29 janeiro 2009

Manual da mulher resolvida

Recebi por email de uma amiga e achei engraçado. Alguns pontos são radicais, mas acredito concordar com a maioria.

Sugestão valiosíssima: não levem o post - e nem a si mesmos! - muito à sério ;)

Se ele se interessou, ele liga!
É isso mesmo! Quando o cara quer, não tem projeto importante, morte de tia ou trânsito maluco que o impeça de convidar você para sair.

Passou uma semana sem ouvir notícias dele?
Esquece, parte pra outra!
Ligar pra saber se está tudo bem, nem pensar! Homem perdido merece ser encontrado morto no apartamento e pelo zelador do prédio, porque os vizinhos não aguentam mais o fedor de carniça...

Vocês saíram e ele não ligou mais?
Foi porque você cedeu? Ou porque você não cedeu?
Na verdade, pouco importa. Se ele estava a fim de sexo e rolou, ótimo! Sexo é que nem pizza: bom até quando é ruim!
Mas se você não cedeu, ele provavelmente não procurou mais porque achou que ia dar muito trabalho...
Ou seja, pare de se atormentar porque transou ou não!!

Duas lições:
1ª) Dar uma de difícil depois de uma certa idade já era!!
2ª) Ridículo mesmo é fazer tipinho!!!
E, além do mais, você vai se arrepender de ter cedido e de não ter cedido...

Homens comprometidos: diga NÃO!
A relação dele está em crise? Péssimo!!
Só falta oficializar o fim? Ótimo!!
Se ele quiser continuar infeliz, dane-se! Senão, ele termina de uma vez e, depois, procura você; combinado?

Ouviu aquela clássica: "você é boa demais pra mim?"
Acredite, amiga, é mesmo!
Descarte o cidadão e pare de bancar a Madre Tereza de Calcutá!!

Não tente.
Não dá pra namorar um cara por quem você não tenha um mínimo de admiração.

Traição.
Não continue com um cara que chifrou você.
Você não vai aguentar a onda de ser traída de novo.
E olho vivo se ele já foi infiel com outras! A gente sempre acha que com a gente vai ser diferente... Esqueça! Nunca é!!

E, atenção: a fila anda!
Pior do que nunca achar o homem certo, é viver para sempre com o errado!

Nosso lema é:
O homem que não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência!

(autora desconhecida)

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Foto: A woman in love by 'gilad

Cartas portuguesas

"(...)

Não sei já o que sou, nem o que faço, nem o que quero. Espedaçam-me impulsos desencontrados. Alguém poderá imaginar um estado tão lastimoso? Amo-te doidamente e quero-te também que nem me atrevo a desejar que em ti se renovem arrebatamentos iguais aos meus. Morria ou acabaria por morrer de mágoas se estiver certa de que não podias ter descanso, que a tua vida era só desassossego e desvairo, que passavas o tempo a chorar e que tudo te causava desgosto. Se mal posso com as minhas penas, como agüentaria a dor de ver as tuas, que sinto mil vezes mais?

Apesar de tudo não tenho ânimo para desejar que não me tragas no pensamento. E, para falar com franqueza, tenho ciúmes pavorosos de quanto possa dar-te contentamento e diz respeito ao teu coração, e do que te cause agrado em França.

Não sei por que te escrevo. Vejo bem que só te mereço compaixão e não quero a tua compaixão. Desprezo-me a mim mesma quando considero em tudo o que te sacrifiquei. Perdi a reputação, provoquei as iras dos meus, os rigores das leis deste Reino para com as freiras e a tua ingratidão que me parece o pior de todos os males.

E sem embargo sinto que os meus remorsos não são verdadeiros, que do íntimo do coração desejava ter corrido, por amor de ti, perigos ainda maiores e que é para mim um funesto prazer haver arriscado por ti a vida e a honra. Não devia eu dar-te o que tivesse de mais valioso? E não é justa a minha satisfação por ter procedido como procedi? Afigura-se-me que ainda não estou bastante satisfeita com os meus desgostos nem com o meu demasiado amor, embora não possa, ai de mim, iludir-me bastante para estar contente contigo.

Vivo ainda, pérfida que sou, e faço tanto para conservar a vida como para a perder. Ai, morro de vergonha! Mas então este desespero só é verdadeiro nas minhas cartas? Se te amasse tanto como te tenho dito mil vezes, não era para estar morta há muito tempo? Enganei-te e afinal de contas és tu quem tem razão de queixa contra mim. Ai, por que não te lamentas, meu bem?

(...)”

Sóror Mariana Alcoforado - Trecho da terceira carta.

Li: A irmã do vizir

Durante o ano letivo, praticamente tudo que leio é relacionado à faculdade. Acabo ficando presa aos livros "técnicos" por falta de tempo.

Por conta do meu trabalho de evangelização infanto-juvenil, de palestras e de grupo mediúnico na Casa Espírita que frequento, muitos trechos - mas não livros inteiros - de livros espíritas acabam sendo lidos; A irmã do vizir foi o primeiro em muito tempo que li inteiro.

O livro traz várias histórias que narram experiências do grupo mediúnico de Hermínio Miranda e que tem como objetivo, servindo como exemplo, ajudar a organização de outros grupos mediúnicos. Pode ser um livro lido por "curiosos" que apenas querem saber como é uma comunicação mediúnica e o que o espírito conta, mas é muito mais útil para quem estuda e pratica a doutrina espírita.

É um livro pequeno, fácil de ler, mas nem sempre fácil de digerir porque emociona, toca em muitos momentos, afinal traz histórias plenas de sofrimento, de equívocos... mas também mostra como não falta amparo divino mesmo para os espíritos mais endurecidos.

Hesitei um pouco em falar do livro aqui porque não creio que haja muito interesse por ele, já que poucos são espíritas entre os que seguem o blog - dos que conheço, nenhum atualmente "praticamente" - mas eu li, então quis contar.

Recomendado para quem quer saber alguma coisa de reuniões mediúnicas, mas que não espera aqui um "guia". Para isso, existem outras obras, inclusive do próprio Hermínio, mais adequadas.


