Pular para o conteúdo principal

Buenos Aires (2): A ida e a volta

1288 km de distância. Intenção de fazermos em umas 15h de viagem.
Bão... a coisa não foi bem assim, nem na ida e nem na volta (rsrs). Pra começar, íamos sair daqui 4h da manhã para pegarmos no escuro a parte de estrada na Argentina conhecida na ida. O Márcio e a Fernanda, ele o dono do carro, acabaram chegando aqui depois das 6h. Resumindo, saímos da aduana argentina às 6h45. Ah, sem mapa das estradas. Parece uma grande mancada, né?

E foi! Nos perdemos por conta das estradas PESSIMAMENTE sinalizadas na Argentina - ótimas, mas sem placa nenhuma, praticamente. E só descobrimos que estávamos uns 100km errados porque eu invoquei que tínhamos que comprar um mapa! Mapa estudado, caminho errado encontrado, mais de 2h pra voltarmos pro caminho certo...

No resto, foi tranquilo. Estávamos a Fer, o Márcio, a Angelice e a irmã dela, a Analice. Ouvimos música, brincamos, conversamos, fizemos pequenas confidências... E passamos por três paisagens bem distintas, curiosamente cada uma em uma província atravessada: pinheiros num verde sem fim em Misiones, banhados em Corrientes, agravados por conta das chuvas acontecendo naquela época - essa província faz fronteira com Santa Catarina e Rio Grande do Sul, entenderam como choveu lá? - e campos e mais campos planos em Entre Ríos. A parte mais bonita e menos entediante era aqui de Misiones.

Chegamos em Buenos Aires à 1h30 nossa - meia-noite e meia deles. Quando entramos na província de Buenos Aires, já pertinho da cidade, foi um encantamento geral de todos com a ponte na divisa de províncias super-iluminada e linda e depois com a própria cidade de Buenos Aires, gigante, com avenidas gigantes, muita luz e, apesar de umas favelas, uma cidade linda desde sua entrada! Não tivemos dificuldades para chegar ao albergue porque ele fica super-bem-localizado e alguma plaquinha conseguimos encontrar já na capital!

A volta foi mais ou menos a mesma coisa: erramos caminho ainda na grande Buenos Aires, penamos pra encontrar a saída certa - aqui faltavam as benditas placas... aff! Mesmo clima gostoso - depois da tensão de erro de direção; eu disse que sofremos de labirintite! Almoçamos no lugar mais feio que já comi, mas um bifão à milanesa e arroz gostosos.

Chegamos em Foz por volta das 22h, mortos de cansados, mas vivos e, muito importante, sem termos tido qualquer problema com as gendarmerias de Corrientes e Entre Ríos que todo mundo, sem exceção, tinha nos dito que iam nos achacar. Nadinha, gente! Pelo contrário, muita gentileza sempre que fomos parados. Acho que muito contribuiu estar mulher na direção nas passagens mais críticas... E termos rezado na saída daqui e na de Buenos Aires.

Se faço de novo uma viagem dessas de carro? Faço, mas sem qualquer pressa de chegar e, de preferência, com mais uma pessoa só. E com mapa desde aqui de Foz!!
__
Foto: banhadão na província de Corrientes.

Comentários

  1. Oi,

    Estou muito feliz, hoje é niver de marido!!
    Fiz um post especial para ele!!

    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Oi Cíntia!

    Parabéns pro marido! Felicidades gigantes pra vocês dois :)

    Bjks.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As calcinhas no varal

Hoje lavei minha roupa e, ao estendê-la no varal, fiquei chocada com a "qualidade" de boa parte das calcinhas que ali estavam. As mulheres que têm entre 30 e 35 anos provavelmente cresceram ouvindo suas mães dizerem para cuidar com a roupa de baixo que usa porque se desmaiar na rua todos verão a calcinha velha, o sutiã com alça encardida - nem é o tema do post, mas quero avisá-las que é verdade! Um ex-colega de faculdade, bombeiro, diz que sim, eles reparam, mesmo nos momentos mais complicados de socorro, se as "moçoilas" estão com calcinha feia! - e falarão que a dona da lingerie é uma porquinha! Daí hoje, olhando as calcinhas no varal, eu fiquei pensando que ali estavam aquelas calcinhas que normalmente eu usaria só pra dormir. Mas eu não só durmo! Ou seja, eu saí com boa parte delas!! "Analisando" o varal, lembrei de que eu sempre tentei ser caprichosa com o que vestia por baixo da roupa. Mesmo quando era casada tentava usar lingerie arrumadinha e depoi...

Pour toi, mon amour (Jacques Prévert)

Engraçado como as coisas vêm na nossa cabeça, de repente. Tava aqui pensando e este poema, o primeiro que li na aula de Francês, veio à minha lembrança. Pour toi, mon amour - "Para você, meu amor" - fala de amor mas fala, principalmente, da impossibilidade de prendermos quem realmente amamos. Je suis allé au marché aux oiseaux Et j'ai acheté des oiseaux Pour toi, mon amour Je suis allé au marché aux fleurs Et j'ai acheté des fleurs Pour toi, mon amour Je suis allé au marché à la ferraille Et j'ai acheté des chaînes De lourdes chaînes Pour toi, mon amour Et je suis allé au marché aux esclaves Et je t'ai cherchée Mais je ne t'ai pas trouvée Mon amour ** Fui ao mercado de pássaros E comprei pássaros Para você, meu amor Fui ao mercado de flores E comprei flores Para você, meu amor Fui ao mercado de sucata E comprei correntes Pesadas correntes Para você, meu amor E eu fui ao mercado de escravos E te procurei Mas eu não te encontr...

25 em 2013 - Livro 5: Sua resposta vale um bilhão

Eu sinto tanto só agora escrever sobre Sua resposta vale um bilhão que li em fevereiro! Principalmente porque vou deixar muita coisa bacana do livro de fora. Mas gostei tanto que, mesmo assim, vale a pena. Minha história com o livro é longa. Sou apaixonada pelo filme Quem quer ser um milionário - sobre o qual comentei efusivamente aqui , há 4 anos. Naquela época eu já tinha me interessado pelo livro, primeiro do autor - um diplomata indiano - mesmo correndo o risco de me decepcionar com o filme depois de lê-lo. Namorei o livro longamente até que encontrei na Estante Virtual  - um site que reúne sebos do Brasil inteiro - no comecinho do ano. Paguei R$ 4- sim, quatro reais! - por uma edição praticamente nova. Quanto à história, muita coisa é diferente do filme - e necessário, se pensarmos na impossibilidade de adaptar um livro inteiro pra 2h de película. Escrevendo isso, o que me vem à cabeça é que, na verdade, o filme é inspirado na idéia central, do menino pobre,...