Pular para o conteúdo principal

Níver da minha irmã


Hoje a Flávia, minha irmã, tá fazendo 35 anos. Quem reparou que eu fiz 36 há menos de 1 mês percebe que nossa diferença de idade é bem pequena, pouquíssimo mais do que 1 ano, o que torna desnecessário dizer que não lembro da minha vida sem a Flávia fazendo parte dela.

Quando a gente era criança, até uns 7, 8 anos, era comum perguntarem se éramos gêmeas. TODO MUNDO perguntava isso em TODO LUGAR! Mas acho que era normal já que nosso tamanho era o mesmo, as feições muito parecidas e as roupas com poucas diferenças.

A medida que fomos crescendo, no entanto, fomos ficando bem diferentes, tanto por dentro como por fora. E nos afastamos aos poucos.

Quem acompanha o blog há mais tempo sabe o quanto é uma relação complicada na minha vida, infelizmente. Já nos magoamos muito, já dissemos coisas que, com certeza nos arrependemos de ter dito uma pra outra - eu me arrependo, pelo menos - e fizemos a outra chorar.

Há algum tempo as coisas estão melhorando. Posso dizer que ela começou a sua mudança e a minha acabou sendo consequência. Gosto muito da relação que (re)começamos a construir e gosto muito da relação que tenho com meus sobrinhos. Não é a relação de irmãs que eu idealizo e nem sei se um dia teremos esta, de melhores amigas, porque pensamos diferentes em muita coisa e isso dificulta algumas vezes. Mas é uma relação onde tem existido respeito e, eu sei, amor.

Não posso dizer pra Flávia que me lembro dos chinelinhos que minha mãe comprou para a maternidade quando ela nasceu - como me lembro quando o Tata, meu irmão de 32 anos nasceu -, do dia em que fomos buscá-lo no aeroporto - quando o meu irmão Lucas, de 27 anos foi morar conosco -, ou da primeira vez que vi a vi - meu irmão de 18 anos, que veio morar conosco quando tinha 8 meses - mas acho que lembrar dela em todas as minhas memórias mais antigas é mais valioso ainda do que as lembranças que tenho dos meus irmãos, porque significa que ela é uma parte muito importante e essencial da minha história.

Hoje, em seu aniversário, só posso desejar que Deus a abençoe, que ela seja feliz, que alcance tudo o que tem buscado, que tenha certeza que as pedras que encontramos no nosso caminho, como já disse Neno Nox, podemos juntar todas e, um dia, contruímos um castelo. E, principalmente, que eu a amo muito.

Feliz aniversário!

Imagem: Let's paint nature!

Comentários

  1. É Sheila, família é pra sempre... por mais que exista conflitos entre as duas, o amor é grande entre vocês, dá para perceber... que essa mudança que vcs estão passando as una mais e mais... e parabéns para ela né... não a conheço pessoalmente mas já ouvi muito falarem dela...rsrsrs bjo

    ResponderExcluir
  2. Pois é, Fabi, família estará sempre conosco.

    Obrigada :)

    Beijocas, ótima semana.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As calcinhas no varal

Hoje lavei minha roupa e, ao estendê-la no varal, fiquei chocada com a "qualidade" de boa parte das calcinhas que ali estavam. As mulheres que têm entre 30 e 35 anos provavelmente cresceram ouvindo suas mães dizerem para cuidar com a roupa de baixo que usa porque se desmaiar na rua todos verão a calcinha velha, o sutiã com alça encardida - nem é o tema do post, mas quero avisá-las que é verdade! Um ex-colega de faculdade, bombeiro, diz que sim, eles reparam, mesmo nos momentos mais complicados de socorro, se as "moçoilas" estão com calcinha feia! - e falarão que a dona da lingerie é uma porquinha! Daí hoje, olhando as calcinhas no varal, eu fiquei pensando que ali estavam aquelas calcinhas que normalmente eu usaria só pra dormir. Mas eu não só durmo! Ou seja, eu saí com boa parte delas!! "Analisando" o varal, lembrei de que eu sempre tentei ser caprichosa com o que vestia por baixo da roupa. Mesmo quando era casada tentava usar lingerie arrumadinha e depoi...

Pour toi, mon amour (Jacques Prévert)

Engraçado como as coisas vêm na nossa cabeça, de repente. Tava aqui pensando e este poema, o primeiro que li na aula de Francês, veio à minha lembrança. Pour toi, mon amour - "Para você, meu amor" - fala de amor mas fala, principalmente, da impossibilidade de prendermos quem realmente amamos. Je suis allé au marché aux oiseaux Et j'ai acheté des oiseaux Pour toi, mon amour Je suis allé au marché aux fleurs Et j'ai acheté des fleurs Pour toi, mon amour Je suis allé au marché à la ferraille Et j'ai acheté des chaînes De lourdes chaînes Pour toi, mon amour Et je suis allé au marché aux esclaves Et je t'ai cherchée Mais je ne t'ai pas trouvée Mon amour ** Fui ao mercado de pássaros E comprei pássaros Para você, meu amor Fui ao mercado de flores E comprei flores Para você, meu amor Fui ao mercado de sucata E comprei correntes Pesadas correntes Para você, meu amor E eu fui ao mercado de escravos E te procurei Mas eu não te encontr...

25 em 2013 - Livro 5: Sua resposta vale um bilhão

Eu sinto tanto só agora escrever sobre Sua resposta vale um bilhão que li em fevereiro! Principalmente porque vou deixar muita coisa bacana do livro de fora. Mas gostei tanto que, mesmo assim, vale a pena. Minha história com o livro é longa. Sou apaixonada pelo filme Quem quer ser um milionário - sobre o qual comentei efusivamente aqui , há 4 anos. Naquela época eu já tinha me interessado pelo livro, primeiro do autor - um diplomata indiano - mesmo correndo o risco de me decepcionar com o filme depois de lê-lo. Namorei o livro longamente até que encontrei na Estante Virtual  - um site que reúne sebos do Brasil inteiro - no comecinho do ano. Paguei R$ 4- sim, quatro reais! - por uma edição praticamente nova. Quanto à história, muita coisa é diferente do filme - e necessário, se pensarmos na impossibilidade de adaptar um livro inteiro pra 2h de película. Escrevendo isso, o que me vem à cabeça é que, na verdade, o filme é inspirado na idéia central, do menino pobre,...