Título original: A irmã do vizir - e outras histórias que os Espíritos contaram
Autor: Hermínio C. Miranda
Editora: Edições Correio Fraterno

27 janeiro 2009

Servo da Gleba voltou!

Bem-vindo de volta! Não esqueço que foi você um dos primeiros leitoras deste blog aqui, o que me deixou feliz e animada para continuar escrevendo!

Seu blog com Brueghel de fundo está lindo mas infelizmente tem um probleminha: não tem como visualizar as letrinhas e números para postar comentários (ou pelo menos eu não consigo).

Novamente, bem-vindo de volta! E não suma outra vez!!

26 janeiro 2009

Desafio Literário


Peguei este aqui no Blogue do Pedro.
Regras deste Meme:

1 – Agarrar o livro mais próximo;
2 – Abrir na página 161;
3 – Procurar a quinta frase completa;
4 – Colocar a frase no blog;
5 – Repassar para cinco pessoas;

Bom, o livro mais próximo foi Diálogo com as sombras, de Hermínio C. Miranda.

5ª frase da pág. 161:

"Levi defende a tese de que a resistência, num sentido, é indispensável para que a força aplicada, em sentido contrário, se robusteça e a vença."

Bom, desafio lançado pra quem visita esse blog e não conhece o do Pedro nem o da Dora. rsrs

25 janeiro 2009

A-ha no Brasil em março (?!)

Quem me conhece há mais tempo sabe que sou fã de carteirinha do A-ha! Daquelas de ter todos os cd's e dvd's lançados no Brasil... e babar pelos importados, sonhando um dia poder comprá-los.

"Mas o A-ha ainda existe??".

Siiiiiiiimmmmmm, o A-ha ainda existe, firme e forte! E parece que no final de março fará shows no Brasil!

No começo da semana uma conhecida chilena, também fã da banda, me contou que era confirmada a presença deles em um festival em Santiago em março. Ontem o pessoal da Lista de Discussão do A-ha da qual faço parte no Yahoo! disse que no site do Credicard Hall tem que dia 25 de março eles tocarão lá em São Paulo! Fui dormir tão, mas tão feliz!

Eu tive a oportunidade de ir num show do A-ha no auge da fama deles, em 1991 em Belo Horizonte. Foi também o primeiro show que assisti. A única foto que prestou foi uma... minha com meus amigos, mas o sentimento que ficou, a alegria em todos os momentos, foi única! Durante as músicas, eu mal podia crer que estava mesmo ali.

E em março - mês das minhas férias do trabalho inclusive! - poderei revê-los! Os dedos de um monte de fãs estão cruzados, já falamos em nos encontrarmos lá e já contatei uma amiga que mora pertinho do Credicard Hall e que me dará acolhida!

Tô super-empolgada com essa possibilidade! Torcendo para que se concretize!!

23 janeiro 2009

É preciso não esquecer nada

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

(Cecília Meireles)

22 janeiro 2009

Não tem graça...


Trabalhando com "público", corro o risco de topar com gente bem esquisita - aff, cada um! Já até cantaram Só pra contrariar pra mim dentro da minha sala!! - ou, nem tão esquisita assim, mas inconveniente.

Há pouco, eu fazia os marcadores do blog, quando chegou aqui - sim, estou no trabalho - um senhor com um rapazinho e perguntou como podiam ir pras Cataratas; respondi e o senhor - faço questão de chamá-lo assim! - já fez uma gracinha sem-gracinha pra puxar mais papo. Alguns minutos voltou sozinho, com outra pergunta. Já fui menos simpática. O tiozão voltou ainda uma terceira vez perguntando algo muito estúpido... dessa vez não sorri.

Nada, absolutamente NADA contra homens com mais de 50 anos, mas com o cigarrão na mão, aparência de sujo e aqueles dentes horrorosos de fumante??

Receber cantadas aqui é comum, muitas vezes porque o sorriso e a gentileza são mal-interpretados - e como homem faz isso! - mas cadê o simancol das criaturas? Será que o cara achou que com aquela aparência e aquele cheiro - detesto cigarro, ainda mais tendo uma avó morrendo por conta de anos de fumo - alguém daria corda pra ele?

Mulher "normal" gosta de homem cheiroso, com hálito agradável, com boa aparência e sem cara de cafajeste desde a segunda palavra que dirige a elas. Aliás, por que será que homem acredita que cara de safado é sedutor com qualquer uma? Definitivamente algumas "tipas" devem adorar... Mas não tudo quanto é mulher; nem sequer a maioria delas!

E não creio que eu seja exigente (demais!). Não teve graça mesmo a cantada. E nem o cheiro de cigarro na minha cara!

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Foto: It burns, smells, it kills by manicho

20 janeiro 2009

Amizades: a amíngua

Desde que criei o blog, pensava em falar dos meus amigos porque, ao contrário do Roberto Carlos, nunca quis "ter um milhão de amigos", mas tenho uns poucos muito especiais.

Resolvi começar pela Vanessa.

Nos conhecemos em 1996. Eu fazendo o último ano da faculdade de Turismo e ela no penúltimo, colega da minha irmã. Morávamos perto, afinidades foram aparecendo - a primeira foi eu estar namorando um português na época e ela já ter namorado um! rsrs - e começamos a sair juntas, a ir pra aula à noite juntas.

A Vanessa é uma pessoa de quem raramente alguém não gosta! Ela tem um senso de humor ótimo, é super-espirituosa e é também a mulher que mais fala palavrão que conheço... e, no entanto, não fica pesado na boca dela!

Ela é, provavelmente, a pessoa mais apaixonada por animais que conheço, muito mais do que eu! Já a vi fazendo coisas que não teria coragem de fazer para ajudar um gatinho recém-nascido fazer cocô e já presenciei muitas lágrimas - se não presenceie, ouvi pelo telefone - derramadas por destinos menos afortunados de animaizinhos.

Atualmente ela está estudando italiano! E fala bastante coisa já... até que encontra um italiano, daí bloqueia, o que é muito bobo da parte dela, já que sabe a língua! A Vane é também minha colega de trabalho - pois é, hoje trabalhamos juntas! - que melhor fala inglês.

