas de cirurgia e algumas semanas de tratamento intensivo, Jerry foi liberado do hospital.

Um amigo foi visitá-lo e lhe perguntou o que é que passara por sua mente quando os ladrões invadiram o restaurante. A primeira coisa que veio à minha cabeça foi que eu deveria ter trancado a porta dos fundos. Depois, enquanto estava baleado no chão, lembro-me que tinha duas escolhas: eu podia escolher viver ou podia escolher morrer. Escolhi viver.

Os paramédicos foram excelentes e ficaram me dizendo que tudo ia dar certo. Mas, quando cheguei à sala de cirurgia, vi as expressões no rosto dos médicos e das enfermeiras. Em todos eu lia: “Ele é um homem morto.”

Fiquei com medo e sabia que tinha que fazer alguma coisa. Foi então que uma enfermeira perguntou se eu era alérgico. “Sim”, foi a resposta imediata. Os médicos e enfermeiras pararam imediatamente esperando pela complementação da resposta. Respirei fundo e falei: “Sou alérgico a balas.”

Enquanto todos riam, eu lhes disse: “Eu estou escolhendo viver. Operem-me como se eu estivesse vivo, e não morto.”

Meses depois, apresentando fragmentos de balas pelo corpo e muitas cicatrizes, ele continuava a ser a imagem do otimismo.

Ele sobreviveu, graças à habilidade dos médicos, mas também por sua atitude decidida.

* * *

A vida é a arte de bem escolher. A vida consiste em escolhas.

Quando tiramos todos os detalhes e enxugamos a situação, o que sobra são escolhas, decisões a serem tomadas.

Podemos escolher como reagir nas situações.

Podemos escolher estar felizes ou ficar tristes, calmos ou nervosos.

Podemos escolher como as pessoas irão ou não afetar o nosso dia, o nosso humor, a nossa disposição.

Em resumo, a escolha sempre é nossa. Podemos mergulhar em reclamações ou apontar o lado positivo da vida e viver melhor.

A melhor escolha é a de viver em plenitude, viver por completo, aproveitando as lições para crescer.



Redação do Momento Espírita, com base no texto Atitude é tudo, de autoria ignorada.
Em 13.01.2011.

Conhecendo Foz (3): Complexo Turístico de Itaipu

(vista parcial da Itaipu)

(Um dos vertedouros. Quando fomos eles estavam fechados. Menos de uma semana depois, abriram)

(Transporte pro Refúgio Biológico)

(Trilha no Refúgio)

(Olha a onça!)

A Itaipu Binacional, construída no rio Paraná, na fronteira do Brasil com o Paraguai, é a maior usina hidrelétrica do mundo. Não vou fazer vocês dormirem passando dados técnicos sobre quantidade de energia gerada e blá, blá, blá porque, pra começar, eu não entendo nada de megawatts e sei lá mais o quê! A gente tá aqui pra falar de t-u-r-i-s-m-o!

No entanto, além dos atrativos turísticos da hidrelétrica, vale a pena falar um pouquinho da importância da Itaipu pra Foz.  Foz não seria hoje o que é se não fosse pela barragem. Até meados dos anos 70, começo dos anos 80, o centro da cidade sequer era asfaltado. A parte norte da cidade, onde fica a Itaipu e os antigos acampamentos pros moradores, que mais tarde viraram bairros da cidade - e onde morei boa parte da minha vida aqui - continuaria com umas chácaras pequenininhas provavelmente. A população seria muito menor do que os quase 300 mil. Não haveria necessidade das 6 universidades que existem aqui - uma estadual e as outras particulares. Aliás, os cursos mais conceituados da estadual sequer poderiam existir, já que são - os de engenharia e ligados a informática - praticamente geridos pela Itaipu, dentro da Itaipu, em seu pólo tecnológico - PTI. Também não haveria o maior hospital da cidade, a área mais bacana pública de recreação... E por aí vai. Além do pessoal que trouxe pra trabalhar em si, a Itaipu, até hoje, é parte muito importante da vida cultural e social de Foz. Dificilmente não está entre os patrocinadores ou organizadores de eventos. Se não fosse pela Itaipu, eu nem teria vindo morar em Foz - e aí, todo o resto que foi consequência disso na minha vida, como hoje me sentir paranaense de coração e ter cuidado pra não falar paranaensE, por exemplo.

