Pular para o conteúdo principal

Sobre o "efeito borboleta"


Não vou falar exatamente do filme Efeito Borboleta porque não consegui ainda assisti-lo inteiro. Vou falar, então, do que é discutido no filme.

Não sei se todo mundo o viu, mas é mais ou menos assim: um rapaz consegue voltar no tempo e mudar as coisas que acontecem/aconteceram. Ao longo do filme, ele faz isso diversas vezes tentando consertar o que dá errado.

E nisso que fiquei pensando... como seria se pudéssemos voltar no tempo, mudar atos que resultaram em fatos com os quais nos decepcionamos ou sofremos?

Acho que todo mundo pensa em pelo menos uma coisa, né? Eu penso em umas três ou quatro, assim, de imediato; e acho até pouco.

Não me arrependo de muitas coisas na minha vida. De verdade. Porque eu fico pensando que alguma coisa legal sempre resultou do que não deu tanto certo. Ou quase sempre - uma ou outra coisa eu mudaria e adoraria esquecer.

Mas o que eu acho que é a idéia central disso, o que realmente tem que ser pensado é na necessidade de cuidarmos com os passos que damos porque tudo, tudinho, tem consequência. Engraçado que sempre falo isso pros meus evangelizandos comentando um filme que vi há moooito tempo - agora eu vou usar como exemplo Efeito Borboleta! rsrs - e do qual nem lembro o nome, mas que é bem ilustrativo da responsabilidade de cada palavra dita, de cada coisinha feita.

Fiquei pensando nisso, pensando pra minha vida; mas quis dividir com vocês porque, no final, é importante para cada um de nós pensar no que pode resultar a ida pra balada, o convite aceito, a relação começada - ou terminada -, a profissão escolhida, a briga com os pais, a discussão com a irmã, o "eu te amo" não dito, o emprego deixado, os planos mudados...

(ah, e importante dizer: juro que não tô escrevendo mensagem subliminar pra ninguém, tá? rsrs)
____
Ilustração: www.pessoascoisasemundos.blogspot.com

Comentários

  1. Oi Sheila, hoje fui almoçar com uma amiga que conheci onde trabalhei durante cinco anos em um shopping, e não costumo me arrepender das coisas que faço, mas coincidentemente, conversei com minha mãe e disse a ela que me arrependi de ter saido de lá, acho que estaria mais distante da family, e só curtindo eles, ao inves de sempre me envolver em tudo e servir como um para raio, isso cansa e me deixa muito triste as vezes.....
    Belo post acho que precisava ler isso , também não assiti o filme inteiro, e muitas pessoas me falam dele, rsrsrsr
    Bjus e uma linda semana!

    ResponderExcluir
  2. Oi Cris!

    Olha, eu acho que se ficarmos remoendo as coisas que deixamos passar, a gente sofre demais. O melhor é aceitar a decisão que tomamos - ou não - e viver com ela.

    Claro que é válido tentarmos corrigir o que pode ter sido considerado um erro, mas ficar só pensando nisso só nós faz mal.

    E preciso ver o filme! rsrs

    Bjks e linda semana.

    ResponderExcluir
  3. Bom,é verdade amiga,se ficarmos relambrando as coisas do passado sofremos mesmo.Eu assisti o primeiro filme muitooooooooo melhor que o segundo,pra falar a verdade demorei pra entender o filme,depois assisti novamente e concordo com você.Mas tudo que ele tentava corrigir no passado dava errado,então aprendi aquela ''viva cxada dia,sem pensar no futuro''..........

    Bjkas Sheilinda

    ResponderExcluir
  4. Oi Wissam,

    Eu só vejo o primeiro pela metade. Os outros já ouvi falar que eram bem chulezinhos, daí nem perdi meu tempo tentando vê-los.

    Acho que é, não só viver sem pensar no futuro, acho que é mais: viva e pense no que pode acontecer de acordo com essa sua decisão :)

    Brigada pelo carinho de sempre e parabéns por estar aprendendo a usar vírgulas! hahaha

    Bjks e boa semana.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Você sabe o que é um "scammer"?

Eu fico tanto tempo sem escrever que, quando volto, fico com vergonha, pode?
Em minha defesa quero dizer que andei muito ocupada e sem nada de interessante pra escrever e que ando visitando os blogs que curto mas NÃO CONSIGO comentar há semanas! Sempre dá erro.
Mas, vamos ao que me motivou voltar a escrever um post. E senta confortável porque a história é longa mas muito séria e importante de ser conhecida.
Vocês já ouviram falar em scammer ou scam?
Scam, traduzindo meia-boca do original inglês, é um golpe, trambique, cambalacho. Scammer é quem o pratica. Na internet os scams mais conhecidos são aqueles golpes que com certeza vocês já conhecem de receber um email dizendo que tem um dinheiro em um banco africano e que você foi escolhido pra ficar com aqueles milhões. Já não recebeu um desses emails?
Mas existe mais um tipo de scam que tem se alastrado e que eu conheci este final de semana, da forma mais dolorosa: quase sendo vítima dele. É o scam romântico.
Se por um lado eu me enverg…

As calcinhas no varal

Hoje lavei minha roupa e, ao estendê-la no varal, fiquei chocada com a "qualidade" de boa parte das calcinhas que ali estavam.

As mulheres que têm entre 30 e 35 anos provavelmente cresceram ouvindo suas mães dizerem para cuidar com a roupa de baixo que usa porque se desmaiar na rua todos verão a calcinha velha, o sutiã com alça encardida - nem é o tema do post, mas quero avisá-las que é verdade! Um ex-colega de faculdade, bombeiro, diz que sim, eles reparam, mesmo nos momentos mais complicados de socorro, se as "moçoilas" estão com calcinha feia! - e falarão que a dona da lingerie é uma porquinha!

Daí hoje, olhando as calcinhas no varal, eu fiquei pensando que ali estavam aquelas calcinhas que normalmente eu usaria só pra dormir. Mas eu não só durmo! Ou seja, eu saí com boa parte delas!!

"Analisando" o varal, lembrei de que eu sempre tentei ser caprichosa com o que vestia por baixo da roupa. Mesmo quando era casada tentava usar lingerie arrumadinha e depois,…

25 em 2013 - Livro 5: Sua resposta vale um bilhão

Eu sinto tanto só agora escrever sobre Sua resposta vale um bilhão que li em fevereiro! Principalmente porque vou deixar muita coisa bacana do livro de fora. Mas gostei tanto que, mesmo assim, vale a pena.
Minha história com o livro é longa. Sou apaixonada pelo filme Quem quer ser um milionário - sobre o qual comentei efusivamente aqui, há 4 anos. Naquela época eu já tinha me interessado pelo livro, primeiro do autor - um diplomata indiano - mesmo correndo o risco de me decepcionar com o filme depois de lê-lo.
Namorei o livro longamente até que encontrei na Estante Virtual - um site que reúne sebos do Brasil inteiro - no comecinho do ano. Paguei R$ 4- sim, quatro reais! - por uma edição praticamente nova.
Quanto à história, muita coisa é diferente do filme - e necessário, se pensarmos na impossibilidade de adaptar um livro inteiro pra 2h de película. Escrevendo isso, o que me vem à cabeça é que, na verdade, o filme é inspirado na idéia central, do menino pobre, criado no mundo e que ganh…