Se eu deixar, ela me apresenta as músicas mais esdrúxulas existentes - e não faço idéia de como as descobre! -, além de desavergonhadamente cantar Calypso entre outras coisas que não conheço - Calypso eu conheço...

A Vane não é o tipo de amiga que dá conselhos, mas é alguém que me recebe quando ligo chorando e aviso que tô indo pra sua casa. Que me ligou chorando quando leu do Enzo, que não tem ciúmes da mãe dela ser querida comigo. É a minha acompanhante nas idas ao cinema - mesmo que me irrite quando ri no meio de um drama!

Tem muita gente que pergunta se somos irmãs, nossas mães já confundiram nossas vozes no telefone e já acharam também que somos namoradas - o que não deixa de ser uma opção, se nada heterossexual der certo até os 40 anos!

Por que "amíngua"? Não sei, apenas começou e hoje nos chamamos assim. Mas ela não tem praticamente nada de íngua, já que nunca me incomoda!

É uma amiga que amo imensamente! Que é como uma irmã pra mim... com a vantagem de não haverem brigas.

(e não é pra chorar quando ler isso, sua boba! rsrs)

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Foto: Friendship is ... by icairocks

Mais um (ah, eu gosto! rsrs)

Nome: Sheila.
Nascimento: Abril de 75.
Ao que não assiste na TV: Programas "policiais".
Nas horas livres: Leio, fico na net, vejo tevê.
No cinema: Dramas, comédias e animações.
Música: Hoje:A trilha sonora de Slumdog Millionaire.
Livro: Lendo Comer, rezar, amar, de Elizabeth Gilbert.
Prato predileto: Pizza.
O melhor do guarda-roupa: Pashmina.
Mulher bonita: Juliana Paes.
Homem bonito: Morten Harket.
Cantor: Renato Russo.
Cantora: Adriana Calcanhoto.
Ator: Dustin Hoffman.
Atriz: Meryl Streep.
Escritor: Graciliano Ramos.
Arma de sedução: Palavras.
Programa de índio: Visitar amigos de amigos.
Melhor viagem: Europa (98).
Sinônimo de elegância: Delicadeza.
Melhor notícia: Paz no Oriente Médio.
Inveja: De quem tem um emprego que goste e no qual ganha bem.
Ira: Com a falta de respeito.
Gula: Por pudim de leite.
Cobiça: Por um bom companheiro.
Luxúria: Sex on the beach (e não tô falando da bebida).
Preguiça: Nos domingos de folga.
Vaidade: Com minha inteligência.
Mania: Fazer careta ao conversar.
Filosofia de vida: Tentar viver um dia de cada vez.

19 janeiro 2009

Songbird

"For you there'll be no crying
For you the sun will be shining
‘Cause I feel that when I'm with you
It's alright, I know it's right

And the songbirds keep singing
Like they know the score
And I love you, I love you, I love you
Like never before

To you, I would give the world
To you, I'd never be cold
‘Cause I feel that when I'm with you
It's alright, I know it's right

And the songbirds keep singing
Like they know the score
And I love you, I love you, I love you
Like never before
Like never before, like never before."

(Eva Cassidy)

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Foto: Love by evangeliine

18 janeiro 2009

Enzo, o valente

O Enzo nasceu no dia 21 de novembro do ano passado mas só ontem ganhou esse nome.

Depois que sua mãe morreu de cinomose quando ele tinha 40 dias de vida, e seu irmãozinho cinco dias depois, o Enzo passou a tomar remédio todos os dias; porque era novinho, porque não tinha mamado muito, porque era um toquinho de cachorro...

Desde o dia 08 o Enzo estava aqui comigo. Três dias depois, descobrimos que ele tinha princípio de pneumonia e juntou-se a isso mais cuidados ainda, outro remédio além do complexo vitamínico que tomava e uma pasta pra fortalecer a flora intestinal.

Mais dois dias e o Enzo passou a fazer inalação três vezes por dia, em uma caixinha que fiz seguindo sugestão do veterinário dele.

O Enzo pesa um tiquinho mais do que 600 g. É pequenininho mesmo, mas sempre foi miudinho. É lindo! Branco, com manchinhas marrons pelo corpo, rabinho cotó que herdou da mãe que também nasceu assim. Vira-lata e muito fofo! E muito valente, porque vem lutando pra viver, contra todos os prognósticos.

Hoje o Enzo amanheceu super-animado! Acordei com ele latindo, o que nunca tinha ouvido aqui em casa. Ele quis comer, e comeu bem, fez cocô normalmente - depois de uma semana meio entupido -, andou pela casa. Fez inalação, tomou os primeiros remédios do dia, o soro caseiro...

Mas, de repente, o Enzo começou a latir demais. E, aparentemente, do nada. Saiu da caminha dele no meu quarto e foi pra cestinha na sala. Lá continuou latindo e fui pegar ele, já preocupada. Ele começou então a ter convulsões e a estertorar.

De repente, eu que costumo ser muito segura nesses momentos, me desesperei e, com ele no colo, fui pegar o telefone pra ligar pro médico. Mas, parei no meio da cozinha com ele piorando e sabendo que o Dr. Paulo não poderia fazer mais nada. Decidi então, ficar quietinha com ele enquanto ele agonizava.

Eu nunca quis pensar nele morrendo, porque ele lutava, porque eu lutava. Tinha medo de vê-lo sofrendo dias com essa doença horrível que é a cinomose. No entanto, ele ficou ali no meu colo, quietinho, latindo cada vez mais fraco -acho que alguma dor o incomodava e por isso o latido -, até que parou.

Não sei quanto tempo fiquei chorando ali no sofá com ele, acariciando seu corpinho tão miúdo, mexendo nas suas orelhinhas gostosas, macias e longas...

Sofrimento de animal é uma das coisas que ainda não consigo entender. Mas poder ter visto que o Enzo sofreu muito pouco, e estava comigo, alivia um pouco a dor que sinto agora, mesmo sabendo que os planos que já fazia, a vontade de vê-lo logo ser um cachorrinho normal, brincalhão e chato, nunca serão realizados.

No entanto, o Enzo foi valente durante sua curta vidinha! E eu agradeço por poder tê-lo tido aqui comigo nos últimos dez dias. Por mais que agora sofra a sua perda!