Mas vamos ao que interessa. Deixo claro que este post não está sendo patrocinado pela Itaipu, ok?

Então, desde que eu me lembro - e moro aqui em Foz há 20 anos - tem visita na Itaipu. Até poucos anos atrás, uns 5 mais ou menos, elas eram gratuitas. A gente só tinha que estar lá no horário da visita - eram 6 por dia - e, depois de assistir um filminho de 30 minutos contando a história da barragem, saíamos no ônibus deles pra conhecer a dita-cuja.

Há alguns anos eles começaram a melhorar a estrutura para turistas e começaram a cobrar. Eu acho que podia ser mais barato - tá R$ 20 a Visita Panorâmica, a mais básica delas - mas acho que é um passeio muito legal.

Bom, na Panorâmica damos uma olhada por cima da barragem. Paramos duas vezes, o passeio é feito sempre com guia em ônibus de dois andares. A gente para perto dos vertedouros - aquelas coisas gigantes por onde, de vez em quando, sai a água excedente do lago - por cima da barragem, vai até o lado paraguaio... Gosto muito do passeio!

Tem ainda a Visita Especial pros mais curiosos que querem saber como é uma hidrelétrica por dentro. O legal é que, como a Itaipu é gigante, tudo lá é enorme. Custa R$ 51 - ou seja, tem que querer muito saber como é uma hidrelétrica por dentro! rsrs

Há também a Visita Técnica que, como o nome diz, é técnica - não diga!! - e só oferecida para estudantes e profissionais de engenharia ou outras áreas relacionadas à barragens. O interesse nessa é realmente apresentar a Itaipu, tanto que ela é gratuita.

Além de visitar a barragem durante o dia, eles oferecem a Iluminação Monumental às sextas e sábados. É bonita, mas a pessoa tem que estar preparada pro quão curto é o tal show de luzes que ilumina a barragem com um fundo musical a la Jean-Michel Jarre - lembram dele? A coisa não dura nem 10 minutos e custa R$ 12. Muita gente sai frustrada de lá e diz que, quando pensou que ia começar, terminou.

Dentro ainda da área da Itaipu, recentemente foi construído o Pólo Astronômico. O ingresso custa R$ 15 e a visita consiste em visitar o planetário onde vemos um céu virtual em condições de ser bem observado. Tem ainda o observatório - com telescópio e tudo e, ainda, uma plataforma pra observações a olho nu.

Bom, existe ainda o Ecomuseu, o museu ecológico, que ficou fechado o ano passado inteiro pra reformas e não sei ao certo como está. No Ecomuseu eles preservam a história da região e da usina, com bonecos em tamanho natural, por exemplo, dos índios da região nas suas atividades mais corriqueiras, há centenas de anos. Ainda tem um réplica de uma unidade geradora de energia - o lugar onde passa a água e daí surge a energia e totens e maquetes bacanas. Como as demais visitas, esta também é guiada por monitores. O ingresso é R$ 8.

E, por fim, o Refúgio Biológico Bela Vista. Há duas semanas foi lá e na Visita Panorâmica que levei meus sobrinhos. Por mais que a Itaipu faça pela região, se fosse uma pessoa, a gente diria que o faz por complexo de culpa ou para corrigir os erros do passado. Bom, como barragem a segunda parte ainda cabe: muita vida natural foi perdida com a construção da barragem e, principalmente, com a construção do lago que serve de reservatório pra ela. Uma região gigante foi alagada. Nisso sumiram as Sete Quedas em Guaíra e muitos animais e plantas. Eles resgataram boa parte dos animais, mas muitos, muitos mesmo, morreram afogados.

