02 junho 2009

Entrevista no Dona Perfeitinha

Gente, gente, gente (meio histérica! rsrs), saiu hoje minha entrevista no Dona Perfeitinha!

Ficou tudo de bom, graças à Talita, que é uma queridíssima e bolou perguntas bem bacanas! Aliás, vai parecer puxação de saco - mas quem me conhece sabe que não sou disso - mas vale a pena conhecer o site que é cheio de coisas muito legais!

Obrigada de novo, Talita :)

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

ENTREVISTADA - Sheila: turismóloga e quase bacharel em letras

Hoje, estreiando as entrevistas de junho - cuja ordem foi decidida por votação, temos a participante Sheila que ganhou mais votos na brincadeira que realizamos aqui no dona perfeitinha. Tenho muito que agradecer às 8 participantes que me concederam entrevistas muito interessantes, vezes divertidas, vezes comoventes, vezes instrutivas, mas sempre, em todas elas, muito transparentes permitindo-nos a conhecer um pouco mais sobre elas.

A entrevistada de hoje: Sheila - participante número 5


Sheila é turismóloga e quase bacharel em Letras. Ela é separada e não tem filhos. Tem 34 anos e um dos seus programas preferidos é viajar. Morando em Foz do Iguaçu, tem uma família grande, unida, mas hoje dividida: os pais e dois irmãos moram no Maranhão, outro irmão mora no interior de São Paulo, sendo apenas ela e sua única irmã morando em Foz. Sua sinceridade e carisma são pontos que a ajudam a conquistar facilmente belas amizades que cultiva com carinho. Super transparente, entrega-se à escrita em seu blog Pensamentos "y otras cositas".


1) Oi, Sheila! Sei que é bacharel em Turismo e trabalha na área, na Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu - PR. Apesar disso, está terminando a faculdade de Letras (português - espanhol). O mercado de trabalho para o profissional de turismo foi uma decepção pra você?



De certa forma foi sim. Na verdade... quando decidi prestar vestibular pra Turismo, no final de 1992, não existia ainda “aquela” procura pelo curso e eu queria mesmo era fazer Jornalismo, curso que não tinha por aqui então. Mas me apaixonei por Turismo e desde o começo trabalhei na área. O que acontece é que não é um curso valorizado; acredito que nem aqui e nem em parte nenhuma! Você vê gente que se forma em qualquer coisa trabalhando em agências, em hotéis, com eventos... vendo por esse lado, me decepcionei sim.



2) Como é seu trabalho na Secretaria de Turismo?



Eu sou auxiliar de turismo bilíngüe e trabalho nos postos de informações turísticas que a Secretaria tem na cidade: no aeroporto, na rodoviária, no terminal urbano e na própria Secretaria. Basicamente o que faço é atender turistas que chegam ou já estão na cidade e têm dúvidas quanto aos atrativos ou, em algumas vezes, acredite, chegam em Foz sem saber o que visitar – além das Cataratas, claro! De vez em quando atendo um ou outro turista mal-humorado e chato, mas na maioria das vezes, o pessoal é simpático. É uma delícia atender alguém que chega aqui e você percebe ansioso, feliz por estar na cidade! Como a maioria dos que nos procuram são estrangeiros, saber outros idiomas é primordial. No meu caso, além do português, falo espanhol, inglês e francês.



3) Quais seus planos para o futuro?



Não comecei a faculdade de Letras muito interessada mas fui, durante o curso, me apaixonando pela possibilidade de ser professora de Espanhol e/ou Literatura. Meu plano mais imediato é conseguir apresentar meu TC, fazer os estágios de regência e concluir o curso! (rsrs). Tenho vontade de mudar de emprego também, talvez de cidade... Concluindo a faculdade, será menos complicado sair de Foz.


4) Viajar parece ser algo que adora. Que diferenças culturais te impressionaram nas viagens que fez?



AMO viajar! Felizmente! Porque até chegar a Foz, em 1991, morei em 7 cidades diferentes! Acho que poder viajar tanto, já que meus pais sempre gostaram, principalmente porque vivíamos longe das famílias deles, me “ensinou” a adorar conhecer culturas diferentes. Mas, de verdade, eu encontro mais diferenças culturais dentro do Brasil do que fora! Como vivo na região Sul, percebo diferenças grandes quando viajo para lugares acima de São Paulo. Meu pai, que é mineiro, costuma dizer que o Sul é outro país, e não é, definitivamente, por preconceito, que ele diz isso, mas porque realmente a gente vê muitas diferenças! Além da culinária – felizmente come-se bem em qualquer lugar do Brasil! – nos próprios costumes cotidianos. Curiosamente, quando viajei pra Europa, o que me impressionou foi não encontrar tantas diferenças! Sim, claro, as pessoas não são tão expansivas, mas, de resto, tudo é muito parecido.


5) Qual sua religião e o que ela representa na sua vida?