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Arte: Angel, by MoonYen

17 janeiro 2009

And you tell me

Momento nostalgia, ouvindo o primeiro cd - na verdade, foi o primeiro LP, lá pelos idos de 1985 - do A-ha, banda que acompanha e é trilha sonora de muitos momentos da minha vida nos últimos 22 anos.

And you tell me é uma música que, raramente, quem não é fã conhece. Ela é fofa, é doce, é curtinha e sua letra é muito bonitinha! Mais uma das lindas composições de Paul Waaktaar, guitarrista e principal compositor da banda nos primeiros discos.

Esse é um link para ouvi-la: http://www.youtube.com/watch?v=2dQ_oGTxsJI

E essa é a letra:

"Please don't hurt me
I have told you
All my love is all I've got
And tomorrow is the day
When I for your sake
I'm coming back

And you tell me
That I don't love you

Trying hard to make you jealous
Trying harder to make you stay
Days are long
And nights are crazy
It's so strange when you're away

And you tell me
That I don't love you

Because I love you I will show you
All the faces my love can have, so
Please
Let me come to you
And stay this time

And you tell me
That I don't love you
Oh you know
That it's just not true."

As calcinhas no varal

Hoje lavei minha roupa e, ao estendê-la no varal, fiquei chocada com a "qualidade" de boa parte das calcinhas que ali estavam.

As mulheres que têm entre 30 e 35 anos provavelmente cresceram ouvindo suas mães dizerem para cuidar com a roupa de baixo que usa porque se desmaiar na rua todos verão a calcinha velha, o sutiã com alça encardida - nem é o tema do post, mas quero avisá-las que é verdade! Um ex-colega de faculdade, bombeiro, diz que sim, eles reparam, mesmo nos momentos mais complicados de socorro, se as "moçoilas" estão com calcinha feia! - e falarão que a dona da lingerie é uma porquinha!

Daí hoje, olhando as calcinhas no varal, eu fiquei pensando que ali estavam aquelas calcinhas que normalmente eu usaria só pra dormir. Mas eu não só durmo! Ou seja, eu saí com boa parte delas!!

"Analisando" o varal, lembrei de que eu sempre tentei ser caprichosa com o que vestia por baixo da roupa. Mesmo quando era casada tentava usar lingerie arrumadinha e depois, namorando, mais ainda - e isso com namorado morando longe! Departamentos de "roupa íntima" sempre foram os meus favoritos, dificilmente conseguindo eu sair deles sem mais uma "coisinha", pensando em agradar o amado. Daí hoje, olhando o varal... percebi que ele refletia um descaso meu comigo mesma!

Que coisa mais errada! E sei que não sou a única a agir assim! Não falo aqui daquela conversa que acho boba de sair de calcinha bonita - e depilada, claro - porque "não se sabe quem vamos encontrar", mas de usarmos lingerie legal para nós mesmas! É uma delícia colocar aquele sutiã "de festa" em um dia comum! É muito bom usar aquela calcinha sensualíssima para uma saída com as amigas! É gostoso dormir com aquele babydoll "para ocasiões especiais" quando deitaremos sozinhas na nossa cama! Por que olhos alheios merecem ver o que diariamente escondemos de nós mesmas? Wrong! Wrong! Wrong!

E daí, ali na lavanderia mesmo, arranquei aquelas coisas horrorosas que ali estavam - ok, uma ou outra acabaram ficando por apego sentimental (?!) - coloquei-as em uma sacolinha e destinei-as ao lixo! Que eu use o que me deixa charmosa, que me faça sentir especial... Nem que seja apenas para mim mesma!!

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Foto: do blog "Jesusillin"

Mordendo as bochechas de felicidade!!!

Meus sobrinhos lindos e amados - e seus pais - estão chegando aqui em Foz quarta-feira pela manhã!

Minha mãe ligou há pouco e disse anunciou: "Tenho uma notícia ótima pra dar!". Como da última vez que ela disse isso, a notícia era que ELA viajaria no Natal, não esperei que fosse ótima pra mim também, mas era!

Que delícia! Daqui cinco dias poderei abraçar e beijar meus chuchuzinhos até amassá-los! :D

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Arte: happiness, by guessAgain.

Li: A arte de correr na chuva

Li o livro ano passado e há pouco, quando pensava no nome do protagonista, que percebi que não o comentei!

A arte de correr na chuva foi presente de Natal da D. Idete, mãe da Vanessa, que é também um pouco minha mãe.

Bom, como os outros livros que gosto, esse foi lido rapidinho, em dois dias. Comecei a leitura meio... reticente, eu diria, porque livro com cachorro, em tempos de Marley e eu me parecia uma idéia meio "roubada". Mas lá fui eu ler A arte de correr na chuva.

Ao ver referências a Ayrton Senna logo no começo do livro, quase desanimei de novo. Explico: devo fazer parte do 1% da população mundial que não era fã do Senna, não via corrida de Fórmula 1 e não achava grande coisa ele ganhar corridas. No entanto, admiro sua irmã e o trabalho dela à frente do Instituto Ayrton Senna. E as referências ao piloto logo são explicadas quando a história realmente começa.

Enzo é o narrador da história. É uma cão mestiço, tem alguma coisa de labrador, alguma coisa de terrier, e é escolhido por Danny - um piloto de corridas, fã de Ayrton Senna - para ser seu companheiro. Enzo é um cão diferente porque adora assistir programas do canal da National Geographic, filosofa um pouco, usando frases ouvidas de Danny ou vistas na tevê e adora assistir corridas, as disputadas pelo dono e as de Ayrton Senna, que ele considera o melhor piloto que já existiu. Danny logo se casa com Eve, têm uma filhinha... e é essa história da vida de sua família que Enzo conta, quando está no final de sua vida - e isso não é spoiler, a gente sabe que ele está doente já no primeiro capítulo.

A história é terna. Pouca coisa lembra Marley e eu afinal. Em muitos momentos me emocionei: na doença de Eve e na sua vontade de viver, no amor de Danny pela esposa, pela filha e pelo seu cachorro, na adoração de Enzo pelo dono...