No Refúgio, que é uma área de mata ciliar - aquela que fica na beira dos rios e lagos - eles preservam plantas e animais, nem sempre da região mas todos em alguma situação de risco. Tem o urubu-rei que veio da Bahia (!) onde era maltratado com linha de anzol por um pescador e por isso tem uma das patinhas aleijadas, a onça que comia a criação do pessoal na beira do lago de Itaipu e que foi ameaçada de morte, caso a Itaipu não a prendesse - a Juma, para quem foi construído um espaço no Refúgio e que, agora, abriga também a outra onça que aparece na foto aí de cima -, o quati com mais de 6kg do Parque Nacional e que foi levado pra lá pra emagrecer antes que tivesse um ataque cardíaco - agora já está bem próximo dos 3kg, o aceitável para seu tamanho. Eles ainda conseguem reprodução em cativeiro de animais raros ou ameaçados de extinção, como a harpia, e trabalham junto aos pescadores do lago com tanques-rede para que eles tenham peixe o ano inteiro.

O passeio em si é feito por uma trilha de mais ou menos 2 km, com espaços para descanso, bebedouros e banheiros em alguns pontos, um mirante na margem do lago e a parte dos viveiros, que são espalhados pela área. Não deixa de parecer um zoológico - não curto zoológicos - mas, infelizmente, não existe uma outra saída pra imensa maioria dos bichinhos que estão ali. A visita no Refúgio custa R$ 18.

Para começar a concluir o post gigante - e a culpa não é minha, é que tem muito a ser falado do Complexo Turístico e da Itaipu em si - vale a pena dizer que moradores, professores, estudantes e doadores de sangue - achei o máximo! - pagam meia em todos os atrativos e ainda existe a opção de combos: Panorâmica + Refúgio não fica R$ 38, fica R$ 30; Panorâmica + Ecomuseu, não custa R$ 28, custa R$ 23; Panorâmica + Iluminação, R$ 26 e não R$ 32.

O site deles é o http://www.itaipu.gov.br/turismo-capa e ainda têm o 0800-645-4645 pra contato e reservas - sim, sempre é necessário reservar seus passeios por lá por conta do limite de pessoas permitidas em cada entrada dentro da barragem.

Espero que tenham curtido, mesmo com um post tããããããoooo longo.

23 janeiro 2011

Sobre os posts "Conhecendo Foz"

Nos últimos dias infelizmente não tive tempo pra escrever os últimos dois posts sobre Foz - correria no trabalho, correria em casa, correria na rua...

Amanhã eu volto com um deles e espero na terça-feira postar sobre o Parque das Aves - amanhã falarei do Complexo Turístico de Itaipu.

Como aperitivo, fica uma foto tirada no Parque das Aves, dentro de um dos enormes viveiros, onde passamos pertinho de tucanos exibidos e incrivelmente mansos - preciso contar pra vocês no dia deste post como toquei em um beija-flor!!

19 janeiro 2011

Conhecendo Foz (2): Parque Nacional de Iguazú (Argentina)

(vista parcial da Garganta do Diabo)

(os quatis estão por quase todo lado)

(decida pra margem do rio no Circuito Inferior)

(prainha na Ilha San Martín)

(láááá no fundão da foto estão as Cataratas, mas o céu tava claro demais pra elas aparecerem)

Do lado brasileiro o Parque Nacional do Iguaçu. Do lado argentino, o Parque Nacional de Iguazú. O mesmo nome porque é o mesmo rio que forma as Cataratas - meio óbvio isso, dããã!

Muita gente me pergunta qual o lado mais bonito. Sinceramente, é complicado dizer, mas o argentino tem a vantagem de ter quase 8km de trilhas - lembram que ontem eu contei que o brasileiro tem 1200m apenas? - e a gente caminha muito pertinho de várias quedas menores.

O salto mais conhecido é a Garganta do Diabo. A primeira vez que visitei o parque foi em uma noite de lua cheia - existe essa opção de passeio! - e chorei emocionada. Na terceira vez, com uma equipe de tevê italiana, ouvi do produtor do programa: "Nessas horas que a gente tem certeza que Deus existe...", e é isso mesmo: o mirante na beira da Garganta é uma das coisas mais impressionantes que já vi na minha vida! Lindo, impactante, único!

Bom, os 8 km de trilhas estão divididos em 3 Circuitos - Inferior, Superior e Garganta do Diabo - e na Ilha San Martin.

