Pular para o conteúdo principal

Vi (3): Rebecca, a mulher inesquecível


Eu acho que eu tenho um problema: não tem um filme que eu já vi, baseado em um livro que já li, que eu ache superior a obra na qual foi inspirada. Não tem!

Mais uma vez isso aconteceu com Rebecca, a mulher inesquecível (Rebecca, EUA, 1940), filme dirigido por Alfred Hitchcock quando ele ainda vivia na Inglaterra.

Rebecca é a finada mulher de Maxim de Winter - bonitão inglês, dono de uma casa linda na beira do mar da Cornualha - que é uma das regiões que mais tenho vontade de conhecer na Grã-Bretanha! Em Mônaco ele conhece uma jovem dama de companhia de uma senhora e quem acaba pedindo em casamento depois de um curto tempo. De volta à mansão, Manderley, a nova Sra. de Winter começa a sofrer com as comparações com "a mulher inesquecível".

Não sei porque, há mooooitos anos, eu vi uma cena deste filme de madrugada e tive medo da cara da governanta. Mas eu acho que eu era novinha e facilmente impressionável; tudo bem que a governanta dá mesmo medo, mas hoje é mais aquela coisa de achá-la simplesmente muito estranha e malvadinha.

Achei o filme fraquinho. E aqui aconteceu algo engraçado: quando li o livro, eu pensei que ele fosse bem chulezinho e que o filme seria menor, mas gostei do livro - nada excepcional, mas um bom livro - e aí, quando vi o filme, vi que o livro era, mais uma vez, melhor do que ele.

Acho que vale a pena ver por curiosidade, mas não recomendo como algo que tenha adorado.

Comentários

  1. Parabens pelo blog
    Aproveito a ocasião para dizer que o filme em questão está disponivel em nossa loja com frete gratis http://www.dvdsdificeis.com.br/loja/detalhes.asp?id=185&produto=209

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As calcinhas no varal

Hoje lavei minha roupa e, ao estendê-la no varal, fiquei chocada com a "qualidade" de boa parte das calcinhas que ali estavam. As mulheres que têm entre 30 e 35 anos provavelmente cresceram ouvindo suas mães dizerem para cuidar com a roupa de baixo que usa porque se desmaiar na rua todos verão a calcinha velha, o sutiã com alça encardida - nem é o tema do post, mas quero avisá-las que é verdade! Um ex-colega de faculdade, bombeiro, diz que sim, eles reparam, mesmo nos momentos mais complicados de socorro, se as "moçoilas" estão com calcinha feia! - e falarão que a dona da lingerie é uma porquinha! Daí hoje, olhando as calcinhas no varal, eu fiquei pensando que ali estavam aquelas calcinhas que normalmente eu usaria só pra dormir. Mas eu não só durmo! Ou seja, eu saí com boa parte delas!! "Analisando" o varal, lembrei de que eu sempre tentei ser caprichosa com o que vestia por baixo da roupa. Mesmo quando era casada tentava usar lingerie arrumadinha e depoi...

Pour toi, mon amour (Jacques Prévert)

Engraçado como as coisas vêm na nossa cabeça, de repente. Tava aqui pensando e este poema, o primeiro que li na aula de Francês, veio à minha lembrança. Pour toi, mon amour - "Para você, meu amor" - fala de amor mas fala, principalmente, da impossibilidade de prendermos quem realmente amamos. Je suis allé au marché aux oiseaux Et j'ai acheté des oiseaux Pour toi, mon amour Je suis allé au marché aux fleurs Et j'ai acheté des fleurs Pour toi, mon amour Je suis allé au marché à la ferraille Et j'ai acheté des chaînes De lourdes chaînes Pour toi, mon amour Et je suis allé au marché aux esclaves Et je t'ai cherchée Mais je ne t'ai pas trouvée Mon amour ** Fui ao mercado de pássaros E comprei pássaros Para você, meu amor Fui ao mercado de flores E comprei flores Para você, meu amor Fui ao mercado de sucata E comprei correntes Pesadas correntes Para você, meu amor E eu fui ao mercado de escravos E te procurei Mas eu não te encontr...

25 em 2013 - Livro 5: Sua resposta vale um bilhão

Eu sinto tanto só agora escrever sobre Sua resposta vale um bilhão que li em fevereiro! Principalmente porque vou deixar muita coisa bacana do livro de fora. Mas gostei tanto que, mesmo assim, vale a pena. Minha história com o livro é longa. Sou apaixonada pelo filme Quem quer ser um milionário - sobre o qual comentei efusivamente aqui , há 4 anos. Naquela época eu já tinha me interessado pelo livro, primeiro do autor - um diplomata indiano - mesmo correndo o risco de me decepcionar com o filme depois de lê-lo. Namorei o livro longamente até que encontrei na Estante Virtual  - um site que reúne sebos do Brasil inteiro - no comecinho do ano. Paguei R$ 4- sim, quatro reais! - por uma edição praticamente nova. Quanto à história, muita coisa é diferente do filme - e necessário, se pensarmos na impossibilidade de adaptar um livro inteiro pra 2h de película. Escrevendo isso, o que me vem à cabeça é que, na verdade, o filme é inspirado na idéia central, do menino pobre,...