Livro gostosinho de ler. Talvez esquecível. Mas daqueles que, quando chegamos ao fim, fechamos com o coração mais leve.

Título original: The art of racing in the rain
Autor: Garth Stein
Editora: Ediouro - Prestígio
2008

16 janeiro 2009

Li: O livreiro de Cabul

Semana passada baixei alguns livros. O menino do pijama listrado foi um deles. O livreiro de Cabul é outro.

E mais uma vez é o Afeganistão presente nas minhas leituras (vide O caçador de pipas e A cidade do sol). Mas há uma diferença entre os dois livros do afegão naturalizado estadunidense Khaled Husseini e esse da jornalista norueguesa Âsne Seierstad: o livro dela não é ficção.

Seierstad acompanhou a entrada em Cabul das tropas da Aliança do Norte, que tinham o apoio dos EUA para derrubar o regime talibã e, consequentemente, prender Osama bin Laden. Quando conheceu o livreiro, que no livro ela deu o nome de Sultan Khan, a jornalista achou que, tendo oportunidade de acompanhar o cotidiano desse homem culto, ela poderia mostrar um outro lado daquele país muçulmano. Mudou-se então para a casa de quatro cômodos onde Sultan vivia com a segunda esposa, a filha pequena, outros dois filhos do primeiro casamento, um sobrinho, um irmão, duas irmãs e a mãe.

A família de Sultan não era um retrato da maioria das famílias afegãs porque praticamente todos em sua casa sabiam ler e escrever e falavam inglês, em diferentes níveis. Além disso, por ele ser dono de três livrarias em Cabul - além de possuir uma coleção invejável de livros sobre o Afeganistão e a cultura persa - a situação econômica de sua casa era muito mais confortável do que a da maioria do país. Mesmo assim, o que vemos, ao longo do livro, é que Sultan, por mais moderno que parecesse, era um ditador dentro de casa. Fazendo filhos pequenos trabalharem até 12 horas diariamente, proibindo-os de irem a escola, maltratando as irmãs solteiras, afastando de si a primeira esposa quando decide ter um segunda, mais jovem, nada o difere de tantos outros homens de sua país.

O livro é muito gostoso de ser lido. Mesmo sendo não-ficção, o tom algumas vezes é novelesco, o que, talvez, torne-o mais acessível.

Uma curiosidade: algum tempo depois do lançamento de O livreiro de Cabul, Shah Mohammad Rais, o verdadeiro livreiro, ameaçou processar Seierstad, mas acabou lançando um livro chamado Eu sou o livreiro de Cabul, o qual comecei a ler quase ao mesmo tempo que esse mas desisti! Ele tenta reverter a sua imagem de tirano em um fictício diálogo com trolls (criaturas mágicas escandinavas) mas soa tão falso na maior parte do tempo que desisti de ver o lado dele da história!

Título original: The bookseller of Cabul
Autor: Âsne Seierstad
Editora: Record
2006

12 janeiro 2009

Profissão: perigo


É o que se pode chamar de "profissão de risco". O gato Leo arrisca sua pele para ensinar cães a resistir à tentação de atuarem como velhos inimigos dos felinos. Nas fotos, a labrador Yoko, que está sendo treinada para ser uma cadela-guia, consegue frear o instinto. O treinamento é necessário para garantir que Yoko não vai abandonar o seu dono, geralmente cego, quando um gato cruzar o seu caminho na rua.

A escola que deixa cães passivos diantes de bichanos funciona em Essex, na Inglaterra, e está preparando mais de mil animais para servirem de guia. O treinamento dura até 18 semanas.

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Seis coisas sobre mim

Eu aceitei o desafio do Blogue do Pedro.

As regras são:
1-colocar o link de quem te indicou pro meme.
2-Escrever estas 5 regras antes do seu meme pra deixar a brincadeira mais clara.
3-Contar os 6 fatos aleatórios sobre você.
4-Indicar 6 blogueiros pra continuar o meme.
5-Avisar para esses blogueiros que eles foram indicados.

Primeiro preciso dizer que não faço a menor idéia do que seja "meme".

Segundo quero dizer que foi bem difícil me "desvencilhar" das respostas bacanas dadas anteriormente pelo Pedro e pela Dora. Tentei ser criativa e contar coisas minhas que, mesmo os amigos que lêem aqui não saibam, ou saibam por cima. Here we go!

Eu sou canhota: Sou minoria. Quando bebê eu tinha até colher pra canhoto... mas nunca entendi direito como que deveria segurá-la. Adoro pensar que é verdade que os canhotos são mais inteligentes e não lembro sempre que também dizem que eles - nós - vivemos menos.

Já caí de cima de um galinheiro: Eu tinha dez anos na ocasião. Estava na casa da minha amiga vizinha, conversando com ela sentada no telhado do galinheiro - por favor, não me perguntem porque justo ali! - quando a telha quebrou e caí de cara dentro do galinheiro. Como o dito-cujo estava trancado, tive que subir pela tela e descer por fora. O resultado da "aventura" foram 20 pontos em três cortes diferentes pelo corpo e um braço luxado - o direito.

Dificilmente chamo alguém pelo nome: E não é porque eu me esqueço dos nomes, é porque acabo sempre chamando pelo diminutivo do nome, ou de "florzinha", "mô bem", "chuchu", ou invento um apelido - jamais pejorativo! - usando o nome da pessoa. Acho carinhoso. Por exemplo, morro de vontade de chamar o Pedro de Pedroca... rsrs

Conheci meu ex-marido na net: Pois é. Em um programinha que nem existe mais chamado Odigo - e que eu ainda acho melhor que qualquer messenger da vida. Ele morava em São Paulo e eu aqui em Foz. Poucos meses depois ele veio embora pra cá, com intenção de nos casarmos.

Tenho um diário: Tive praticamente durante minha vida toda e ainda guardo a maioria. Continuamente há uns cinco anos mantenho um. Mas tenho medo do que escrevo lá. O pensamento mais recorrente é eu morrer de repente e ele cair em "mãos inimigas". Ou seja, não conto tudo, tudo lá... Mas conto muito, muito!