O Inferior é o que oferece mais dificuldade com boa parte dele com escadas; o bacana é que fizeram-no com duas entradas e uma delas, em boa parte, é sem obstáculos, o que possibilita pra um cadeirante, ou pessoas com problemas de locomoção, passear por ele. É por ele que se chega também à Ilha San Martín mas, importante: só vá à ilha se estiver em ótima forma e se sentindo bem; o caminho é bem cansativo - a terceira foto aqui do post mostra um pedaço dele - e neste dia que fui passei mal e cheguei a desmaiar na volta - calor, dor de cabeça, péssimo condicionamento físico, muuuita gente... tudo colaborou.

Na Ilha San Martín a coisa é punk praticamente com um circuito só em escadas. Mas tem um grande atrativo: uma prainha cercada onde os visitantes podem tomar banho - na foto que mostra a prainha, estão a Angelice, minha amiga, e o Leandro, meu irmão. Principalmente no calorão infernal do verão daqui, qualquer "molhar pé" é super-benvindo! Cruzar de barco o braço do rio até a ilha está incluído no ingresso.

O Circuito Superior é tranquilo de ser feito e tem vistas mais gerais que o Inferior. É também menor que o outro.

Pro Circuito Garganta do Diabo a gente vai de trem. São uns 4 km no trenzinho pela mata - muito gostoso! - até o começo da passarela que leva à Garganta. Gosto muito desse pedaço que é feito na parte superior do rio, antes das quedas. A gente vai andando e observando uma parte bem tranquila do Iguaçu, com tartarugas tomando sol, de vez em quando um jacaré lá embaixo quietinho, muitos peixes... E aí, uns 1000m adiante, você chega à Garganta do Diabo.

Vamos aos preços que vou passar no original em pesos argentinos. O câmbio semana passada era de R$ 0,45 = P$ 1. A entrada normal, para turistas em geral custa P$ 100 - ou R$ 45 com este câmbio - e pro Mercosul, o que nos inclui,  P$ 70, ou R$ 31,5. Eles têm ainda vários preços diferenciados pra argentinos, sendo que quem é da cidade onde ficam as Cataratas não paga NADA!

Ah, eles só aceitam Pesos na entrada e o melhor é trocar ainda no Brasil. Levem Pesos pra gastar dentro do parque tlambém porque eles fazem um câmbio ridículo com outras moedas. Se puderem, levem lanche e bebidas: uma coca-cola de 500 nos custou P$ 10!!! Sei que é complicado, mas não vou pra lá sem levar pelo menos água: nesta última vez, como éramos em 5 - sendo 2 crianças - e fazia muito calor, levamos 5 garrafinhas d'água, sanduíches e chocolate de sobremesa em uma bolsinha térmica.

Nossa, post looongo, mas é que queria falar - quase - tudo pra vocês.

Pra quem quiser saber mais: http://www.iguazuargentina.com/ Lá dá pra ter, inclusive, o calendário anual de visitas de Lua Cheia.

Espero que tenham curtido a dica de hoje.

Amanhã falo do Complexo Turístico da Itaipu. Até lá.

Atualizando: O Alex comentou do passeio de barco que pode ser feito nas Cataratas e eu nem falei nisso - obrigada pela lembrança. Então, há várias opções de passeios de barco e a mais conhecida é o Gran Aventura, similar argentino ao Macuco Safari só que mais simples um pouco - no lado brasileiro tem guia, carro elétrico... Os preços já foram bem diferentes mas hoje o Macuco custa R$ 140 e o Gran Aventura P$ 200, o que dá meio que "elas por elas". Os dois fazem praticamente o mesmo circuito pelo rio, com direito a banho de cachoeira entrando debaixo de algumas quedas menores. Uma delícia!!