Eu nasci em lar Espírita mas só há cerca de 10 anos comecei a levar realmente a sério. Hoje minha religião pra mim é muito importante: dou aulas de evangelização para jovens de 13 a 15 anos, sou uma das palestrantes da Casa e participo também de grupos de estudo. Por ter uma religião muitas vezes incompreendida, sempre fui de aceitar convites de ir em outras igrejas e até estudei em colégio de freira (!), mas é no Espiritismo que encontro respostas para minhas maiores inquietações. Algumas coisas ainda não consigo entender ou aceitar como são, mas é a religião que me dá, principalmente, a certeza do amor de Deus quando me ensina que não temos só uma chance de acertarmos ou errarmos, já que cremos na reencarnação, que é a oportunidade de corrigirmos erros passados.


6) Você já foi casada, mas se separou. Que aprendizado trouxe-lhe essa experiência? Dá pra seguir a vida totalmente alheio ao outro?



Olha... quando eu digo, mesmo separada, que acho casamento uma coisa maravilhosa, muita gente se espanta como posso gostar de algo que não deu certo. Mas deu certo! Por 6 anos, deu muito certo! A vida à dois me ensinou muito a dividir tudo – mesmo que eu tenha convivido com 4 irmãos, quando casados dividimos muito mais que brinquedos e espaço! Eu acho que todo mundo precisa de alguém do seu lado pra dividir alegrias e tristezas e, talvez, seja disso que mais sinta falta do casamento. No meu caso não dá pra seguir a vida totalmente alheia ao meu ex porque ele, mesmo sendo paulistano, continua morando em Foz e minha mãe meio que o adotou. Um pouco depois da separação eu decidi me afastar porque comecei a namorar e meu então namorado tinha ciúmes do meu ex-marido, porque sabia da proximidade dele com minha família e porque eu achava que não tinha porque haver ainda esse contato. Hoje, depois do término do namoro, com quase 2 anos de separação, até converso com meu ex e sei algumas coisas da vida dele. Como fui eu quem decidiu pela separação, e convicta de que era o que eu queria, não sofro com isso. Eu quero muito que ele seja imensamente feliz porque é um homem maravilhoso!


7) Você tem dois gatos. Como você define a personalidade dos dois?



Ah, eles são tão diferentes! Eu os vejo muito marcados pelos seus sexos: ele é bruto nas brincadeiras, nada delicado, morde doído, arranha doído... A Kitty é espoletíssima, já chegou aqui em casa, toquinho, e pulando janela, mas é uma mimosinha! É delicadinha pra comer, pra pedir atenção... Tenta sempre estar encostada em mim ou deitada no meu colo. Mas os dois são bem carinhosos, ao seu modo. O Milo eu percebo mais temperamental, de fazer xixi onde não deve se fica muito tempo sozinho ou se está incomodado com algo – como quando, recentemente, resolvi colocar uma coleirinha nele. Já a Kitty é uma mocinha mesmo, um doce!


8) Numa das fotos que me mandou para a brincadeira das entrevistas, há uma de sua bolsa com tudo muitíssimo organizado. Você é assim em tudo?


Infelizmente não! Minha bolsa provavelmente é um caso à parte porque normalmente saio lá pelas 7h30 de casa e volto no final do dia, daí tentar organizar a “mudança” que me acompanha o tempo inteiro. No trabalho sempre tento manter as coisas organizadas e limpas também... mas em casa, especialmente no meu quarto, aí o caos quase sempre domina! rsrs


9) Você fez duas faculdades, ambas
em uma Universidade Estadual. O que acha sobre os sistemas de cotas nos vestibulares que vem sendo adotados por algumas universidades públicas?



Eu sou extremamente contra, Talita! Em um post no meu blog em abril comentei a coluna do Paulo Moreira Leite, no site da Época com o título “Cota de 100% para doidos” onde ele diz que, se todas as cotas forem aprovadas, quem é branco e estudou em escola particular terá direito apenas a 40% das vagas nas faculdades públicas! Acho injusto porque acredito que a maioria dos alunos de escolas particulares estão ali por esforço que os pais fazem para pagar mensalidades e para não pagarem uma faculdade particular. Assim foi com meus pais... assim foi com muita gente que conheço e com quem estudo. Na minha opinião as cotas “punem” os esforços dessas pessoas e, ainda por cima, marcam como incapazes, principalmente os negros, de conseguirem algo por esforço próprio. Cotizar vagas em universidades é que é o verdadeiro preconceito!


10) Como você se define, Sheila?


Hmmm... eu acho complicado me definir, aliás, definir qualquer pessoa porque acho que a gente muda tanto o tempo inteiro! Mas eu sou uma mulher curiosa pela vida, pelas pessoas, que tem muita vontade de aprender sobre tudo e que ainda acredita muito nas pessoas.


Deixe seu recado para a Sheila...


http://www.donaperfeitinha.com

3 comentários:

  1. Sheila,não acredito que está fazendo Letras e que pensa em dar aula de literatura! O meu sonho é este! Cursar letras e me aprofundar em literatura. Adorei a entrevista e saber um pouco mais sobre você. A primeira foto está ótima! E, ah, obrigadão pelo selo!
    Beijão, e ótimo restinho de semana! :)

    ResponderExcluir
  2. Tainá querida,

    Pois é! Ser profe de literatura! rsrs

    De nada pelo selo!

    Beijocas.

    ResponderExcluir
  3. Muito legal sua entrevista!!
    Ainda não tinha lido!!!

    ResponderExcluir