Tenho alergia de picada de insetos: Não é um caso tipo o do personagem do Macaulay Culkin em Meu primeiro amor, mas qualquer picada de inseto logo incha - formiga inclusive - e normalmente vira machucadinho. Quando tinha uns 7 anos, brincando na casa de uma prima mais velha em Minas, levei 12 picadas de abelha de uma só vez, a maioria no rosto e pescoço... preciso dizer como fiquei??

Feito! :)
O Pedro e a Dora já responderam e o Pedro já pediu pra Zica e a Mel responderem... Então, Henryhh passo para você! Poderia, por favor, contar seis coisinhas de si?

Li: O menino do pijama listrado

Devorei esse livro inteiro ontem!

Bruno é um alemãozinho de 9 anos, na Berlim de 1943. Seu pai recentemente foi promovido a comandante e, depois de receber em casa o "Fúria" para jantar, ele foi transferido para "Haja vista", para onde toda sua família se muda (Bruno, os pais, e a irmã, 3 anos mais velha, Gretel.

Talvez você tenha entendido que o "Fúria", é na verdade "Füher"(como Hitler era chamado), e que "Haja vista" é Auschwitz, mas Bruno é moleque demais para entender essas coisas, ou sequer dizer os nomes corretamente!

Esse é o mote de "O menino do pijama listrado". Em Auschwitz, Bruno acaba fazendo amizade com Shmuel, um menino que tem exatamente a sua idade (nasceram no mesmo dia) e que está preso no campo de concentração. O título remete à roupa que Shmuel usa e que Bruno pensa ser um pijama, não entendendo porque todos que moram onde o novo amigo mora, usam aquela roupa o dia todo.

A beleza do livro (que recentemente foi adaptado para as telas de cinema) é exatamente mostrar a questão da Segunda Guerra Mundial e, principalmente, de um campo de concentração, através dos olhos de uma criança, que pouca compreensão (ou nenhuma!) consegue ter daquilo tudo.

Não tem como não se emocionar! Já entrou na minha lista de preferidos!

Título original: The Boy in the Striped Pyjamas
Autor: John Boyne
Editora: Cia das Letras
2007

11 janeiro 2009

Got my first tattoo!!


Meu mais novo "gatinho bonitinho"!!

Depois de umas duas semanas esperando o tatuador viajar, voltar e, tadinho, melhorar de uma pneumonia bacteriana (eu nem sabia que existia isso!), fiz minha primeira tatuagem!

Minha empolgação só me fez lembrar do lado prático - físico - poucas horas antes. Eu simplesmente não tinha me tocado de que logo mais, teria uma tattoo... mas também sentiria dor!

E aí, enquanto esperava, me lembrei de um episódio de Friends no qual a Rachel e a Phoebe vão fazer uma tattoo - morrendo de medo as duas! - e, depois que Rachel tem coragem de tatuar um (micro) coração, a Phoebe aparece com um pinguinho, justificando que é a Terra vista de muuuuuito longe, já que, quando o tatuador encostou a maquininha, ela saiu correndo!

Bom, mas aí a minha. Sim, dói! Porque não tem como umas agulhas te cutucando, tirando sangue de você não causarem uma dorzinha que seja. Quando começou eu pensei que sem chance de arriscar uma segunda, até porque o outro desenho é maior! 10 minutos depois eu queria que ele já estivesse fazendo o último bigodinho. 40 minutos depois, vendo como estava, eu estava nas nuvens! A sensação de alegria foi parecida com quando ganhei minha boneca Quem-me-quer aos 9 anos (ok, ok... é que curti minha infância até o final mesmo!)!

Tô muito feliz com meu gatinho. Achei-o lindo, delicado, fofo! Nem sei quantas vezes já fui olhar no espelho entre ontem à noite e hoje! A sensação do "pós-imediato" é parecida com quando tomamos sol demais e fica aquele ardidinho; mas tudo tranquilo.

Quero agradecer às gurias tatuadas que me incentivaram, com quem conversei, pra quem fiz trocentas perguntas, e que têm tattoos que eu gosto muito: Vane (que foi comigo ontem e que logo parecerá um gibi com tantas tatuagens! rsrs), Fer (a guria mais tatuada que conheço! E todas muito lindas!), Livy (que tem um girassol tão perfeitinho no braço que nem parece tattoo!) e Mel (que é corajosa e tem a maior tatuagem "unitária" que conheço!).

Agradecimento ainda à Angelice, que foi comigo ontem também - era meio que uma comitiva... rsrs - e que logo terá a sua tattoo também!

Thanks girls!

09 janeiro 2009

Passos pela rua

Sabe aquelas músicas que têm o poder de colorir o seu dia? Que você sai cantarolando por aí, que te animam fácil quando qualquer outra coisa levaria mais tempo?

Tenho essa relação com "Passos pela rua"!

A palavra que mais acho parecida com ela é "esperança". Esperança de que, por mais que tudo pareça desenganado, sempre há uma saída, sempre tem algo legal na nossa frente! Por menos que sejamos capazes de enxergá-la nesse momento!!

Tentei três vezes colocar o vídeo (que nem é lá essas coisas...) aqui e, como não deu certo, resolvi postar a letra e o link.

http://www.youtube.com/watch?v=xBNoCVCz3tY

"Enfeitou a casa
Mas não acreditava
Que o amor ainda pudesse chegar
Pela madrugada
Linda ao pé da escada
Esperou sentada pra não se cansar.

Passos pela rua, lá vem o amor
Vem cambaleando entra pra um café
Sem carro do ano
Sem anel dourado
Na mão uma rosa
Sapato furado.

Passos pela rua, lá vem o amor
Vem sorrindo alto, lá vem o amor
Hoje ela já sabe que o amor é raro
Hoje ela passeia com o amor ao lado.

Se liga que lá vem o amor
Abre as portas que o amor chegou
Deixe-se levar enquanto ainda é tempo
Deixe-se levar pra sempre.

Passos pela rua, lá vem o amor
Vem cambaleando entra pra um café
Sem carro do ano
Sem anel dourado
Na mão uma rosa
Sapato furado.

