10 julho 2009

A salvação inesperada

Juro, eu não pretendia um terceiro post hoje!

Mas estava aqui, preparando minha aula pra evangelização amanhã - meus queridos monstrinhos de 13 a 15 anos - e me deparei com uma história pela qual tenho muito carinho desde criança e que está em um dos meus livros infantis preferidos!

Pai Nosso é um livro ditado pelo Espírito Meimei e psicografado por Chico Xavier. Nele, em pequenas histórias, lindamente ilustradas,são explicados, de forma muito delicadinha e acessível pros pequeninos, os versos da oração dominical. Eu o tinha quando criança e já estou em falta, porque sempre quis dar pros meus sobrinhos um exemplar do livro!

Fica aqui a minha história preferida. Não consigo lê-la sem me emocionar; hoje divido-a com vocês.

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"Num país europeu, certa tarde, muito chuvosa, um maquinista, cheio de fé em Deus, começando a acionar a locomotiva com o trem repleto de passageiros para longa viagem, fixou o céu escuro e repetiu, com muito sentimento, a oração dominical.

O comboio percorreu léguas e léguas, dentro das trevas densas, quando, alta noite, ele viu, à luz do farol aceso, alguns sinais que lhe pareceram feitos pela sombra de dois braços angustiados a lhe pedirem atenção e socorro.

Emocionado, fez o trem parar, de repente, e, seguido de muitos viajantes, correu pelos trilhos de ferro, procurando verificar se estavam ameaçados de algum perigo.

Depois de alguns passos, foram surpreendidos por gigantesca inundação que, invadindo a terra com violência, destruíra a ponte que o comboio deveria atravessar.

O trem fora salvo, milagrosamente.

Tomados de infinita alegria, o maquinista e os viajores procuraram a pessoa que lhes fornecera o aviso salvador, mas ninguém aparecia. Intrigados, continuaram na busca, quando encontraram no chão um grande morcego agonizante. O enorme voador batera as asas, à frente do farol, em forma de dois braços agitados, e caíra sob as engrenagens. O maquinista retirou-o com cuidado e carinho, mostrou-o aos passageiros assombrados e contou como orara, ardentemente, invocando a proteção de Deus, antes de partir. E, ali mesmo, ajoelhou-se, ante o morcego que acabava de morrer, exclamando em alta voz:

- Pai Nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores, não nos deixes cair em tentação e livra-nos do mal, porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Assim seja.

Quando acabou de orar, grande quietude reinava na paisagem.

Todos os passageiros, crentes e descrentes, estavam também ajoelhados, repetindo a prece com amoroso respeito. Alguns choravam de emoção e reconhecimento, agradecendo ao Pai Celestial, que lhes salvara a vida, por intermédio de um animal que infunde tanto pavor às criaturas humanas. E até a chuva parara de cair, como se o céu silencioso estivesse igualmente acompanhando a sublime oração."

2 comentários:

  1. Olá,
    Estava blogando e passeando pela net e encontrei seu blog.
    Adorei, está lindo!
    Add como seguidora, tudo bem...
    Abraços e até!

    Evelyn Oliveira

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  2. Oi Evelyn,

    Que legal! Que bom que gostou do blog. Obrigada por segui-lo :D

    Beijocas e delicioso domingo.

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