Pular para o conteúdo principal

Buenos Aires (5): As pessoas

(segunda postagem do dia)

Sinto decepcioná-los, mas eu já fui sem a impressão de antipatia dos argentinos e ela só se confirmou. Os únicos malvados conosco foram os motoristas de ônibus e vou falar logo deles pra depois falar das pessoas legais - as que, verdadeiramente, valem a pena serem citadas!
Os ônibus não têm cobradores. As passagens devem ser pagas em moedas que são depositadas em máquinas com cara de muito antigas, mas que são eficientíssimas, cobrando o valor exato e voltando troco.

Sei disso hoje, mas não sabia na manhã de sábado quando íamos pra La Boca. Entramos no ônibus e quando mostramos o dinheiro pro motorista ele disse que só podia pagar em moeda e mandou a gente descer. Que raiva, que grosso! Como não encontramos quem trocasse pra gente, acabamos pegando um táxi, que foi barato.

O outro ônibus também tinha um motorista grosso. Vai ver que o problema é que tô acostumada com os motoristas e cobradores queridos daqui de Foz.

E por falar em gente querida... todos os outros argentinos - tirando uma doida que encontramos no cemitério e que nos proibiu de tirar fotos dos gatos que moram ali. Bom, já tínhamos tirado umas trocentas fotos deles mesmo! rsrs - foram muito queridos. Pessoas na rua, nos pontos de ônibus, o dono do albergue com quem conversei bastantinho.

Na rodoviária, quando fomos levar a irmã da Angelice que teve que voltar antes, conheci um senhora de 83 muito fofa e lúcida que viajava sozinha e que deu dicas da Recoleta, para onde íamos em seguida e ainda ficou o tempo todo falando pra gente ter cuidado. Parecia uma vozinha nossa! rsrs

Em San Telmo, uma feira de artesanatos e antiguidades, encontramos expositores e vendedores gentis como nunca conheci! Pessoas que mostravam tudo pra gente sem ficar pressionando para comprarmos nem se importando se não comprávamos. Artistas que contavam dos seus trabalhos sem nos empurrar seus trabalhos.

No shopping mais turístico da cidade a simpatia foi a mesma, até na caríssima loja da marca de cosméticos M.A.C. - alô, batom custando R$ 50?! - onde já li gente dizendo que sofreu na mão dos vendedores.

Ah, e meu espanhol foi elogiado :D Uma senhora em San Telmo disse que pensava que eu era venezuelana - minha profe Nildi disse que perguntam a mesma coisa quando ela está lá! rsrs - e outro senhor elogiou também na mesma feira. Acho que eles estão acostumados com brasileiros que só falam portunhol...

Um povo elegante... Tudo bem que, como diz minha amiga Vik, sem chance de alguém ser elegante no verão de 40ºC de Foz, mas lá é todo mundo muito elegante mesmo! Até o pessoal mais simples.

E além de elegante, bonito! Os policiais, por exemplo... desconfio que é pré-requisito ser bonito pra seguir essa profissão em Buenos Aires: não vi um sequer feio! - a mesma amiga Vik, que legendou minhas fotos no orkut, colocou assim em uma foto que tirei com dois guardinhas atrás: "ai, me prende!", hahahah

Por todas as pessoas fofas encontradas eu quero dizer pra vocês que nem todos os argentinos são antipáticos ou metidos. Da mesma forma que tem gente assim no Brasil, lá tem também. E completo: encontrei gente muito mais gentil como prestadores de serviços do que costumo encontrar no Brasil!
___
Foto: Feira de San Telmo. Imagino que alguns na foto são argentinos - o resto é brasileiro mesmo :S

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você sabe o que é um "scammer"?

Eu fico tanto tempo sem escrever que, quando volto, fico com vergonha, pode?
Em minha defesa quero dizer que andei muito ocupada e sem nada de interessante pra escrever e que ando visitando os blogs que curto mas NÃO CONSIGO comentar há semanas! Sempre dá erro.
Mas, vamos ao que me motivou voltar a escrever um post. E senta confortável porque a história é longa mas muito séria e importante de ser conhecida.
Vocês já ouviram falar em scammer ou scam?
Scam, traduzindo meia-boca do original inglês, é um golpe, trambique, cambalacho. Scammer é quem o pratica. Na internet os scams mais conhecidos são aqueles golpes que com certeza vocês já conhecem de receber um email dizendo que tem um dinheiro em um banco africano e que você foi escolhido pra ficar com aqueles milhões. Já não recebeu um desses emails?
Mas existe mais um tipo de scam que tem se alastrado e que eu conheci este final de semana, da forma mais dolorosa: quase sendo vítima dele. É o scam romântico.
Se por um lado eu me enverg…

As calcinhas no varal

Hoje lavei minha roupa e, ao estendê-la no varal, fiquei chocada com a "qualidade" de boa parte das calcinhas que ali estavam.

As mulheres que têm entre 30 e 35 anos provavelmente cresceram ouvindo suas mães dizerem para cuidar com a roupa de baixo que usa porque se desmaiar na rua todos verão a calcinha velha, o sutiã com alça encardida - nem é o tema do post, mas quero avisá-las que é verdade! Um ex-colega de faculdade, bombeiro, diz que sim, eles reparam, mesmo nos momentos mais complicados de socorro, se as "moçoilas" estão com calcinha feia! - e falarão que a dona da lingerie é uma porquinha!

Daí hoje, olhando as calcinhas no varal, eu fiquei pensando que ali estavam aquelas calcinhas que normalmente eu usaria só pra dormir. Mas eu não só durmo! Ou seja, eu saí com boa parte delas!!

"Analisando" o varal, lembrei de que eu sempre tentei ser caprichosa com o que vestia por baixo da roupa. Mesmo quando era casada tentava usar lingerie arrumadinha e depois,…

25 em 2013 - Livro 5: Sua resposta vale um bilhão

Eu sinto tanto só agora escrever sobre Sua resposta vale um bilhão que li em fevereiro! Principalmente porque vou deixar muita coisa bacana do livro de fora. Mas gostei tanto que, mesmo assim, vale a pena.
Minha história com o livro é longa. Sou apaixonada pelo filme Quem quer ser um milionário - sobre o qual comentei efusivamente aqui, há 4 anos. Naquela época eu já tinha me interessado pelo livro, primeiro do autor - um diplomata indiano - mesmo correndo o risco de me decepcionar com o filme depois de lê-lo.
Namorei o livro longamente até que encontrei na Estante Virtual - um site que reúne sebos do Brasil inteiro - no comecinho do ano. Paguei R$ 4- sim, quatro reais! - por uma edição praticamente nova.
Quanto à história, muita coisa é diferente do filme - e necessário, se pensarmos na impossibilidade de adaptar um livro inteiro pra 2h de película. Escrevendo isso, o que me vem à cabeça é que, na verdade, o filme é inspirado na idéia central, do menino pobre, criado no mundo e que ganh…