18 janeiro 2011

Conhecendo Foz (1): Parque Nacional do Iguaçu (Brasil)

(Começo das trilhas, foto de jan/09. Meu irmão e meus sobrinhos)

(Vista de um dos mirantes. Foto deste ano)


(Homenagem a Santos Dumont. Foto de 2009)


Nas primeiras semanas deste mês andei fazendo muito turismo aqui em Foz, passeando com meus sobrinhos. Durante os passeios eu fiquei pensando em como as pessoas, no geral, sabem pouco da cidade, do que tem por aqui e pensei que, tendo um blog, seria bacana eu apresentar minha cidade e o que tem de mais bonito nela pras pessoas e, principalmente, mostrar que Foz não é só fronteira com o Paraguai!

Serão então 4 ou 5 posts esta semana, ilustradas com fotos dos passeios e um pequeno descritivo do local. Espero que curtam as dicas.

Vou começar com as Cataratas, claro :))

Então, as Cataratas do Iguaçu ficam dentro do Parque Nacional do Iguaçu. O parque foi criado em 1939 e, acreditem, eram terras particulares até então. Contam que foi graças a Santos Dumont que, após uma visita às cataratas, pediu ao governador paranaense da época que criasse um parque. Em 1986 ele foi tombado pela UNESCO como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade.

É difícil contabilizar quantos saltos existem exatamente porque isso depende muito da vazão de água. Se está chovendo muito, os saltos menores se juntam formando um, se a chuva é pouca, vemos várias quedas pequenininhas. No geral, fala-se sempre em 174 quedas d'água.

A área, claro, é de preservação e por isso o que é aberto pra visitação é bem pequeno. Além das trilhas que podem ser feitas, mediante reserva e pagando à parte da entrada, o que temos lá para caminhar são 1200 m. Pouco? Sim, mas impressionante, já que as trilhas margeiam o tempo todo o rio Iguaçu.

O parque tem recebido, em média nos últimos anos mais de 1 milhão de visitantes e cobra entrada. Vou deixar aqui os preços, mas mês que vem eles já mudam: o ingresso integral custa R$ 37 - e é pago para estrangeiros em geral. estrangeiros do Mercosul - Paraguai, Argentina e Uruguai - pagam R$ 28 e brasileiros pagam R$ 22. Aí tem mais desconto pros moradores que pagam R$ 7 - e mesmo assim a gente ainda encontra gente por aqui que nunca foi nas Cataratas...

Eu nem sei mais quantas vezes já fui lá e o bacana é que nunca é igual e sempre, sempre é emocionante! Não tem como passar por aqui e não conhecer. Aliás, até tem como, mas é crime, gente!

Para quem quiser mais informações, o site da concessionária que administra o parque é: http://www.cataratasdoiguacu.com.br/

Atualizando: Esqueci de falar dos passeios não-inclusos no ingresso do parque e que vão desde trilhas pela mata, passando por passeio de barco - aquele que seeeempre aparece na tevê, o Macuco Safari - até um campo de desafios, onde pode ser feito arvorismo, rapel, rafting e escala em rocha. Os preços vão de R$ 50 a R$ 200. Obrigada pela lembrança, Alex.

16 janeiro 2011

Mais bonita (11): Sabonete Dermotivin


Em matéria de beleza, como em praticamente tudo na minha vida, sou uma pessoa cética. Não acredito em emagrecer sem sacrifício, em cremes que com uma semana de uso deixam nossa pele incrível, em gente que só toma água pra ficar linda ou no batom Boka Loka que faça tudo quanto é homem querer beijar a gente - mas confesso que, aos 10 anos, na primeira versão de TiTiTi, eu acreditava :$

Quando li a Lenyssa, no Beleza de Creuzas,  dizer que duvidava de alguém com a pele mais oleosa do que a dela no mundo - exageraaaada, rsrs! - e, entre outras dicas pro verão, indicar o Dermotivin, acabei resolvendo testar o poder de dar uma secada na oleosidade da pele deste sabonete, até porque já tinha visto em outros blogs as gurias elogiando.

Não é bonito falar que tem pele oleosa. Tudo bem que também não é pecado, já que, sei lá, 60% da população brasileira deve ter este tipo de pele. Mas é muito chato cuidar, deixá-la com cara de limpa e tentar não parecer que se está derretendo - até porque eu transpiro tanto no rosto que não preciso, além do suor, de óleo que melecando!