Passos pela rua, lá vem o amor
Vem sorrindo alto, lá vem o amor
Hoje ela já sabe que o amor é raro
Hoje ela se deita com o amor ao lado."

(Marcelo Mira)

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Foto: Heart-steps, by Glamz

08 janeiro 2009

Li: Os Bórgias

Adoro ler biografias! Como elas normalmente são escritas para contar de personagens relevantes e, normalmente, interessantes, dificilmente me decepciono.

Claro que não sou inocente ao ponto de pensar que uma biografia, ou uma autobriografia, contenha apenas fatos do retratado, mas, provavelmente, muita coisa ali contada é real.

Quando a biblioteca municipal entrou em recesso, peguei 4 livros pra ler. Na primeira página de dois deles descobri que já os lera. Um deles foi "Os Bórgias". Mas o reli mesmo assim.

Os Bórgias foram uma família influente no final do século XV na Itália. O chefe da família era Rodrigo, um espanhol que se tornou religioso e que teve quatro filhos pelo menos: César, Juan, Lucrécia e Jofre.

Como a esmagadora maioria dos religiosos da época, ele tinha amantes, filhos... uma vida nada celibatária. Mas, entre tudo que fez em sua vida, a parte sensual talvez nem seja a mais chocante: Rodrigo, como o papa Alexandre VI, matou desafetos, vendeu "santidades", acordos com países católicos, apoiou tiranos.

O livro romanceia bastante, acho que, inclusive, dá uma aliviada pro lado de todo mundo da família, apesar de mostrar as monstruosidades feitas pelos homens da família. Se eu fosse católica, esse livro teria me perturbado imensamente porque é triste ver homens que buscavam ser papas para terem poder, enquanto fingiam fazer aquilo para servir a Deus, inclusive definindo bem ou mal como melhor lhes aprouvesse.

É um livro bacana - mesmo que eu tenha pulado as partes de guerras, porque não as achava interessante. Mas é História; romanceada, mas História.

Título original: The family
Autor: Mario Puzo
Editora Record
2001

06 janeiro 2009

Pessoa

"O Universo não é uma idéia minha
A minha idéia do Universo é que é uma idéia minha.
A noite não anoitece pelos meus olhos,
A minha idéia da noite é que anoitece por meus olhos.
Fora de eu pensar de haver quaisquer pensamentos
A noite anoitece concretamente
E o fulgor das estrelas existe como se tivesse peso."

(Fernando Pessoa)
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Relutando em tirar o acento de "idéia"...

pensamentos y otras cositas




05 janeiro 2009

Eu sou...

Sou choro fácil, sou gargalhada escancarada. Sou Mário Quintana, sou Martha Medeiros, sou Érico e Luís Fernando Verissimo. Sou Graciliano Ramos, Florbela Espanca, Emily Dickinson.

Sou mais comida salgada do que doce. Mas sou sorvete, sou pudim e sou pirulito. Sou Coca Zero com limão e gelo, sou H2O, sou suco de maracujá e suco de abacaxi com hortelã.

Sou gatos e cachorros. Sou bem-te-vi cantando de manhã, sou ronronar de gato, sou cheirinho de leite em cachorrinho novo.

Sou cinema com amigos, sou o silêncio do meu quarto. Sou trabalho no domingo e folga na sexta-feira. Sou bolsas, sou sapatos, sou lingerie. Sou mais sandália e sapatilha que sapato alto, sou vestido no verão, sou pijama quentinho no inverno. Sou creme canforado nos pés e Chronos no rosto pra dormir.

Sou TPM recheada com lágrimas e mau-humor. Sou papéis jogados pelo quarto, sou caneta sempre na bolsa, sou muitos livros a serem lidos. Sou ansiedade, sou mão suada e fria, sou taquicardia. Sou angústia, medo, indecisão. Mas também sou coragem, ousadia, impulsividade!

Sou pouca novela, sou mais jornal. Sou A-ha, sou Jota Quest, sou Marisa Monte e Adriana Calcanhoto. Sou "Vambora", sou "O que eu também não entendo", sou "The look of love", cantada pela Diana Krahl.

Sou um monte de filmes que não vi, sou livros que ainda não li, sou lugares que não conheci ("conheço quase o mundo inteiro por cartão-postal"). Sou mais Europa que EUA. Sou várias línguas. Sou leitura de bula de remédio, de qualquer panfleto, de tablóide de lojas e supermercados.

Sou amores incondicionais, sou paixonites, sou "gostar" e "desgostar" constantes. Sou antipatias quase sempre gratuitas, sou compaixão e, paradoxalmente, sou intolerância.

Sou coisas que (re)descubro diariamente. Sou vontade de aprender muito mais. Sou vontade de ser ainda mais. E sou bem mais do que o aqui dito!

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Feito seguindo uma "idéia" da Martha Medeiros.
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Arte: Flowers, by Nachan.

Vi: Queime depois de ler

Antes de começar, quero dizer que estou de TPM e começo a notar que isso está demonstrado nos últimos três posts que escrevi e que não fui tão empolgada elogiando o livro lido e o outro filme visto. Mas quero pensar que não é só a TPM...

Eu espera mais desse filme. Bom, na verdade, eu tinha ouvido falar da interpretação hilária do Brad Pitt e quis ir conferir, ainda mais depois de ver o resto do elenco.

Como a maioria dos filmes dos irmãos Coen, esse aqui é uma grande confusão de personagens. Deixa eu tentar resumir: Chad (Brad Pitt) e Linda (Frances McDormand) encontram um cd com informações de um agente da CIA na academia onde trabalham e, pensando nas suas cirurgias plásticas que não foram liberadas pelo plano de saúde, Linda, decide pedir uma "recompensa" para devolver o cd. Acontece que o ex-agente, que recém se demitiu (John Malkovich), além de beber, anda extremamente estressado com o fim do seu casamento, ainda mais ao desconfiar que sua esposa (Tilda Swinton) tem um caso (com George Clooney, nada mal, hein? rsrs).

Aí se segue uma bagunça de acontecimentos que, claro, como obra dos irmãos produtores, escritores e diretores, não poderiam deixar de fazer um sangue rolar de repente (e eu, infelizmente, tinha esquecido que eles são disso).

