14 agosto 2011

Adivinha quanto eu te amo

Eu sou apaixonada pelo livro Adivinha quanto eu te amo! Acho a historinha mais lindinha, mais doce que trata da relação de pais e filhos.

Hoje quis dividi-la com vocês mas recomendo que procurem o livro, porque as ilustrações de Anita Jeram são muito fofas!

Um especialíssimo Dia dos Pais pros pais e pros filhos que passam por aqui :)


Era hora de ir para a cama e o coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do Coelho Pai.

Depois de ter certeza de que o papai coelho estava ouvindo, o Coelhinho disse:

- Adivinha o quanto eu te amo!

- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar. - respondeu o Coelho Pai.

- Tudo isto. - disse o Coelhinho, esticando os braços o mais que podia.

Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos, e disse:

- E eu te amo tudo isto!

"Hum, isso é um bocado", pensou o Coelhinho.

- Eu te amo toda a minha a altura. - disse o Coelhinho.

- E eu te amo toda a MINHA altura. - disse o Coelho Pai.

"Puxa, isso é bem alto", pensou o Coelhinho. "Eu queria ter braços compridos assim."

Então o Coelhinho teve uma boa ideia. Ele se virou de ponta-cabeça apoiando as patinhas na árvore, e gritou:

- Eu te amo até as pontas dos dedos dos meus pés, papai!

- E eu te amo até as pontas dos dedos dos TEUS pés. - disse o Coelho Pai balançando o filho no ar.

- Eu te amo toda a altura do meu pulo! - riu o Coelhinho saltando de um lado para outro.

- E eu te amo toda a altura do MEU pulo. - riu também o Coelho Pai, e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos da árvore.

"Isso é que é saltar!", pensou o Coelhinho. "Bem que eu gostaria de pular assim."

- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio. - gritou o Coelhinho.

- Eu te amo até depois do rio, até as colinas. - disse o Coelho Pai.

"É uma bela distância", pensou o Coelhinho. Mas, àquela altura já estava sonolento demais para continuar pensando.

Então, ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite e concluiu: Nada podia ser maior que o céu.

- Eu te amo até a lua! - disse ele, e fechou os olhos.

- Puxa, isso é longe - falou o Coelho Pai - longe mesmo!

Ele deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas, inclinou-se e lhe deu um beijo de boa-noite. Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:

- Eu te amo até a lua... Ida e volta!

(Sam McBratney)

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