Pular para o conteúdo principal

Aprendendo a arriscar no guarda-roupa

(Este é um post que pouco deverá interessar aos seguidores masculinos já que é um assunto bem "mulherzinha". Sorry guys!)

Ontem consegui romper com dois preconceitos/temores "modísticos" meus.

Bom, mas vamos tentar começar do começo. Eu não acho que me vista mal. Assim, quando dá eu acompanho o Esquadrão da Moda e nunca me identifiquei com nenhuma das "vítimas" do programa! Mas eu acho que me visto, no geral, de forma muito sem-graça. Em grande parte por medo de exagerar e, ao invés de disfarçar meus quilos a mais, acabar destacando-os.

Aí que comecei a seguir uns blogs de moda. Alguns brasileiros e alguns estrangeiros mais destemidos. Vi crescer dentro de mim a vontade de voltar a usar saias no inverno. O blog francês Saks in the city principalmente me estimulou bastante, mas... com que sapato usar? Sempre acho que o que eu calçava deixava o visual desequilibrado e, depois de ver a Sakine - blogueira do Saks, linda! -, ensaiei comprar um par de ankle boots. Entretanto, uma coisa é você andar de perna grossa e ankle boots em Paris, outra é fazer o mesmo no Brasil. Seguia resistindo... Aí a Litha, do Manual Prático da Gordinha fez um post sobre as tais botinhas. Eu confesso que desgostei da maioria dos modelos mas as fotos me serviram pra uma coisa: me mostraram que, sim, eu podia usar ankle boots, desde que, como já suspeitava, elas fossem da mesma cor da meia-calça.

Ontem fui atrás de um par pra chamar de meu. Depois de uma olhada no centro da cidade - e de me assustar com os preços - fui no bairro onde tem um comércio mais popular e só encontrei as ankle boots em uma loja. Como elas tinham um detalhe no tornozelo eu fiquei com medo delas "cortarem" minhas pernas e me fazerem parecer uma anãzinha - porque eu já sou baixinha, meço 1,60m. Depois de uns 10 minutos no "levo/não levo", decidi por comprá-las e foi pra casa louca pra calçá-las com a meia-calça fio 80 e os vestidos de inverno comprados em Imperatriz - isso mesmo, vestidos de inverno comprados no interior do MA. O resultado? Ah, gente, ficou muito lindo!! Como fiquei feliz. E aliviada! Já fui tirando outras saias do guarda-roupa, procurando vestidos... Amei, amei, amei! Essas aqui são minhas botas - meus conhecimentos de mexer com imagem são limitadíssimos e não consegui encontrar/acertar uma foto maior...

O segundo item também comprado ontem foi um cinto. Apesar de estar acima do peso, eu sempre tive cintura e percebi que devo realmente aproveitar isso. Alguns looks com cinto me agradam, outros não. Estou ensaiando em casa e espero logo usar o meu cinto. Desse tipo aqui meu cinto, mas mais bonito.

Bom, mas pra que eu tô contando tudo isso aqui num post gigante? Pra dizer que a gente tem que experimentar, arriscar. Não basta só achar que não fica bem com esse ou aquele tipo de bota porque os "especialistas" de moda dizem que não! Já viram coisa que foi mais proibida pra gordinhas que cinto?! E olha o cinto aí em trocentas cinturas mais cheinhas! Bota achata a silhueta, dizem. Saiba usar: mesmo que algumas digam que não, eu ainda sou reticente quanto ao uso delas com meias de outras cores, então, siga confiante na bota da mesma cor da meia-calça!

Outra coisa tida como proibida, mas que uso há tempos: lenços, pashminas e afins. Eu AMO de paixão! No entanto tenho pescoço curto. E sou uma mulher "de peito". Crime eu usar algo enrolado no pescoço, fazendo volume junto ao busto? Não se eu me olhar no espelho e perceber o que me cai bem!

A verdade é que a gente tem que saber o que usar, reinventar o que tem, comprar peças que nos caiam bem, mas tentar algo do impensado também! Conheço poucas pessoas mais críticas do que eu. Autocrítica principalmente. E olha eu aqui dizendo que sim, ankle boot e cinto tão liberados! E pashminas e afins!

Agora, por último, uma dica que eu tinha vontade de colocar em outdoor porque é o que mais me incomoda em visual feminino: mulherada, em geral, por favor, USEM SUTIÃ COM BOJO!! Não tô falando de enchimento, mas de bojo, simplesinho. Não tem coisa que deixa os seios mais feios do que sutiã molenga! Bojo não aumenta seio, garanto, dá um formato legal, desde os seios menores até os mais generosos! Seios meia-boca ficam bonitos e seios bonitos ficam lindos neste tipo de sutiã! Desde que descobri isso, não uso outro tipo de lingerie! Na Marisa tem sutiãs bons e com preços camaradas. Experimentem!