O filme termina fraco. Tem um final, mas é bobo, fraco.

Dos filmes do dia, fico com "Bolt - Supercão".

Vi: Bolt - Supercão

Levei meus sobrinhos ao cinema ontem e, entre Madagascar 2 e Bolt, eles escolheram esse (felizmente! Não sou muito fã de Madagascar, confesso).

A história é de um cãozinho, Bolt, astro de uma série de tevê, junto com Penny, uma menininha que o adora. Mas tem um pequeno problema: Bolt não sabe que não é um herói, já que o estúdio o prende ali, vivendo apenas a vida do seu personagem (meio que um "show de Truman" canino).

Quando, no meio de uma confusão ele escapa e vai parar no outro lado do país, ele encontra ajuda de dois novos amigos para voltar para sua "humana", como ele mesmo a chama. Uma gatinha esperta e um hamster fã dele são seus companheiros.

O que eu mais adoro em filmes de animação é a animação em si. Ei, na minha infância era desenho animado, coisa rudimentar perto do que se faz hoje com animação! E me emociono vendo o que são esses filmes hoje em dia.

Mas a história é fofa, tem uma música bonitinha como tema... só faço uma ressalva pra algumas dublagens, que achei horrorosas, como os pombos em Nova York, que falam com um sotaque bem forçado paulistano, e a gata, dublada por Maria Clara Gueiros que parece acentuar aqui seu "carioquêsh".

Li: A noite das bruxas

Esse senhor bigodudo aqui do lado, para quem não é familiarizado com os livros de Agatha Christie, é a melhor personificação de Hercule Poirot - aqui, o ator David Suchet- o detetive belga presente em vários livros da, chamada "Dama do crime".

Gosto muito dos seus livros, que, sendo em um número absurdo (93!), são de qualidade variada.

Bom, a história se passa no interior da Inglaterra onde uma menina de 13 anos é assassinada, no "dia das bruxas", pouco depois de contar que já vira um assassinato. Poirot é então chamado para investigar o caso, a convite de Ariadne Oliver, sua amiga de longa data, escritora de filmes de mistério.

Poirot é o meu personagem preferido da Christie! É um tanto quanto convencido, mas divertido, interessante. O curioso é que, ela mesmo conta, que quando escreveu o primeiro livro com ele, não achou que isso iria longe... mas foram mais de 50 anos! E Poirot acabou envelhecendo pouco nesse tempo. Sorte de quem é fã dele!

Não fica entre meus 10 livros preferidos dela (já li, sem mentira nem exagero, mais de 60), mas é diversão.

03 janeiro 2009

Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

(Martha Medeiros)

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Foto: Love, by darunia-art

01 janeiro 2009

Fuçando no orkut...

Não sou de fuçar orkut alheio.

Na maioria das vezes é falta de curiosidade mesmo, mas o principal motivo é que, a curiosidade que me falta para "varrer" perfis e mais perfis, me sobra para querer saber quem anda pelo meu. Aí, o que acontece? Não desativo o meu "bina".

E graças a ele vejo quem anda pelo meu perfil: de vez em quando alguns desconhecidos, sempre um pessoal que vem deixar scrap... e, batendo cartão toda semana, dois ou três contatos que JAMAIS deixam recado mas passam ali pra dar uma olhada no que anda rolando.

Sinceramente, esses me incomodam infinitamente mais do que os desconhecidos que aparecem esporadicamente!

Meu orkut, até meia hora atrás tinha o scrapbook e os álbuns bloqueados. Bloqueei por diversos motivos, meus e até por pedidos de amigos, mas passei ontem o dia pensando que não tenho nada ali para esconder e, principalmente, os curiosos que me incomodam são "amigos".

Daí lembrei também de uma prima que, há alguns meses, depois de tentar ver o álbum de um amigo meu e descobri-lo bloqueado reclamou que orkut não podia ter nada bloqueado, porque se você está ali, é porque está acessível a ser visto, ué! E, de alguma forma, concordo com ela.

Minha vida não é um livro aberto. Nunca foi e provavelmente nunca será (e não acredito que a de NINGUÉM seja de verdade!). Mas o meu orkut contém as páginas do livro que podem ser lidas por todas, pelos curiosos de sempre, pelos ocasionais e pelos que nem sabem como chegaram lá!

E você, já casou?

Ontem, em uma loja, ouvi uma senhora perguntar isso para uma moça. A guria, aparentando uns 30 anos, respondeu, sorrindo sem-graça que não, e logo mudou de assunto.

Essa pergunta é muito comumente feita pra mulheres que tenham entre 20 e 30 anos e, normalmente, não é bem aceita. Tem pergunta mais irritante?

Claro que muitas não se incomodam em estar solteiras, ou até queiram isso (apesar de que creio que poucas mulheres realmente escolham ficar solteiras - respondem isso para não parecerem "abandonadas"), mas a sociedade cobra demais isso de casamento de mulher. Nunca vi homem ter que responder essa pergunta!

Ser "descasada" me faz escapar da perguntinha. Mas tenho que, ainda, mesmo depois de 16 meses, responder aos mais desavisados que me perguntam sobre o marido, que não tenho mais marido... Constrangimento por parte de quem fez a pergunta, seguida de uma cara que exprime pena por mim, até que eu respondo: "mas eu tô muito bem, obrigada!". Aí a pessoa fica mais à vontade!

Uma tia minha, há anos, quando reclamei dessa pergunta "e você, já casou?", sugeriu que eu arranjasse um filho, que ninguém mais perguntaria isso. Preferi seguir tudo mais ou menos direitinho. Fugi do "já casou?" e caí no "e bebê, não quer ter?".

Sei que muitas pessoas perguntam por real interesse, mas creio que a maioria é meio por maldade, porque, de antemão, mais ou menos sabe que a mulher não casou! Aliás, é tão raro encontrar mulher casando que, quando as coisas estão se encaminhando pra isso, a agora noiva mostra a aliança pra todos, manda email avisando, coloca no orkut fotos e informações do futuro enlace...

Então, por favor, não há necessidade de perguntar dentro do Fouad Center, "e você, já casou?"!

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Foto: Wedding, by Beer-Bottle-Photo