11 setembro 2010

Sobre ser presente na dor


Esta é a terceira vez que começo este post. Aparentemente não consigo ser direta e objetiva no que quero escrever e, quando começa a ficar longo demais, o temor que tenho é que a postagem fique chata demais também.

Vamos direto ao ponto então: não entendo quem não acha importante se fazer presente quando um ente querido passa pela perda de alguém que amava.

Semana passada viajei ao MS para o enterro do filho de uma prima da minha mãe. Filho do primo da mãe? Sair de casa pra isso?

Sim, sim. A primeira coisa que ouvi quando cheguei no velório, de uma das tias do rapaz, foi: "obrigada, que bom que vocês vieram!". Caso eu tivesse alguma dúvida da importância da viagem, ouvi-la dizer isso entre lágrimas e me abraçando forte, me deu a certeza que foi importante eu ir.

Conheço gente que diz que não vai em velório ou enterro porque não gosta de cemitério, ou porque não tem tanta intimidade com a família, ou ainda porque não sabe o que falar...

Pra começar, gente normal não gosta mesmo de cemitério; ou de hospital. Ninguém vai em cemitério ou velório porque acha legal! Não tem intimidade? Precisa mesmo muita intimidade pra ir dar um abraço no colega que acaba de perder o pai? Não saber o que falar? Não tem que se falar nada.

Pode parecer besteira pra muitos, mas pra mim não é. Quando eu perder um ente querido, quero que quem gosta de mim demonstre carinho, demonstre preocupação. Nos dias que passei em Três Lagoas, com os primos da minha mãe, percebi o quanto pra todos foi importante estarmos lá, para chorar e para rir também. Por que nos reunimos com amigos e colegas para festas e fugimos dos momentos de dor?

Em muitas coisas que penso eu sei que estou errada e quero mudar. Nesta não: tenho certeza que se fazer presente na dor é mais importante ainda do que se fazer presente na alegria.

4 comentários:

  1. Sou exatamente a pessoa que acha que não tem intimidade com a família ou não sabe o que falar. E acabo de perceber o quanto você tem razão..

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  2. Que bom. A gente tá sempre aprendendo, né? :)

    Mas não vá se empolgar e virar uma "Maria Carpideira", hein? rsrs

    Beijocas, delicioso fds.

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  3. Sheila, já tirei o nome do Chico até que eu encontre o verdadeiro autor, rsrsrsrs
    Nossa olha belo post, eu não sei o que falar, e tb nem temos que falar nada mesmo, apenas digo : meus sentimentos e abraço quem está com a dor, concordo contigo em tudo!
    bjus e maravilhoso fim de semana!

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  4. Oi Cris,

    Mas nessas horas, acho que um abraço sincero e caloroso é o que mais vale e o que a pessoa que sofre mais precisa! A gente não tem que ficar falando nada mesmo.

    Beijocas, ótima semana.

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