Aliás, façam várias experiências. Sejamos criativas e saiamos do sem-graça ;)

Comentários

  1. Gostei do seu post. Tava numa onda experimentando, depois deu preguiça. Meu maior problema eh roupa pro trabalho, que acho que as minha sao muito sem sal. Mas eh onde passamos a maior parte do dia, deveriamos caprichar, ne? Adoro cinto, comprei varios e eles salvam muitos looks sem gracinha! Queria me aventurar nos coletes, que acho lindos e em sapatos mais legais... mas tb tenho que "esvaziar" meu cartao de credito antes... :) Beijos!

    ResponderExcluir
  2. Oi Lanny,

    Que bom que gostou :))

    Olha, a melhor coisa que existe é uniforme, viu? Deixa a gente sem precisar pensar demais em roupa pra trabalhar que é sim o mais complicado. Acho lindos coletes mas desde que a moda voltou não tenho nenhum. Triste é isso de nunca poder comprar tudo que a gente acha que precisa, né? rsrs

    Beijocas, boa semana.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As calcinhas no varal

Hoje lavei minha roupa e, ao estendê-la no varal, fiquei chocada com a "qualidade" de boa parte das calcinhas que ali estavam. As mulheres que têm entre 30 e 35 anos provavelmente cresceram ouvindo suas mães dizerem para cuidar com a roupa de baixo que usa porque se desmaiar na rua todos verão a calcinha velha, o sutiã com alça encardida - nem é o tema do post, mas quero avisá-las que é verdade! Um ex-colega de faculdade, bombeiro, diz que sim, eles reparam, mesmo nos momentos mais complicados de socorro, se as "moçoilas" estão com calcinha feia! - e falarão que a dona da lingerie é uma porquinha! Daí hoje, olhando as calcinhas no varal, eu fiquei pensando que ali estavam aquelas calcinhas que normalmente eu usaria só pra dormir. Mas eu não só durmo! Ou seja, eu saí com boa parte delas!! "Analisando" o varal, lembrei de que eu sempre tentei ser caprichosa com o que vestia por baixo da roupa. Mesmo quando era casada tentava usar lingerie arrumadinha e depoi...

Pour toi, mon amour (Jacques Prévert)

Engraçado como as coisas vêm na nossa cabeça, de repente. Tava aqui pensando e este poema, o primeiro que li na aula de Francês, veio à minha lembrança. Pour toi, mon amour - "Para você, meu amor" - fala de amor mas fala, principalmente, da impossibilidade de prendermos quem realmente amamos. Je suis allé au marché aux oiseaux Et j'ai acheté des oiseaux Pour toi, mon amour Je suis allé au marché aux fleurs Et j'ai acheté des fleurs Pour toi, mon amour Je suis allé au marché à la ferraille Et j'ai acheté des chaînes De lourdes chaînes Pour toi, mon amour Et je suis allé au marché aux esclaves Et je t'ai cherchée Mais je ne t'ai pas trouvée Mon amour ** Fui ao mercado de pássaros E comprei pássaros Para você, meu amor Fui ao mercado de flores E comprei flores Para você, meu amor Fui ao mercado de sucata E comprei correntes Pesadas correntes Para você, meu amor E eu fui ao mercado de escravos E te procurei Mas eu não te encontr...

25 em 2013 - Livro 5: Sua resposta vale um bilhão

Eu sinto tanto só agora escrever sobre Sua resposta vale um bilhão que li em fevereiro! Principalmente porque vou deixar muita coisa bacana do livro de fora. Mas gostei tanto que, mesmo assim, vale a pena. Minha história com o livro é longa. Sou apaixonada pelo filme Quem quer ser um milionário - sobre o qual comentei efusivamente aqui , há 4 anos. Naquela época eu já tinha me interessado pelo livro, primeiro do autor - um diplomata indiano - mesmo correndo o risco de me decepcionar com o filme depois de lê-lo. Namorei o livro longamente até que encontrei na Estante Virtual  - um site que reúne sebos do Brasil inteiro - no comecinho do ano. Paguei R$ 4- sim, quatro reais! - por uma edição praticamente nova. Quanto à história, muita coisa é diferente do filme - e necessário, se pensarmos na impossibilidade de adaptar um livro inteiro pra 2h de película. Escrevendo isso, o que me vem à cabeça é que, na verdade, o filme é inspirado na idéia central, do menino pobre,...