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Vi: A rainha


(esse é outro dos bacanas que vi recentemente, junto com Adivinhe quem vem para o jantar)

Você lembra onde estava quando a Princesa Diana morreu? Eu lembro. Eu dormia e fui acordada pela Mãinha dizendo: "Sheila, a Diana morreu!". Engraçado que, apesar do milésimo de segundo que levei pra, acordando, entender o que ela dizia, eu não tive dúvidas de qual Diana ela falava, mesmo que o tom usado parecia mais se referir a uma amiga nossa que à uma princesa de um país distante. Mas... todo mundo não se sentia íntimo da Princesa do Povo?

Eu sou da geração que teve a aulinha interrompida no pré-primário pra ver, lá na escola mesmo, o casamento do, então, futuro rei da Inglaterra - e da Grã-Bretanha - com a professorinha de jardim loira, linda e tímida. Vi os bebês dela nascerem, vi eles indo pra escola, vi ela se tornando infeliz, vi sua separação, seu divórcio e sua tentativa de ser feliz no amor. E, como todo mundo, vi seu funeral.

Bom, mas essa introdução longa - e nem parece longa quando eu digito aqui, o problema é o formato do blog que faz tudo ficar moooito longo! - tem a ver com o filme A Rainha - The Queen, França/Itália/Inglaterra, 2006 - narra a semana entre a morte de Diana e seu funeral. E, depois, um diazinho uns meses depois. O foco é a Rainha Elizabeth II e sua reação ao fato. Como se portar diante da morte da ex-mulher de seu filho, que não faz mais parte da família real, mas ainda é a mãe do futuro rei da Inglaterra? E como um primeiro-ministro recém-eleito - Tony Blair - vai reagir a isso tudo também? O filme é uma espécie de bastidores dos fatos daqueles dias.

Helen Mirren está tão perfeita de Rainha Elizabeth que, muitas vezes, eu me esquecia que era uma atriz, e não a verdadeira rainha que eu via ali; merecidíssimo seu Oscar em 2007. Michael Sheen - que eu não conhecia - é um Tony Blair idem - sempre gostei do Tony Blair. Os dois expõem suas fraquezas e seus temores mas, enquanto ele pode mostrar seus sentimentos, ela foi treinada - e acho essa a palavra perfeita aqui -  para não demonstrar emoção alguma ao seu povo.

O filme é bem bacana, outros no elenco estão ótimos também - James Cromwell, como o príncipe-consorte Phillip está tão antipático como dizem ser o original! Stephen Freas, o diretor, não arrisca fazer média com a Coroa Britânica e mostra todos como seres humanos falíveis.

Recomendo pra quem, além de querer ver um filme bem feitinho, tem curiosidade por saber o que aconteceu naquele momento com alguns dos personagens principais.

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