Mas, falando do Dermotivin, que é o assunto do post... Ele é bom mesmo. A sensação quando termino de lavar o rosto é da pele bem seca, no limite do confortável. Esta sensação dura um bom tempo, mesmo se não uso Blot ou Studio Fix em seguida. E mesmo usando o protetor solar. Para vocês terem uma idéia, domingo passado fui passear com meus sobrinhos, meu irmão mais novo e uma amiga nas Cataratas do lado argentino. Fazia muito, muito calor, a gente suava em bicas - tava tão quente que passei mal por lá, pra terem um idéia. Mas quando fui lavar o rosto, já perto das 13h - e chegamos lá às 10, mais ou menos - meu rosto estava muito suado, mas não oleoso. E isso com o uso do protetor solar e do sabonete.

Quanto ao preço, já sabia que ele não era barato mas, aos 35 anos, não tem como ficar nas coisas baratinhas que não resolvem meus problemas. Então eu acho que vale a pena pagar mais caro por produtos com os quais minha pele, meu cabelo e eu nos acertemos. Paguei pouco mais de R$ 20 mas como estou usando há 10 dias e ainda consigo ler o nome do sabonete em relevo, acho que durará uns 3 meses e que foi um bom investimento, até porque o uso, no mínimo, 2 vezes ao dia.

Ah, uma dica bacana que o moço da farmácia onde costumo comprar me deu é que sabonetes em barra acabam durando mais, o que eu percebo ser verdade mesmo.

Eu acho que quem tem pele oleosa deveria experimentar, é carinho, mas dura bem e pra mim, que ainda não tinha encontrado um sabonete que me conquistasse - é, eu sou chata e exigente -, me dei bem com ele.

P.S. E, mudando de saco pra mala, queria agradecer às gurias que recentemente começaram a seguir o blog. Espero que estejam gostando :)

10 janeiro 2011

Segunda sem carne


Bom, depois das férias de blog - porque eu ando passeando com sobrinhos, trabalhando, estudando pra concurso e tentando preparar palestra pro Centro - resolvi dar uma aparecida propositalmente hoje, segunda-feira, pra falar da campanha Segunda Sem Carne.

Eu sou extremamente carnívora! Adoooro carne! Acho churrasco tudo de bom, costumava ficar emburrada quando tinha que comer ovo frito - aliás, não gosto de ovo frito com comida ainda - mas também sempre me senti incomodada, angustiada, ao pensar no sofrimento dos animais na hora do abate - tenho horror de cruzar em estradas com aqueles caminhões carregando bois, vacas, galinhas e porquinhos pra abate!

Aí, há alguns meses, no grupo de estudo no Centro, lemos em um livro do André Luiz - se não me engano Libertação - ele comentando o nosso hábito humano de comer outros animais, do mal que isso acaba fazendo, do sofrimento que impingimos a estas criaturas que o Espiritismo acredita e trata como irmãos menores nossos.

Bom, aquilo foi a gota d'água pra mim. Me fez sentir mais culpada ainda em minha situação paradoxal: comassim tenho dó mas continuo comendo? Resolvi então fazer alguma coisa, começar a fazer alguma coisa e aderi à campanha Segunda Sem Carne. O nome diz tudo: na segunda-feira, não entra carne no meu cardápio. O pequeno problema é que eu comecei a perceber como é difícil algo que não tenha carne de alguma espécie, mesmo em restaurantes - que, aliás, eu evito nesses dias pra não cair em tentação.

Tá, e aí alguém pode comentar: "grande coisa ficar um dia sem comer carne...". E eu digo que, pra mim, é sim. Primeiro que eu vi que sobrevivo sem carne - e posso tentar outros dias, mais adiante, sem carne também - e segundo que é a minha parte, que nem a história da pombinha no incêndio da floresta. É pequeno, mas me faz bem, como, por exemplo, me faz bem doar sangue e ser doadora de medula óssea - minúsculas coisinhas que faço por outras criaturas.

Não vou botar terror e "intimar" ninguém a aderir a campanha mas, quem sabe, se você se sente como eu, ficar um dia sem carne não é um começo pra mudança de hábitos? Principalmente quando a gente descobre que nem é tão difícil assim.